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Quarta-feira, Outubro 20, 2021

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Golegã | Feira do Cavalo chega ao fim em dia de Cortejo dos Romeiros de São Martinho

Terminam neste domingo na Golegã os três eventos que fazem desta vila ribatejana o centro das atenções: a secular Feira de São Martinho, a XLIII Feira Nacional do Cavalo e XX Feira Internacional do Cavalo Lusitano.

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Este ano, a coincidir com o dia de S. Martinho, o último dia da Feira inclui o Cortejo dos Romeiros de São Martinho a partir das 12h30 horas com chegada, meia hora depois, em frente à igreja onde o pároco procede à bênção. Após o habitual percurso pelas ruas e campos da vila, a chegada do Cortejo dos Romeiros ao Largo do Arneiro está prevista para as 13h30 horas.

O último dia está também reservado, durante a tarde, para a final do Campeonato Nacional de Equitação de Trabalho e a final do Torneio Ibérico de Horseball.

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No dia 10, a organização realizou uma homenagem ao Presidente de Honra do LIX Concurso Nacional de Apresentação do Cavalo de Sela FNC e XX Concurso Nacional de Apresentação do Cavalo de Sela da Feira Internacional do Cavalo Lusitano, Sylvain Massa.

A final do Concurso da XLIII Feira Nacional do Cavalo e da XX Feira Internacional do Cavalo Lusitano ditou como campeão de campeões da Raça Lusitana “Jasmim Plus”, um cavalo de quatro anos montado, do criador Dressage Plus Lda e propriedade de D. Gustavo Pico.

Este é o campeão de campeões da Raça Lusitana da Feira do Cavalo 2018. Foto: Nuno Matos

O dia 8 ficou marcado pelas más condições climatéricas que afetaram o normal desenrolar do LIX Concurso Nacional de Apresentação do Cavalo de Sela FNC e XX Concurso Nacional de Apresentação do Cavalo de Sela da Feira Internacional do Cavalo Lusitano. A chuva forte obrigou a suspender por alguns momentos o programa, afastando temporariamente do Largo do Arneiro os muitos estrangeiros presentes para observarem os melhores exemplares da raça Lusitana.

Apesar do contratempo, o concurso foi decorrendo sem grandes atrasos. Os 42 animais presentes a concurso foram observados atentamente pelo júri tendo sido atribuída a medalha de Ouro a L-Chatender da Hermida (Chatender x Julie Lyone por Le Tot de Sehilly), um poldro de três anos da raça Português Desporto. Um animal da Coudelaria Quinta da Hermida e propriedade de Pedro Câmara Horta Osório.

Na raça Lusitana, o Ouro foi atribuído a "Liberal da Lagoalva", um poldro de três anos e a “Jasmim Plus”, um cavalo de 4 anos montado. “Liberal da Lagoalva” (Violino x Êxito da Lagoalva por Hostil), é do criador e proprietário Sociedade Agrícola da Quinta da Lagoalva de Cima S.A. “Jasmim Plus” (Escorial x Estrela Plus por Peralta) é do criador Dressage Plus Lda e propriedade de D. Gustavo Pico.

Ao final da tarde foi prestada homenagem ao jovem cavaleiro ribatejano Manuel Vinagre, falecido no ano passado com apenas 18 anos, com dezenas de amigos a alinharem com as suas montadas no picadeiro central. Depois do visionamento de um pequeno filme do saudoso cavaleiro de Dressage, o presidente da Feira Nacional do Cavalo, José Veiga Maltez agradeceu a presença da família, afirmando, emocionado, que “partiu algo de nós. Mas está connosco, a ver-nos”. Refira-se que Manuel Vinagre era frequentador assíduo da Feira da Golegã, desde bebé, tendo-se estreado na competição de Equitação à Portuguesa há precisamente 8 anos: foi no dia 8 de Novembro de 2010 que se iniciou, tendo vencido a prova demonstrando desde logo o seu talento. O seu sonho era chegar aos Jogos Olímpicos, tendo por diversas vezes representado Portugal em competições internacionais de Dressage.

Logo depois, a Feira da Golegã retomou uma tradição que se foi perdendo nos últimos anos. Em tempos idos, era quase obrigatório que os cavaleiros tauromáquicos “encerrassem” a época na Golegã. Era aqui que se reuniam, confraternizavam e em conjunto deliciavam a assistência com as suas habilidades equestres. Este ano juntaram-se 21 cavaleiros de várias gerações como por exemplo Ana Batista, Francisco Palha, António Ribeiro Telles ou Rui Fernandes, para gáudio dos aficionados, que estão habituados a saudá-los apenas nas praças de toiros.

O programa encerrou com o sempre apreciado espetáculo da Escola Portuguesa de Arte Equestre.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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