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Gavião | Lar em Belver pode estar a braços com novo surto mesmo após segunda toma das vacinas

Estão em isolamento 21 utentes e uma funcionária do lar de idosos do Centro Social Belverense, em Belver (Gavião), por suspeitas de infeção com o SARS-CoV-2. Alem dos 21 idosos em isolamento mais dois utentes foram hospitalizados. A confirmar-se a existência deste surto será o segundo a afetar a instituição desde o início da pandemia sendo que este ocorrerá depois de terem sido administradas a utentes e funcionários as duas doses da vacina contra a covid-19. 

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Contactado pelo mediotejo.net, o vice-presidente da Câmara Municipal de Gavião, António Severino, não confirma, no entanto, o surto no lar de Belver e explica a existência de “uma dúvida” quanto à possibilidade dessas 24 pessoas estarem doentes, recusando causar “alarmismo”.

Alguns utentes e uma trabalhadora em Estrutura Residencial Para Idosos (ERPI) “testaram positivo” em testes de despiste, os chamados testes rápidos. Voltaram a ser testados “em testes rápidos e testaram negativo” criando incerteza explica o vice-presidente.

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Ao mediotejo.net o presidente da direção do Centro Social Belverense, Jorge Martins, adiantou que “23 utentes testaram positivo e 17 testaram negativo” quando testados através dos testes de diagnóstico rápidos. Vinte e um idosos da instituição encontram-se “assintomáticos”, assegurou. “Dois apresentavam sintomas, nomeadamente temperatura alta e foram ao hospital, onde estão”, acrescentou.

Aguardam agora ser testados com testes PCR, no sentido de confirmar ou excluir a situação de infetado pelo novo coronavírus. Até lá, os idosos encontram-se isolados e a funcionária em isolamento profilático.

“Neste momento temos dois lares em funcionamento; um para as pessoas que testaram positivo e outro para as pessoas que testaram negativo”, explica Jorge Martins, apontando dificuldades quer ao nível dos custos financeiros quer na própria logística da instituição, designadamente quanto à operacionalidade dos funcionários do lar.

Adianta que segundo indicação da autoridade de saúde pública “serão testados segunda-feira, com testes PCR, para já aqueles que testaram negativo”. Uma decisão que Jorge Martins diz não entender considerando que “deveriam ser testados também os que testaram positivo, para a tranquilidade de todos e da própria estrutura funcional”.

O Centro Social Belverense tem capacidade para 41 utentes na valência de ERPI, sendo atualmente 40. No total, utentes e funcionários, o Centro contabiliza cerca de 80 pessoas.

A testagem no lar surgiu após uma utente apresentar “febre e dores de cabeça no domingo. Mas como tinham sido vacinados pensou-se serem reações à vacinação. Como os sintomas persistiram na segunda-feira foi testada e acusou positivo”, para o novo coronavírus, explicou António Severino ao nosso jornal.

Segundo o vice-presidente “o centro de saúde está disponível” para a testagem sendo necessário articular com a disponibilidade do laboratório”.

Para já são desconhecidas as causas da infeção, sendo certo que utentes e trabalhadores do Centro Social Belverense tomaram a segunda dose da vacina contra a covid-19 na semana passada, exatamente na quinta-feira. Contudo, um estudo em Portugal revelou que 95 a 97% dos vacinados apresentam anticorpos apenas quinze dias depois, “não estando cumprido o período para imunização”, nota Severino.

A confirmar-se a positividade para a covid-19 confirma-se também um novo surto naquela instituição. Recorde-se que o primeiro caso positivo de infeção pelo novo coronavírus no concelho de Gavião registou-se em julho de 2020, tratando-se de uma mulher idosa, residente em Belver, utente do Centro Social Belverense, em assistência domiciliária.

Nessa ocasião o presidente da Câmara José Pio, ele próprio atualmente em recuperação da doença desde o dia 21 de janeiro, deixava alguns conselhos aos munícipes que se prendem com as orientações da Direção Geral da Saúde: “Higienização das mãos, uso de máscara, evitar o contacto e muita familiaridade entre as pessoas, que respeitem as orientações da DGS”.

O nosso jornal irá estar atento aos desenvolvimentos.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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