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Gavião | Paulo Pires reconduzido como diretor do Agrupamento de Escolas

O Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Gavião reconduziu Paulo Pires para o desempenho do cargo de diretor, no quadriénio 2021/2025. Na reunião realizada no dia 3 de março, o Conselho Geral votou por unanimidade a recondução do atual diretor.

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Foi no “elevado apreço e apoio pelo trabalho desenvolvido” no Agrupamento de Escolas de Gavião, “ao longo dos doze anos transatos em que o professor Paulo Pires assumiu a liderança da instituição escolar” que a deliberação do Conselho Geral assentou levando à recondução do atual diretor para o mesmo cargo por mais quatro anos, ou seja até 2025, sendo que o atual mandato termina, apenas, a 24 de junho de 2021.

A deliberação do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Gavião representa para Paulo Pires o reconhecimento de um trabalho de 12 anos. “Entrei em 2009 no Agrupamento como diretor, depois fui reconduzido quatro anos mais tarde por unanimidade do Conselho Geral. Após quatro anos submeti uma nova candidatura fui novamente eleito por unanimidade”, e agora a recondução foi igualmente aprovada por unanimidade, disse.

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De acordo com a atual legislação os diretores das escolas podem permanecer, consecutivamente, no desempenho desse cargo durante quatro mandatos, ou seja 16 anos como limite.

Ao mediotejo.net Paulo Pires considerou que “esta recondução representa um trabalho em prol de uma comunidade”. O diretor vinca que a sua liderança contou “com o corpo docente, corpo não docente, entidades parceiras”, nomeadamente a Câmara Municipal de Gavião “com uma presença fundamental e determinante” no acompanhamento deste trajeto.

Segundo o professor “a liderança é fundamental mas depois há todo um trabalho de equipa e um conjunto de pessoas que têm de acompanhar os lideres, têm de acreditar no projeto, têm de ajudar a levar as organizações para a frente. É isso que acontece no nosso Agrupamento de Escolas. Foi isso que aconteceu durante 12 anos”, garante Paulo Pires, agradecendo “a todo o corpo docente e não docente, uma excelente equipa” bem como as respetivas entidades.

Paulo Pires, diretor do Agrupamento de Escolas de Gavião. Foto: mediotejo.net

Durante os seus três mandatos como diretor do Agrupamento de Escolas de Gavião “conseguimos fazer algumas edições de cursos profissionais, coisa que nunca tinha acontecido” naquele concelho do Alto Alentejo. “Perdíamos alunos à saída do 9º ano, para Abrantes, Mação ou Ponte de Sor. Este ano pela primeira vez na história do nosso Agrupamento temos três cursos profissionais a funcionar; um na área de Técnico Auxiliar de Saúde, outro na área de Técnico de Animação Turística e outro na área Técnico de Restaurante e Bar”.

Aliás, falando do projeto estratégico para os próximos quatro anos, aponta precisamente os cursos profissionais, para que os alunos “não abandonem precocemente o concelho”.

Para Paulo Pires, o Agrupamento de Gavião tem conseguido “estimular e manter o número de alunos que é determinante e importantíssimo não só para o concelho, para a região, mas principalmente para os alunos. E um conjunto de iniciativas que nos têm projetado quer nacional quer internacionalmente”.

O diretor refere, designadamente, o programa Erasmus+ “com presença a vários níveis. Com alunos e professores a fazer formação no estrangeiro, que tem corrido bem nos últimos anos” e também a projetos ligados ao ambiente, empreendedorismo, entre outros.

O Agrupamento de Escolas de Gavião foi o vencedor do 1 Prémio no primeiro escalão no concurso nacional da Fundação Ilídio Pinho ” A Ciência na Escola”. Foto: DR

Atualmente o Agrupamento de Escolas conta com 290 alunos. Gavião apresenta-se como um concelho com pouca população e bastante envelhecida, mas ainda assim a Escola capta alunos de concelhos vizinhos, como é o caso de Abrantes. Particularmente das freguesias de Alvega e Concavada, a 12 quilómetros da vila de Gavião, distando mais de 20 quilómetros da cidade de Abrantes, onde estão praticamente todas as escolas a partir do 2º ciclo daquele concelho do distrito de Santarém, com o tamanho da ilha da Madeira.

Devido à proximidade das freguesias de Alvega e Concavada, o Agrupamento de Escolas de Gavião recebe “cerca de 60 alunos”. Paulo Pires lembra que aquando do encerramento da escola em Alvega – que mantinha o ensino até ao 9º ano de escolaridade – foi feita essa captação de alunos e depois manteve-se nos anos seguintes. “Muito poucos alunos das freguesias de Alvega e Concavada vão estudar para Abrantes, a maioria vem para Gavião”.

O diretor nota que esse alunos do concelho vizinho são tratados e apoiados como se morassem no concelho. “Esse foi sempre o principio. A nossa autarquia paga na íntegra o transporte escolar e todos os benefícios que os alunos residentes no concelho de Gavião têm são igualmente extensivos quer aos que residem no concelho de Abrantes quer a alguns que vem da zona de Vale do Arco e São Bartolomeu”, residentes no concelho de Ponte de Sor. Segundo Paulo Pires, o ensino profissional tem ajudado a não perder alunos, numa escola que, nos últimos anos, tem mantido um número que anda à volta dos 300 alunos.

Visita do secretário de Estado da Educação, João Costa, ao Gavião. No Agrupamento de Escolas. Foto arquivo: CMG

A matriz para o futuro é de continuidade. “Apostar muito na renovação do parque tecnológico do Agrupamento, principalmente da Escola Básica de Gavião” disse. Paulo Pires lembra que a escola de Gavião foi pioneira “com um quadro interativo em todas as salas mas atualmente estão algo obsoletos”, nota, havendo portanto a necessidade de “investir nem novos painéis interativos e digitais”. O diretor tem como objetivo dotar, dentro de quatro anos, “todas as salas com um painel digital novo”.

O Agrupamento de Escolas de Gavião viu recentemente aprovado o programa base Erasmus, até 2027, o que representa “continuar a enviar alunos para novas experiências, com outras escolas do estrangeiro” e também pessoal não docente que a escola vai tentar incluir neste novo projeto. Alguns funcionários “já manifestaram que gostariam de ter essa experiência, à escala deles, ou seja, na área de contudo funcional”, afirma.

Além disso, tencionam prosseguir com os projetos que caracterizam o Agrupamento de Escolas de Gavião e em que alunos e professores trabalham diariamente. “Apostamos muito na cidadania dos nossos jovens: uma componente que nunca podemos perder de vista, os princípios e os valores. Tudo à volta de formar melhores e mais conscientes cidadãos”. E ainda, sendo apontado como “a bandeira de qualquer escola”, os resultados escolares.

Paulo Pires reconhece que os resultados escolares do Agrupamento “não são brilhantes, não são de topo, mas também não são insuficientes”, considera, classificando-os de “médios” justificando com uma comunidade onde se encontram carências sociais.

“Temos mais de metade dos alunos apoiados pela Ação Social Escolar e isso é um indicador que condiciona os resultados de excelência” mas a melhoria dos resultados escolares apresenta-se também como um objetivo “sempre presente” quer nos projetos quer nos documentos estratégicos.

Alunos do Agrupamento de Escolas de Gavião

Dentro dos projetos escolares ligados à cidadania “e cruzando isso com os outros projetos é nossa obrigação tentar que os resultados escolares melhorem e que correspondam ao nosso trabalho do dia a dia”, vinca o professor.

Paulo Pires valoriza ainda a autoavaliação do Agrupamento, outra matéria onde quer continuar a apostar. “Sabemos quais são os nossos pontos fortes e fracos, onde é que temos de manter, de melhorar e investir. Portanto, temos investido muito na componente da autoavaliação da organização” para uma “noção exata onde estamos e para onde vamos”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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