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Quinta-feira, Outubro 28, 2021

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Golegã | Feira registou recorde de cavalos e menos ocorrências

Apesar do mau tempo durante a maior parte dos dias, a Feira do Cavalo na Golegã, que decorreu de 2 a 11 de novembro, registou um número recorde de cavalos. Ao mesmo tempo, as novas regras impostas pela organização quanto a restrição horária na circulação de cavalos, resultou num menor número de ocorrências.

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Os números oficiais revelam que foram registados 2.562 equinos na feira deste ano, cerca de oito centenas mais, em relação à de 2017. De ano para ano, tem aumentado o número de cavalos na Feira da Golegã, facto ao qual não será alheia uma maior fiscalização e a obrigatoriedade de registo dos animais no secretariado. A cada equino é atribuído um número, sendo obrigatório o respetivo seguro, o que resulta de um maior controlo por parte da organização.

O secretariado registou 2.053 cavalos individuais, 293 como carros de cavalos (coches, charretes, milordes, sendo que neste caso há veículos puxados por mais do que um cavalo o que faz subir o número de animais), 100 na corrida de obstáculos, 25 na modalidade de ensino, 30 na atrelagem, 16 no raid, mais 35 no campeonato inter-escolas e mais 10 no TREC, isto sem contar com os cavalos que circularam no Hippos – Centro de Alto Rendimento da Golegã, aos quais não se exigia inscrição.

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Mas se é fácil contabilizar o número de equinos, mais difícil é calcular o número de visitantes que ao longo dos 10 dias do certame passaram pela Golegã, tanto mais que se trata de uma feira franca. Diariamente, a vila foi invadida por forasteiros fosse durante os fins de semana, fosse durante a semana. Há quem avance com o número de meio milhão de pessoas, mas oficialmente não há estatísticas.

Isto num ano em que São Pedro andou zangado com São Martinho. O último dia da Feira da Golegã, 11 de novembro, ficou marcado pelo mau tempo que afastou muita gente do Largo do Arneiro. Tanto o cortejo dos Romeiros de São Martinho como o horseball foram cancelados.

Ainda num balanço global da Feira, a interdição da circulação de cavaleiros e atrelagens entre as 2 e as 7 horas, decretada pela Câmara, resultou em menos de 70 por cento de ocorrências, segundo o Presidente da Câmara da Golegã. Para Veiga Maltez estas dados representam “a prova provada do argumento e do sustento das normas municipais”. Era durante aquele período que se verificavam traumatismos graves e maiores atentados ao bem-estar dos animais, obrigando a chamadas para médicos veterinários e bombeiros.

A medida levantou acesa polémica na Golegã com manifestações de cavaleiros a exigir o alargamento do horário e, do outro lado, moradores a apoiarem a decisão da organização.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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