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Gavião | CCDRA assegura apoio a requalificação de edifício sede do Agrupamento de Escolas

O novo presidente da Comissão de Coordenação Regional do Alentejo (CCDRA), António Ceia da Silva, comprometeu-se em apoiar obras na sede da escola de Gavião. O desafio surgiu de José Pio, presidente da autarquia, que considerou o apoio “de extrema importância” para toda a comunidade educativa e avançou que a Câmara “já tem o projeto” orçamentado em 700 mil euros.

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O edifício sede do Agrupamento de Escolas de Gavião “tem mais de 20 anos”, começou por afirmar o presidente da Câmara Municipal de Gavião no seu discurso na sessão solene de celebração dos 501 anos do Foral de Gavião e feriado municipal, na segunda-feira, 23 de novembro.

Considerou que, “à época, era excelente”, contudo, atualmente, “nas várias reuniões que vou tendo com o diretor do Agrupamento, verifico que já não é bem assim. Os alunos não têm sala de convívio, não há sala de professores, não há local para reuniões onde esteja presente mais do que uma turma, não há sala para as AEC, não há sala para os prolongamentos escolares e mesmo as salas existentes já são poucas para as necessidades, tendo sido preciso fazer adaptações no Pavilhão, onde foram provisoriamente criadas duas salas para o funcionamento da turma do secundário”, enumerou José Pio.

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António Ceia da Silva e José Pio em Gavião no dia do concelho. Créditos: mediotejo.net

O autarca avançou que o Município de Gavião, ao assumir a transferência de competências no domínio da Educação, “pôs mãos à obra” e o projeto para proceder à ampliação reclamada é já uma realidade. Para tal concretização, lançou o desafio a António Ceia da Silva dizendo que o concelho necessita do apoio da CCDR Alentejo “para concretizar mais este projeto estruturante para a comunidade gavionense”. Um projeto para uma obra orçamentada em 700 mil euros, confirmou José Pio ao nosso jornal.

Em resposta, António Ceia da Silva, que deixou a presidência da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo para assumir a presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo há cerca de 15 dias, comprometeu-se em apoiar essa intervenção.

“Sim, vamos à obra! Por uma escola condigna para os jovens. Não podemos falar sempre nos jovens se depois não lhes damos condições até para poderem estudar da forma mais digna possível”, disse Ceia da Silva.

Da parte do presidente da CCDRA “existe total disponibilidade e uma total vontade de trabalhar em conjunto com todas as autarquias e muito especialmente com o Município de Gavião pelo trabalho válido, consistente, dinâmico que tem sido realizado neste concelho e que tem permitido mudar os indicadores”.

Assim, “se conseguirmos no âmbito de verbas que não vão ser executadas neste quadro, tudo bem. Se não, em maio há novos avisos de concurso e portanto a escola de Gavião será uma realidade”, garantiu.

Cerimónia oficial do dia do concelho de Gavião, a 23 de novembro de 2020. Créditos: mediotejo.net

Enquanto presidente da CCDR Alentejo disse ter encontrado na região que tutela uma “taxa de execução de 34%” considerando-a de “muito pequena” apesar dos “condicionalismos” mas, afirmou, “a pandemia não serve de desculpa para tudo”. Por isso, avança como primeiro eixo da sua presidência a taxa de execução, “a bolsa de recuperação deste quadro. Temos de ter excelentes taxas de execução no Alentejo para sermos reivindicativos” no próximo quadro comunitário 2030.

Avançou já estar a CCDRA a preparar o próximo Programa Operacional, apontada como segunda prioridade, que “estará pronto em abril” e definir com os autarcas “os grandes projetos que estarão em execução até 2030”.

Como terceiro eixo fala no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) vetado por três países do Norte da Europa – Polónia, Hungria e Eslovénia. Ceia da Silva espera que o Plano acabe aprovado nos parlamentos desses países e lembra que virá para Portugal a fundo perdido 13 mil milhões de euros.

Refere que no PRR está incluída a Barragem do Pisão mas para Ceia da Silva “é pouco” porque deduz deste PRR uma intervenção “fundamentalmente no eixo Lisboa/Porto, o que podemos ver num conjunto de obras assinaladas”.

Cerimónia oficial do dia do concelho de Gavião, a 23 de novembro de 2020. Créditos: mediotejo.net

Contudo, o presidente da CCDRA quer ver “outros grandes financiamentos para esta região” nomeadamente em “acessibilidades, habitação e em várias áreas de intervenção estruturante que não cabem nos programas operacionais e que podem ser realizadas e efetuadas no âmbito do PRR”, diz, indicando agendamento de um Conselho Regional para o início de dezembro, no sentido de as Comunidades Intermunicipais e o Conselho Regional reivindicarem junto do Governo “para podermos fazer incluir neste PRR outros investimentos estruturantes para o território” necessários, segundo defende, para a fixação de pessoas, fixação de empresas e criação de emprego.

Entre os exemplos de investimento defende a ligação da A6 à A23, a ligação de Sines ao Caia e à plataforma logística do Caia ou a ligação de Nisa a Cedilho.

Cerimónia oficial do dia do concelho de Gavião, a 23 de novembro de 2020. Créditos: mediotejo.net

Já o presidente da Câmara salientou, na sua intervenção no dia do concelho, algumas obras realizadas ou em execução no território gavionense.

“Iniciámos as obras para conclusão dos esgotos das Torres na Freguesia de Belver, lançámos o concurso para execução da piscina para adultos na Ribeira da Venda na freguesia de Comenda, lançámos o concurso para execução do Parque de Feiras – Parque de Merendas e Parque Infantil de Vale de Gaviões, iniciámos aquilo que pretende ser uma verdadeira requalificação dos arruamentos junto do edifício sede do Agrupamento de Escolas de Gavião, permitindo um melhor e mais seguro acesso ao edifício escolar e onde para além da requalificação da piscina coberta, veremos nascer a tão ansiada piscina descoberta, e a requalificação da denominada Casa do João Ascensão, transformando-a num espaço moderno e acessível a todos”.

“Temos também em execução o Ninho de Empresas não Tecnológicas de Gavião, o Museu dos Carros de Atrelar ou o Jardim do Calvário”, concluiu.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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