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Terça-feira, Novembro 30, 2021

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Gavião | Poluição no Tejo é “lamentável” e a situação “insustentável” (c/vídeo)

A poluição do rio Tejo está a gerar preocupações no concelho de Gavião, tendo o vice-presidente, António Severino, destacado ao mediotejo.net os prejuízos ambientais, sociais e económicos, e referido que o persistir desta situação é “insustentável”.

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“Não é aceitável que em pleno século XXI, um país como Portugal, no continente europeu, deixe que uma situação como esta esteja a acontecer”, disse o vereador gavionense, que tem assento na Comissão de Acompanhamento sobre a poluição do Tejo no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).

O agravamento dos episódios de poluição já originou vários pedidos de intervenção por parte dos presidentes das Câmaras de Gavião, Nisa, Abrantes e Mação e também do Movimento ProTejo, com sede em Vila Nova da Barquinha, tendo o autarca lembrado que este “já não é um assunto novo (…) mas o facto é que, lamentavelmente, continuamos no final de 2017 a ter episódios de poluição no Tejo”.

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Nisa e Gavião são os únicos municípios por onde passa o rio, no Alto Alentejo, sendo a freguesia de Belver a única alentejana a norte do rio Tejo. O município de Gavião tem efetuado significativos investimentos na praia fluvial do Alamal, por diversas vezes galardoada com a Bandeira Azul, para acolher com as melhores condições os muitos turistas que ali afluem.

“É fundamental para a economia do concelho a nossa afirmação como destino turístico coeso. Por isso implementámos uma estratégia que visa explorar ao máximo todo o potencial do Rio Tejo. Temos realizado investimentos nos últimos anos que, face à trágica vaga crescente e poluição, se têm tornado infrutíferos”, pode ler-se em recente carta dirigida ao ministro do Ambiente.

“Os pedidos de explicação da população e dos vários agentes económicos ligados ao turismo, fortemente afetados, são recorrentes. E muitos ponderam abandonar o nosso concelho que se torna assim cada vez mais despovoado e isolado”, sublinha a mesma nota, que termina com um apelo ao ministro da tutela para intervenha no sentido de “travar as descargas poluentes para que o rio seja devolvido às pessoas”.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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