Quarta-feira, Março 3, 2021
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Gavião | Grupo de alunos e professores que viajou até Itália regressou à escola

Voltou à escola esta quarta-feira o grupo de sete alunos e três professores do Agrupamento de Escolas de Gavião que recentemente regressou de uma viagem a Itália, não tendo, desde a chegada, comparecido às atividades escolares “como medida preventiva e de salvaguarda pessoal e coletiva” por decisão da direção do Agrupamento.

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A confirmação foi dada ao jornal mediotejo.net pelo presidente da Câmara Municipal de Gavião, José Pio, assegurando que em Gavião decorre “tudo dentro da normalidade. No concelho, na escola e nos serviços públicos”, não estando por isso previstas medidas preventivas adicionais “a não ser o plano de contingência a que a lei geral nos obriga” e o cumprimento das recomendações da Direção-Geral da Saúde como lavar frequentemente as mãos.

A comunidade de Gavião manifestou-se preocupada devido a uma recente viagem a Itália de um grupo de sete alunos e três professores do Agrupamento de Escolas de Gavião, no âmbito do programa Erasmus+, sendo a Itália um dos países mais referenciados na Europa pela problemática do Covid – 19 (novo coronavírus). A viagem teve início no dia 23 de fevereiro e o regresso ocorreu no passado sábado, 29 de fevereiro.

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Ainda em Itália a direção da escola tranquilizava a comunidade, considerando desnecessária qualquer medida adicional, por estarem fora da zona de risco. Contudo, após o regresso, no dia 1 de março, em comunicado, o diretor do Agrupamento, Paulo Pires, ainda que a deslocação tenha ocorrido a Perugia, Umbria (centro de Itália), uma região não identificada como zona de incidência de casos de infeção, e alegando “o superior interesse da comunidade escolar”, determinou que os sete alunos e os três professores que participaram na deslocação não deveriam comparecer às atividades escolares antes do dia 9 de março de 2020, “como medida preventiva e de salvaguarda pessoal e coletiva”.

Mas a Direção-Geral de Saúde não recomenda qualquer tipo de isolamento de pessoas sem sintomas e, esta terça-feira, o diretor convocou uma reunião urgente com todos os encarregados de educação para comunicar que o grupo voltaria hoje à escola.

Manifestando “total confiança” no diretor do Agrupamento de Escolas de Gavião, o presidente da Câmara explicou que a decisão do responsável, “para ser praticada de forma voluntária”, não estava conforme o entendimento nem da Direção Regional de Educação nem do Ministério da Educação. Ou seja, a tutela “proibiu a decisão sob pena de o diretor sofrer procedimentos disciplinares” uma vez que a viagem foi a uma região não identificada como zona de incidência de casos de infeção “sem qualquer fator de alarme”.

José Pio assegurou que “todos estão bem, ninguém tem sintomas e não queremos discriminação na escola” daí a decisão de “falar o menos possível sobre o assunto” no sentido de não criar alarmismos, justificou.

O presidente nota que o Covid-19 “é um assunto global” e considerou que a inquietação “no espírito das pessoas” deveu-se apenas à comunicação social.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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