Gavião | 4 dias entre rimas, batidas e improvisos na Ribeira da Venda (c/video)

Decorre durante este fim-de-semana a primeira edição do Beat Fest, aquele que é o primeiro festival de hip hop do norte alentejano. O parque da Ribeira da Venda, em Comenda, concelho de Gavião, volta a ter as atenções do público mais jovem. No local, não restam dúvidas: instalou-se ali um verdadeiro Beat Camp para viver 4 dias ao compasso das rimas e improvisos de vários nomes conhecidos do rap e hip hop nacional, como Piruka, Dillaz, Mundo Segundo e Sam the Kid.

Na receção, dia 2, eram já mais de 400 os campistas que se banhavam na ribeira, aproveitavam as sombras das árvores e confraternizavam esticados na relva. O calor era abrasador, mas isso não impedia a azáfama das chegadas. Pais deixavam filhos e amigos, que vinham carregados com sacos-cama, tendas, cadeiras de campismo, geleiras e sacos.

Ao lado, o parque de estacionamento já contava com dezenas de automóveis todos eles decorados pela típica poeira festivaleira.

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Ao fundo do recinto, o palco, ladeado por bares, e atrás a piscina da zona de lazer, com uma grande área de mesas onde todos aproveitavam para degustar as iguarias que trouxeram de casa ou que compraram no bar de apoio, no edifício central. Mas também houve quem optasse por não deixar em casa os seus dotes culinários, e aproveitasse a zona de churrasco para tratar da refeição. Grelhados para o primeiro jantar destes dias.

Encontramo-nos no recinto com António Severino, vice-presidente da CM Gavião, que se mostra expetante com este novo modelo de festival jovem a realizar na Comenda. Algo que já há três verões acontecia no parque da Ribeira da Venda, mas que este ano tomou outras proporções.

“As expetativas estão muito elevadas, as pessoas estão super contentes, há muita sombra, a nível de segurança estamos também muito bem reforçados. E as pessoas estão a divertir-se, a usufruir do espaço, desta beleza natural. Esse era o objetivo principal, que as pessoas se divirtam, desfrutem dos concertos e do espaço e do concelho”, disse ao mediotejo.net, referindo que estão presentes festivaleiros “de norte a sul do país” e na tarde de abertura do festival contabilizavam-se cerca de “1500 bilhetes vendidos, entre campistas e bilhete geral para os 4 dias”.

Os jovens, cerca das 20h00, socorriam-se da ribeira e das sombras das árvores do parque para refrescar. Foto: mediotejo.net

A organização tem mantido especial atenção aos alertas quanto à vaga de calor que assola todo o país, e que tem mantido temperaturas altas também no concelho de Gavião, tendo havido um reforço dos meios no local. “São temperaturas que vão estar ao longo dos 4 dias bastante altas, algo que nos causa alguma preocupação. Mas temos vindo a sensibilizar as pessoas para a questão do uso do fogo, a questão de comportamentos que possam pôr em risco também a segurança de todos os festivaleiros”, notou o vice-presidente da autarquia gavionense.

Além das infraestruturas do espaço, da ribeira, da piscina e dos chuveiros e balneários onde os participantes poderão refrescar-se, há um circuito de transporte que leva os interessados até ao ex-libris do concelho, a praia fluvial do Alamal, no rio Tejo.

“Estão reunidas as condições para que seja um verdadeiro Beat Fest”, reforçou o autarca, notando que o espaço está preparado para receber nesta edição cerca de 2500 a 3000 pessoas, sendo este o primeiro ano em que o evento tem entradas pagas, havendo a intenção de “duplicar ou triplicar” este número.

Alcool Club em palco, a abrir a noite de receção ao campista, no dia 2. Foto: mediotejo.net

O festival arrancou ao som dos Alcool Club, Kroniko, Sacik Brow e um DJ set de Gijoe, e o público jovem ainda se dividia entre zona de acampamento e o palco, que a partir das 23h00 já reunia um público considerável.

A festa continuou madrugada fora, com a refrescante bênção do parque ribeirinho, que ajudou a esquecer por umas horas a tormenta de um nascer do sol bem quente, a forçar despertares dentro das tendas a partir das 6 da manhã.

Esta sexta-feira, dia 3, o cabeça de cartaz é Piruka, que pisa o palco na mesma noite que Grognation, Mishlawi, Phoenix RDC, Cálculo e Nel’Assassin.

No sábado a noite será de Slow J, Kappa Jotta, TNT e DJ Kwan. O festival encerra no domingo, dia 5, com a dupla Mundo Segundo & Sam The Kid, Dillaz, Eva Rapdiva, Holly Hood e Stereossauro. Vai haver ainda graffiti de YouthOne entre os dias 3 e 5.

Os bilhetes continuam disponíveis, nas bilheteiras do local e no Posto de turismo de Gavião, e custam 10 euros (bilhete diário) ou 22 euros (passe dos três dias) e 26 euros (passe com direito a campismo). Para mais informações seguir a página do festival no Facebook.

Fotogaleria da receção ao campista:

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Joana Rita Santos
Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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