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Terça-feira, Agosto 3, 2021

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Gastronomia – “Balanço do ano”, por Armando Fernandes

O ano ora findo no referente às artes culinárias e gastronomia na região pautou-se pela anemia a suscitar vigorosas sopas e esparregados contendo muitos agriões dada a eficácia contra a maleita.

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O crítico Manuel Gonçalves da Silva, escreve na Visão e numa revista de cartões de crédito, tem por norma não salientar as negatividades do visto, provado e degustado. Não sigo a norma do Prezado amigo Manel, no entanto, porque estamos no início do ano prefiro omitir as provas e o provado a merecerem reprovação.

O crítico José Quitério retirado da função por razões de saúde, renovador da crítica gastronómica registem os leitores, assegurava as suas críticas só terem a validade de dois meses. Baseava a afirmaçao no facto de um qualquer trompaço reduzir ou até extinguir a qualidade de um restaurante. Tem carradas de razão o respeitado crítico, há meses tive e retive a prova disso mesmo, embandeirei em arco, passado pouco temo soube o suficiente para arrear a fâmula.

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De positivo assinalo o Restaurante «O Bigodes» sedeado na Ortiga, se persistir no apuro em todos os sentidos da palavra vai transformar-se em referência no âmbito da cozinha de raiz rural, já o restaurante «Dom Vinho» instalado na periferia do Sardoal ganhará fama e proveito dada a boa confecção dos produtos e qualificada mediação na sala do Senhor José António. Assim como o restaurante «Retiro Mourisco» sito na Barquinha. Continuam pendulares, cada qual à sua maneira, mas num registo de comeres sinceros, sem rodriguinhos e temperados com conta, peso e medida. Mais distantes distingo o restaurante »Malho» em Malhou, um restaurante de grande quilate, a «Fandanguita» e a «Tia Alice em Fátima», ainda o «Barrigas» na Golegã, a par do restaurante inserido no Hotel, cozinha garbosa, além do «Taberna Oh Balcão» em Santarém cujo chefe Rodrigo Castelo está a receber encómios e galardões pelos actos criativos da sua lavra. O clássico «Taberna do Quinzena» de Santarém continua a ser um fenómeno de popularidade poruqe a comida é expressão robusta da cozinha popular de espressão urbana, as doses são fartas, o pessoal é experiente, expedito, e familiar, os preços convidativos e o ambiente festivo.

Uma instituiçao a Taberna do Quinzena.

Armando Fernandes

Armando Fernandes é um gastrónomo dedicado, estudioso das raízes culturais do que chega à nossa mesa. Já publicou vários livros sobre o tema e o seu "À Mesa em Mação", editado em 2014, ganhou o Prémio Internacional de Literatura Gastronómica ("Prix de la Littérature Gastronomique"), atribuído em Paris.
Escreve no mediotejo.net aos domingos

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