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Gavião | Câmara entrega três casas a famílias carenciadas no dia do concelho

A Câmara de Gavião entregou três casas de arrendamento social a três famílias carenciadas do concelho no âmbito do PAICD – Plano de Ação Integrado para as Comunidades Desfavorecidas. No projeto do Município contam-se sete casas requalificadas no valor de 400 mil euros.

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Cilda Laura Seriaco, de 78 anos, já perdeu a conta às casas por onde passou, desde o Pego até chegar a Gavião. Muitas sem as necessárias condições de habitabilidade. Este ano irá passar no Natal numa pequena casa praticamente feita à sua medida, pintada de branco e azul, as cores tipicamente alentejanas, e com uma casa-de-banho preparada para pessoas com dificuldades de locomoção, como é o seu caso. Manifesta-se “emocionada” com a casa atribuída.

Entrega de Casas no âmbito do PAICD em Gavião no dia do concelho. Cilda Laura Seriaco na cozinha de sua casa. Créditos: mediotejo.net

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Já Sandra Russo, de 44 anos, vai agora poder deixar uma casa de construção precária, localizada no bairro da comunidade cigana de Gavião, à entrada da vila, para viver com os seus dois filhos numa habitação “com todas as condições”.

“Estou muito contente. Há mais de 30 anos que vivo naquele bairro… embora tenha água e luz. Hoje começo já a fazer as mudanças” afirma ao mediotejo.net a nova inquilina de uma habitação entregue hoje pela Câmara de Gavião, olhando para a casa com dois pisos e um pequeno quintal como de um presente de Natal ligeiramente adiantado se tratasse.

Entrega de Casas no âmbito do PAICD em Gavião no dia do concelho, Sandra Russo à porta de sua casa. Créditos: mediotejo.net

A terceira habitação coube a Graciete Batista, uma viúva de 76 anos, mãe de Sandra, residente do mesmo bairro de pessoas de etnia cigana há mais de 30 anos. Para esta mulher a mudança será talvez maior, até porque vai viver sozinha numa rua do centro da vila, integrada na comunidade gavionense.

Aliás, esse é o objetivo principal deste programa: promover a inclusão social e combater a pobreza, com habitação social de qualidade.

Entrega de Casas no âmbito do PAICD em Gavião no dia do concelho. Graciete com os netos e Sandra Russo Créditos: mediotejo.net

O presidente da Câmara de Gavião referiu a importância dos mais carenciados viverem condignamente e explicou que o Plano de Ação Integrado para as Comunidades Desfavorecidas oferece ainda mais quatro casas ao permitir reabilitar 7 casas no núcleo urbano de Gavião, numa parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Gavião, sendo que “uma delas fica para a emergência social, as restantes três irão para concurso de acordo com a legislação em vigor”, explica.

Num investimento superior a 400 mil euros apoiado em 85% por fundos europeus, “pretendemos com esta obra fomentar a inclusão social dos cidadãos, minimizando vários problemas sociais devidamente identificados”, diz José Pio.

Estas casas atribuídas a famílias carenciadas no Dia do Concelho “são objeto de um contrato de comodato entre a Câmara Municipal e a Santa Casa da Misericórdia de Gavião que desde a primeira hora foi um parceiro ativo nesta candidatura”, portanto, neste momento, “são propriedade do Município e as pessoas que as ocuparem terão de pagar uma renda de acordo com os seus rendimentos e um regulamento que o Município efetuou. Nenhuma destas casas será gratuita”, afirma.

Entrega de Casas no âmbito do PAICD em Gavião no dia do concelho. Créditos: mediotejo.net

Segundo José Fernando Pio, o gabinete de Ação Social da Câmara “fez um levantamento das necessidades do Município e foi com base nesse levantamento que fizemos esta candidatura. Temos a certeza que há muito mais gente com vontade de se candidatar às casas, mas o regulamento dirá quem são as pessoas que vão ocupar as outras”.

O autarca afirma a disponibilidade do Município, já manifestada junto da CCDR Alentejo, para “entrar noutra candidatura do género de forma a que todas as pessoas tenham uma habitação digna” no concelho de Gavião.

Este projeto além de atribuir habitações de qualidade a famílias carenciadas também representa a requalificação do espaço urbano uma vez que “eram sete casas degradadas, sem telhado, a ameaçar ruir e hoje temos casas bonitas, com todas as condições para proporcionarem aos habitantes uma habitação digna. O Gavião ganhou muito com esta recuperação”, sublinha ainda o autarca.

Entrega de Casas no âmbito do PAICD em Gavião no dia do concelho. Créditos: mediotejo.net

O concurso para as quatro casas que ainda restam desta candidatura ao PAICD “abrirá na próxima reunião de Câmara, a partir daí cumpriremos todos os prazos legais, ou seja, 15 dias para as candidaturas, seguida da análise das mesmas e logo depois a entrega”. Isto porque, vinca José Pio, “as casas não são para ficarem fechadas. Foram feitas para dar à população que precisa delas e quanto mais depressa isso acontecer, melhor!”, afirma, dizendo que gostaria que “o Natal já fosse passado na nova habitação”.

O Plano de Ação Integrada para as Comunidades Desfavorecidas tem como objetivo específico a regeneração física, económica e social de áreas carenciadas, incluindo bairros sociais ou conjuntos urbanos similares onde residam comunidades desfavorecidas e respetivos equipamentos de utilização coletiva para a promoção da inclusão social.

A ação decorreu durante as comemorações do feriado Municipal, no dia 23 de novembro, que contaram com a presença do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, António Ceia da Silva, que entregou as chaves das três casas de habitação social em Gavião.

 

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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