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Gavião | Passadiço do Alamal reabre ao público após obras de recuperação

Os amantes das caminhadas podem voltar a percorrer o passadiço do Alamal. O troço entre a Praia Fluvial do Alamal e a ponte metálica de Belver está preparado para receber pedestrianistas a partir do dia 10 de setembro. Na verdade, o passadiço estará pronto esta quinta-feira, 6 de setembro, garantiu ao mediotejo.net o presidente da Câmara Municipal de Gavião, José Pio. No entanto, o aviso dando conta da conclusão das obras de recuperação do Passadiço aponta a próxima segunda-feira como a data de abertura ao público.

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Quinta-feira os caminheiros “já podem percorrer o passadiço, mas ficam por ultimar alguns pormenores como a colocação de grades e a ligação à ponte do Alamal”, deu conta. Dia 10, sem inauguração oficial, reabre ao público desde que foi consumido pelo fogo no verão passado.

As obras realizadas na sequência dos incêndios ocorridos em agosto de 2017 e que danificaram 1300 metros do passadiço de madeira, de um total de 1800 metros que liga a zona balnear à ponte de Belver, custaram ao Município 300 mil euros.

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Um percurso bastante fácil de fazer, não necessita preparação física nem equipamentos especiais. E não era, até às obras de renovação, acessível carrinhos de bebé ou a pessoas com mobilidade reduzida com cadeiras de rodas, não obstante a praia ser para todos. No entanto, com a renovação o passadiço, fica em parte, preparado para pessoas com mobilidade condicionada, ou seja, a parte inicial do passadiço terá até 6% de inclinação “não sendo possível na totalidade devido às condicionantes do terreno” disse o autarca.

A obra demorou “mais um bocadinho” do que o inicialmente previsto, pela dificuldade do enquadramento uma vez que se trata de um passadiço sobre o rio Tejo”, justificou, acrescentando que, no entanto “ficou bom!”.

Em fase de projeto está a ligação do PR1 ao PR2, ou seja, o prolongamento do passadiço, ligando o Alamal “sempre na margem esquerda do rio Tejo, à ribeira do Vale Covo”, avançou o presidente. Nesse sentido, a Câmara de Gavião solicitou uma avaliação junto da empresa à qual adjudicou o passadiço para apurar essa possibilidade. “Ficaria com 5 mil metros, uma distância que todos os pedestrianistas gostam de percorrer, fazendo cinco quilómetros para cada lado”, indicou.

“Trata-se de um trilho com seis passagens, alguns pontos suspensos outros fixos, em passadiço, aproveitando os muros de sirga, nas zonas não submergíveis” explicou.

Os muros de sirga do Tejo foram outrora essenciais para a navegação fluvial até ao Porto do Tejo, em Vila Velha de Ródão. Com a construção do caminho-de-ferro até Abrantes e posteriormente, em 1891, com a abertura da linha da Beira Baixa, os muros de sirga foram perdendo utilidade, tendo sido mais tarde parcialmente submergidos pelas albufeiras das barragens de Belver e de Fratel.

Segundo José Pio, para a Praia Fluvial do Alamal está projetado também um novo ancoradouro, em 2019, um investimento que rondará os 40 mil euros para barcos de recreio e motas de água.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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