Gavião | REN limpa terrenos com linhas de transporte de energia no concelho

A REN – Redes Energéticas Nacionais procedeu à limpeza total dos terrenos por onde passam as linhas de transporte de energia no concelho  de Gavião. Foram limpos cerca de 50 hectares e, segundo o Município, “cumprindo o que estava planeado para 2020”, tendo acrescentado estar prevista ainda a limpeza de mais de cerca de 50 hectares em 2021.

O Município considera um “excelente trabalho na defesa da floresta contra incêndios” onde se encontram instaladas linhas elétricas.

A REN adiantou que “um dos objetivos passa também por várias ações de reflorestação, substituindo espécies de rápido crescimento por espécies autóctones, que já desempenham um importante papel na defesa da floresta contra os incêndios”. Podendo desta forma “os proprietários, retirar rendimentos de terrenos que estavam, frequentemente, ao abandono promovendo ainda, o aumento da biodiversidade” indica a empresa.

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Em 2019, a REN investiu 1,5 milhões de euros na compra de cinco máquinas inovadoras para fazer a limpeza das florestas nas faixas de servidão de linhas elétricas e gasodutos.

Segundo dados da empresa, a REN tem quase dez mil quilómetros de servidões de linhas elétricas e gasodutos, sendo que cerca de 60% destas faixas de servidão estão inseridas em espaços florestais.

Incêndios | EDP Distribuição investe 16 ME na gestão da vegetação até ao final do ano

A EDP Distribuição vai investir 16 milhões de euros até ao final do ano em ações de inspeção e de intervenção nas zonas de proteção e nas faixas de gestão de combustível junto às linhas elétricas, anunciou hoje a empresa.

Em comunicado, a operadora da rede de distribuição de eletricidade explica que o investimento na gestão da vegetação representa “um aumento de 26% face a 2019, justificado com o incremento do número de Planos Municipais de Defesa de Floresta Contra Incêndios aprovados e revistos, a par do aumento do custo da globalidade das tarefas relacionadas com a vegetação”.

Em causa estão ações de inspeção e de intervenção nas zonas de proteção e nas faixas de gestão de combustível junto às linhas de eletricidade, com o intuito de garantir a melhoria da qualidade de serviço e a segurança das redes elétricas.

A EDP Distribuição opera uma rede aérea de transporte de eletricidade com 179 mil quilómetros de extensão, dos quais 28 mil estão instalados em espaços florestais.

Estas infraestruturas que compõem as redes elétricas de serviço público têm utilidade pública e integram-se nas concessões atribuídas à EDP Distribuição, adianta a empresa, que, refere, “tem o dever de realizar a manutenção e garantir a conservação das linhas elétricas, com base numa inspeção regular e metódica, adequada à monitorização do cumprimento das distâncias de segurança, no âmbito da zona de proteção”.

“Deste modo, sempre que se registam situações de incumprimento das distâncias de segurança das linhas elétricas face à vegetação, há o dever de alertar, de modo a garantir uma atuação célere dos proprietários, autarquias, empresas de infraestruturas, proteção civil e da própria EDP Distribuição, em caso de perigo iminente, para reposição das condições da segurança de pessoas e bens”, lê-se no comunicado.

Neste contexto, a empresa desenvolveu uma funcionalidade na sua app e site (edpdistribuicao.pt), que permite, de forma muito intuitiva, que qualquer cidadão reporte uma situação de proximidade de vegetação às linhas elétricas.

“Na legislação de defesa da floresta contra incêndios é entendido que o corte e desrame de árvores, bem como a limpeza e remoção da vegetação, permitem reduzir os efeitos da passagem de incêndios, protegendo de forma passiva a rede elétrica, e isolar potenciais focos de ignição”, refere.

c/LUSA

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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