Quarta-feira, Março 3, 2021
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Gavião | Grupo de professores e alunos que viajou até Itália em casa até 9 de março

Na problemática do novo coronavírus, e apesar de inicialmente a direção do Agrupamento de Escolas de Gavião ter recusado “medidas adicionais”, no domingo, dia 1 de março, “considerando o superior interesse” da comunidade escolar, o diretor Paulo Pires determinou que alunos e professores que participaram na viagem a Itália “não devem comparecer às atividades escolares/profissionais antes do dia 9 de março de 2020, como medida preventiva e de salvaguarda pessoal e coletiva”.

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Entretanto, os pais e os encarregados de educação da escola foram convocados para uma reunião com cariz de urgência que se realizou esta terça-feira, 3 de março, “a fim de se prestarem todos os esclarecimentos relativamente ao assunto”, indica a direção da escola em comunicado. Recorde-se que no âmbito do programa Erasmus+ sete alunos e três professores regressaram no passado sábado de Itália, o país da Europa com mais casos de Covid-19.

Alunos e professores viajaram até Perugia, na Umbria (centro de Itália), região não identificada como zona de incidência de casos de infeção, mas ainda assim, apesar da Direção-Geral de Saúde excluir a “necessidade de isolamento”, a direção da escola “considerando o superior interesse” da comunidade escolar, determinou que os sete alunos e os três professores que participaram “não deverão comparecer às atividades escolares/profissionais antes do dia 9 de março de 2020, como medida preventiva e de salvaguarda pessoal e coletiva”.

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Tendo em conta a recente viagem a Itália, um dos países mais referenciados na Europa pela problemática do Covid-19 (novo coronavírus), de um grupo de sete alunos e três professores, no âmbito dessa deslocação pelo projeto de intercâmbio “All Different, All The Same”, subvencionado pelo programa Erasmus+, todos os pais e encarregados de educação do Agrupamento de Escolas de Gavião foram convocados para uma reunião com cariz de urgência realizada na Escola Básica de Gavião, esta terça-feira, dia 3 de março, “a fim de se prestarem todos os esclarecimentos relativamente ao assunto em apreço”, lê-se em comunicado da direção publicado no site do Agrupamento.

A viagem a Itália desse grupo de alunos e professores do Agrupamento de Escolas de Gavião no âmbito do programa Erasmus+ provocou preocupação na comunidade de Gavião, face aos casos confirmados de doença por novo coronavírus naquele país europeu.

No dia anterior à chegada, a direção da escola tranquilizava a comunidade, considerando desnecessária qualquer medida adicional, por estarem fora da zona de risco. A viagem teve início no dia 23 de fevereiro e o regresso ocorreu no passado sábado, 29 de fevereiro.

Apesar da proliferação do vírus Covid-19 em Itália e da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGESTE) aconselhar “ponderação sobre a oportunidade e conveniência de se realizarem visitas de estudo e outras deslocações ao estrangeiro, em particular a países ou a zonas com maior incidência de casos de infeção”, a direção do Agrupamento de Escolas entendeu realizar a viagem, a exemplo do que sucedeu com outros Agrupamentos, embora as medidas variassem de escola para escola no país, entre a realização, a suspensão, ou a viagem a outro país mas seguido um período temporal em casa, por precaução.

Em Itália, contactado pelo nosso jornal, o diretor Paulo Pires garantia que a viagem corria bem e considerava desnecessário tomar qualquer “medida adicional relativamente ao grupo de alunos e professores em causa”.

O jornal mediotejo.net tentou, hoje, obter uma explicação do diretor sobre a mudança de decisão e da opção por uma medida preventiva, mas até ao momento Paulo Pires não se mostrou disponível para esclarecimentos adicionais.

Entretanto, as escolas estão a preparar planos de contingência para eventuais casos suspeitos de infeção com o novo coronavírus, à semelhança do que aconteceu em 2009 com a “Gripe A”, avança a agência Lusa.
“Temos até segunda-feira para entregar os planos de contingência por causa do novo coronavírus. Até ao momento este é um assunto que ainda não surtiu qualquer stress nas escolas”, disse à Lusa Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).
Filinto Lima lembrou que esta não é a primeira vez que as escolas têm de fazer planos de contingência por causa de uma epidemia de gripe: Em 2009, a pandemia da Gripe A (H1N1) também obrigou os diretores a desenhar um plano de intervenção.
“Nós temos o apoio do centro de saúde, se precisarmos, por isso não é complicado”, garantiu, explicando que esses planos vão definir regras como os procedimentos a tomar no caso de aparecer alguém com sintomas, quais os espaços que devem ser usados e para onde devem ser reencaminhadas as pessoas para ficarem em isolamento.
Filinto Lima lembrou ainda que as escolas têm estado atentas ao fenómeno e têm desenvolvido sessões de esclarecimento para falar sobre o vírus com alunos, funcionários e professores. “É importante que as pessoas não entrem em pânico”, defendeu, referindo o caso daquela que ficou conhecida como Gripe A, que provocou mais medo do que doentes.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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