Gavião | Sobe para 12 o número de trabalhadores do Lar da Santa Casa infetados com SARS-CoV-2 (c/áudio)

Passados quase nove meses desde o início da pandemia de covid-19 em Portugal, o concelho de Gavião regista 16 casos ativos, sendo 12 confirmados entre os funcionários do lar da Santa Casa da Misericórdia de Gavião. Segundo os dados transmitidos ao nosso jornal pelo presidente da Câmara Municipal, o concelho contabiliza até ao momento 31 casos registados, 15 recuperados, sem qualquer óbito.

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Foram hoje confirmadas duas novas infeções por SARS-CoV-2 em funcionários do Lar da Santa Casa da Misericórdia de Gavião, que se vêm juntar aos 10 funcionários positivos detetados esta semana. Os 12 profissionais estão em isolamento domiciliário e aguardam-se ainda os resultados do total dos 250 testes realizados na terça e quarta-feira. Neste momento estão por apurar os resultados dos testes de diagnóstico efetuados a 29 trabalhadores e a 114 utentes.

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Nesta sexta-feira 20 de novembro, o concelho de Gavião contabiliza 16 casos ativos de SARS-CoV-2 mas sem óbitos a registar até ao momento.

Assim,  e segundo o presidente da Câmara Municipal de Gavião, “à data de hoje o concelho de Gavião tem 31 casos registados, 16 casos ativos e 15 recuperados. Felizmente não existe registo de qualquer óbito” sendo 12 trabalhadores do lar da Santa Casa da Misericórdia de Gavião, onde “o surto está localizado” sendo os restantes casos positivos para a covid-19 “no Agrupamento de Escolas de Gavião”.

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Presidente da Câmara Municipal de Gavião, José Pio

Em declarações ao mediotejo.net José Pio assegura tratar-se de “casos isolados, onde a testagem revela ser sempre o mesmo caso isolado. Não havia mais contágios. Tivemos uma educadora, uma professora e dois alunos”.

Para o autarca a situação mais preocupante é no lar da Santa Casa. “Os utentes são pessoas de muita idade. Felizmente não temos nenhum utente ainda infetado mas temos de ter uma atenção particular”.

A Câmara Municipal de Gavião adquiriu “muitos testes rápidos que estão a ser utilizados cada vez que uma equipa entra ao serviço”. No entanto José Pio afirma não ser possível “manter a testagem, de testes rápidos, todos os dias a todos os funcionários, porque os custos são muito elevados. Sei bem que a saúde vale mais que qualquer custo mas nem a instituição Santa Casa nem a Câmara Municipal poderão manter este ritmo de testagem. Importa durante um período fazer isso e com toda a certeza que o vamos fazer mas depois quando der negativo temos de perceber que as coisas acontecem porque têm de acontecer”.

José Pio expressa o desejo do desenvolvimento de “uma vacina rapidamente” para que “estes problemas possam ser erradicados não só do concelho, mas também do País e do mundo”.

Santa Casa da Misericórdia na vila de Gavião. Créditos. mediotejo.net

Para além da realização de testes de diagnóstico de testagem rápida o presidente diz que a Santa Casa da Misericórdia “tem espaços de isolamento onde tem os contactos mais próximos dos funcionários já em isolamento, procede a desinfeção constante das instalações, procura a todo o momento estar em contacto com o Município, com a Autoridade de Saúde e com a Segurança Social de forma a que as medidas sejam validadas por estas entidades e tem muito material de uso individual, as EPI’s. Tem havido um esforço financeiro para que tudo corra pelo melhor”, assegura o presidente.

José Pio acrescenta que, da parte do Município, “tenta fazer o máximo de desinfeção possível também na rua apesar de ser uma medida indicada como pouco eficaz em termos gerais mas o que sentimos é que as pessoas têm uma segurança diferente com estas desinfeções. Tentamos fazer periodicamente para que as pessoas sintam que estamos atentos e queremos o melhor para a população”.

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.
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