Gavião | Creche e Jardim de infância reabrem esta terça-feira, crianças testaram negativo (c/áudio)

Dos 35 testes de diagnóstico ao novo coronavírus realizados em Gavião na sequência de uma educadora da Santa Casa da Misericórdia ter testado positivo ao SARS-CoV-2, houve 34 que resultaram negativo e apenas uma educadora testou positivo ao novo coronavírus, disse hoje ao mediotejo.net o presidente da Câmara Municipal de Gavião, José Pio.

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Nesse sentido, o edifício da creche e jardim de infância foi descontaminado e esta terça-feira abrem as aulas sem qualquer condicionante, disse o autarca:

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A creche e o jardim de infância da Santa Casa da Misericórdia de Gavião encerraram na passada sexta-feira por decisão da autoridade de saúde devido a um caso positivo de covid-19, confirmou naquele mesmo dia o provedor da instituição, Edmundo Pires Neves, ao mediotejo.net.

“Uma educadora testou positivo” o que obrigou à realização de “uma bateria de testes que conseguimos que fosse feita em Gavião. Conseguimos trazer os testes até ao centro de saúde de Gavião e a equipa de enfermagem procedeu à recolha, a Câmara Municipal foi buscar os testes e levou-os, já depois de realizados, à Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano”, explicou o presidente da Câmara, José Pio, ao nosso jornal.

O caso positivo de covid-19 na Santa Casa colocou 30 crianças em isolamento profilático mas os testes revelaram que “estão todas negativas” garantiu o autarca.

Dos 35 testes de diagnóstico ao SARS-CoV-2 “34 resultaram negativo” avançou o autarca. “Apenas deu positivo uma psicóloga da intervenção precoce que felizmente nos últimos dias não tinha tido contacto com a creche”.

Segundo José Pio realizou-se ainda “a descontaminação do edifício, de todo o espaço, pela equipa de intervenção da GNR do núcleo biológico, químico e radioativo, e amanhã vão reabrir as aulas sem qualquer condicionante” com outra educadora e as assistentes operacionais. “Está tudo assegurado!” garantiu.

Neste momento são 12 os casos ativos de covid-19 no concelho de Gavião, “sendo que quatro desses casos estão a cargo do Município de Gavião e daquilo que é a estatística da Unidade Local de Saúde, mas residem na freguesia de Alvega e Concavada, concelho de Abrantes. José Pio esclarece tratar-se de “uma família de etnia cigana” que tem a morada num bairro em Gavião mas não reside na vila há algum tempo.

Com a evolução da situação pandémica e com os números de infetados a aumentar José Pio manifesta-se preocupado. “Estou preocupado o suficiente para tentar criar no meu concelho todas as condições para que haja a normalidade possível”.

O presidente assegura que o executivo estará “atento a todas as situações, com todas as entidades e todas as instituições no sentido de rapidamente atuar de forma a que o número de infetados não atinja dimensões muito grandes” diz considerando ser esta “a pior fase da pandemia” acreditando por isso na possibilidade dos números aumentarem “rapidamente”.

Gavião ainda permanece fora da lista dos 191 concelhos considerados de alto risco na propagação do vírus mas José Pio diz que “se for necessário cá estaremos para assumir todas as consequências que isso possa acartar”. No entanto, assegura que Gavião “tem sido um concelho exemplar”, agradecendo a todos os munícipes o cumprimento escrupuloso das regras emanadas da Direção Geral da Saúde.

“Se na próxima reavaliação entrarmos na linha vermelha cá estaremos para agir em conformidade e dar o exemplo de cidadania ao Alentejo, a Portugal e até ao mundo. Orgulhamo-nos de ser alentejanos e saber cumprir as regras que nos são impostas”, diz, considerando serem as “necessárias”.

José Pio manifesta-se “plenamente de acordo” com as medidas impostas pelo Governo e transmitidas pelo primeiro-ministro António Costa. “São regras duras mas indispensáveis para que a pandemia desapareça rapidamente. E rapidamente também possamos pensar no Natal em família que é aquilo que não tivemos na Páscoa”, concluiu.

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.
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