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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Gestão financeira eficaz e eficiente colocam Abrantes no top dos municípios de média dimensão (C/ÁUDIO)

O município de Abrantes, classificado no ‘ranking’ nacional de gestão financeira autárquica como o melhor entre 96 concelhos de média dimensão e segundo na lista geral, atribui essa posição ao equilíbrio “entre investimento, despesas e receitas”. 

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“Estes resultados revelam a capacidade de continuar a investir, de gerir com qualidade, de acordo com as regras – pois todos sabemos que do ponto de vista da gestão financeira existem regras que não podemos ultrapassar – e nessa medida estes resultados são reveladores de irmos investindo, amortizando a dívida, de conseguir captar receitas, portanto há um conjunto de indicadores que são analisados e que nos colocam nesta posição do segundo município do país com melhor gestão financeira e líder dos municípios da nossa dimensão”, disse à Lusa o presidente do município, Manuel Jorge Valamatos, eleito pelo PS.

ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

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Em causa estão os dados, hoje divulgados, do Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2020, executado pelo Centro de Investigação em Contabilidade e Fiscalidade do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (da Universidade do Minho), com o apoio da Ordem dos Contabilistas Certificados e do Tribunal de Contas, relativamente à eficácia e eficiência na gestão financeira dos 308 municípios portugueses, de pequena, média e grande dimensão.

Em cada uma destas autarquias, o estudo analisou nove indicadores de eficiência financeira, entre os quais o índice de liquidez da autarquia, o seu superavit financeiro e o montante de impostos diretos cobrados por habitantes, sendo Abrantes o primeiro do ranking entre os 96 municípios de média dimensão (entre 100.000 e 20.000 habitantes) e o segundo com melhor resultado total a nível nacional.

Abrantes atribui boa gestão financeira a equilíbrio nas contas e cumprimento de regras. Foto: Nuno Pais
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Manuel Jorge Valamatos, segundo o qual estes resultados deixam todos os funcionários da autarquia “muito orgulhosos”, salientou que “Abrantes é um município que tem uma gestão financeira muito cuidadosa”, na busca do “equilíbrio entre amortizar dívida e realizar investimentos” no concelho, em particular este ano.

“Estes são resultados que nos deixam muito satisfeitos e que nos indicam que estamos no caminho certo”, afirmou, apontando para os fatores que considera mais decisivos para esse resultado: “Ao mesmo tempo que fazemos investimento de forma cuidadosa e cautelosa, também temos de continuar a fazer a gestão equilibrada e sustentada quer ao nível da arrecadação de receitas, quer ao nível de captação de fundos europeus.” Este, notou, é um exercício “a todo o tempo muito exigente”.

Antecipam-se, contudo, “alguns desafios” para que a Câmara de Abrantes possa manter ou melhorar a posição hoje obtida no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses e que passam por “continuar a ter rigor no que são as […] contas, em investir e ter capacidade de o fazer de forma equilibrada e sustentada” e que passam pela atenção aos apoios comunitários.

“Há algo que tem a ver com isto que vamos fazer, que é a atenção que temos de ter relativamente aos quadros de apoio comunitários e tentar que todos os investimentos que fazemos tenham suporte e capacidade para manter de forma equilibrada o rigor financeiro que temos tido até aqui”, notou Valamatos.

Manuel Jorge Valamatos, presidente CM Abrantes. Foto: mediotejo.net

“São resultados que de certa forma nos deixam muito satisfeitos, mas também nos responsabilizam muito, pois temos de facto de manter esta responsabilidade, esta atitude e esta forma de pensar e de agir de acordo com regras e normas financeiras […], para gerir a autarquia da forma equilibrada e sustentável que se exige”, concluiu. 

Os resultados compilados para o Anuário revelam que 77% destas autarquias fecharam 2020 com uma situação “não muito favorável” relativamente à eficácia e eficiência da sua gestão financeira.

“Em resultado da aplicação do ranking global, só 71 municípios se poderão considerar com um nível satisfatório de eficácia e eficiência financeira”, revela o documento.

Segundo o Anuário Financeiro, a pontuação máxima registada em 2020 foi de 1.544 pontos, alcançada pelo município de Santana, concelho de pequena dimensão localizado na Região Autónoma da Madeira, seguindo-se a pontuação de 1.497 atribuída a Abrantes e a de 1.475 obtida por Santa Maria da Feira (município de grande dimensão), no distrito de Aveiro.

Agência de Notícias de Portugal

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