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Terça-feira, Dezembro 7, 2021
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Futsal/Juniores | “Os Patos” empatam em Albufeira em partida emocionante (c/fotos e audio)

ALBUFEIRA FUTSAL CLUBE 7 – CLUBE DESPORTIVO “OS PATOS” 7

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Taça Nacional de Juniores A – 2ª Fase – Série C – 4ª Jornada

Pavilhão da Escola Secundária de Albufeira – 26.05.2019

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Num jogo em que o Albufeira Futsal Clube tinha mais a ganhar do que os abrantinos, acabou por prevalecer o equilíbrio, a entrega e a emoção quanto ao resultado final.

Após este empate e feitas as contas, a equipa da casa já não depende apenas de si para seguir em frente na competição e para “Os Patos” termina o sonho de seguir em frente na prova, restando duas partidas para dignificarem o símbolo que ostentam tal como o fizeram este domingo por terras algarvias.

Foi um daqueles jogos que “cansam” só de ver. Num pavilhão a “ferver” devido à alta temperatura que se fazia sentir às 15 horas aquando do apito inicial de David Tripa, o clube da casa abriu o activo por Joel Silva, ainda o cronómetro não tinha chegado ao minuto dois. Perda de bola de “Os Patos” em zona proibida com aproveitamento máximo por parte do atleta algarvio que agradeceu a oferta e apontou o primeiro.

A perder desde muito cedo, os abrantinos perceberam que teriam que dar o máximo e cerrar os dentes para darem a volta ao marcador. E foi o que fizeram à passagem do minuto 5 da partida. Após um primeiro remate em que o esférico bate no poste da baliza de Nuno Martinho, a mesma sobra para Bernardo Bonacho que recoloca o jogo na igualdade, agora a uma bola.

Dois minutos depois, numa jogada rápida e tripartida por Duarte Catarino, Bernardo Bonacho e Vasco Bioucas, “Os Patos” não aproveitaram a superioridade numérica de três para um e num cerimonial do “marcas tu ou marco eu” acabam por se deixar antecipar por um adversário que salva em cima da linha de golo.

A equipa ribatejana teve tudo para dar a volta ao resultado numa altura crucial da partida onde estavam (claramente) por cima do jogo.

Os cinco minutos seguintes foram de uma intensidade tremenda com ambas as formações a desperdiçarem ocasiões soberanas para alterar a marcha do marcador, o que veio a acontecer ao minuto 12 por Tiago Silva a colocar o Albufeira novamente em vantagem. Mas essa vantagem tangencial não durou mais que um minuto.

Na sequência de um pontapé de canto convertido de forma atrasada para a zona do meio terreno, João Leitão aplica uma autêntica “bomba” e coloca outra vez o jogo empatado. Foram 13 minutos “alucinantes” com as duas equipa a entregarem-se de uma forma constante, com a posse de bola a ser dividida e isso espelhava-se no resultado.

Os últimos minutos do primeiro tempo foram menos intensos até porque era quase impossível aguentar tal ritmo debaixo de um calor escaldante que se fazia sentir dentro do Pavilhão da Escola Secundária de Albufeira. Resultado justo ao intervalo com destaque para ambos os guardiões que muito trabalharam para as suas equipas.

O segundo tempo começou como o primeiro, em ritmo alto, mas as linhas recuadas e os guarda-redes iam-se superiorizando aos atacantes. Até que aos 26 minutos de jogo, Diogo Esteves de “Os Patos” recebe ordem de expulsão por cortar com a mão um remate do Albufeira quando a bola já se encaminhava para a baliza de Zé Esteves. Na conversão da grande penalidade, Rodrigo Alves não vacilou e colocou a sua equipa a vencer por três bolas a duas.

Os abrantinos desconcentraram-se momentaneamente, o suficiente para apenas um minuto depois, numa bela jogada de combinação de ataque, Tiago Silva ampliar a vantagem para dois tentos de diferença. Por esta ocasião, podia pensar-se que, com uma vantagem mais confortável, o Albufeira poderia partir para os próximos minutos de forma mais tranquila, gerindo a posse de bola e caminhar para a vitória. Só que não contavam com a “maldade” que o guardião Zé Esteves tinha para lhes fazer.

Após defesa segura, coloca a bolo no solo e, ultrapassando tudo e todos sem pedir licença, reduz para 4 a 3 relançando a partida. Grande momento de futsal proporcionado pelo jovem guarda-redes de “Os Patos” que surpreendeu todos os seus adversários e para grande celebração dos rossienses que se galvanizaram e atingiram novo empate na partida aos 30 minutos, novamente por João Leitão que estava em dia de grande inspiração. Igualdade a quatro quando o cronómetro dizia que faltavam dez minutos para o fim do jogo.

Numa toada de “bola lá, bola cá” onde não faltava emoção na quadra (e fora dela), o Albufeira desfaz o empate ao minuto 32 por Tiago Silva para, um minuto depois, João Leitão a colocar tudo na mesma, ou seja, a igualdade no placard. Mas que jogo este… e ainda havia mais para dar com os lances de perigo a rondarem ambas as balizas num vai e vem constante e com todos os intervenientes a darem o seu máximo.

A pouco mais de quatro minutos do final, novamente o Albufeira a chegar à vantagem por Rafael Gomes, na sequência de um pontapé de canto. Dado o ritmo elevado da partida, os técnicos das duas formações iam trocando de elementos e os dois procuravam a vitória, com a equipa da casa a querer ganhar a partida para poder continuar na luta pela passagem à fase seguinte da competição sem ter que depender de terceiros.

Mas “Os Patos” não pareciam estar dispostos a conceder facilidades e não foi preciso esperar mais que cinco segundos para Bernardo Bonacho igualar de novo após pontapé de saída. Chapéu perfeito a Nuno Martinho que estava ligeiramente adiantado e a contenda entrava nos últimos 4 minutos com um emocionante empate a seis golos.

A necessitar de desfazer este resultado que não lhes servia de todo, os algarvios voltaram à carga e voltaram à vantagem por Joel Silva (incansável) após novo erro dos adversários com perda de bola a meio campo. Faltava menos de três minutos para soar o sinal de final da partida e o Albufeira estava em vantagem por 7 a 6. Já ninguém conseguia estar tranquilo nos bancos.

Para os da casa, este resultado servia os seus intentos, mas os “Os Patos” tinham a questão da “honra” à camisola para defender. Já com muitos atletas a acusarem o esforço despendido, eis que surge novamente o suspeito do costume. João Leitão, após recuperar o esférico a meio campo, lança o seu último sprint e, na cara do guarda redes adversário “fuzila” para o resultado final de 7 a 7. Ainda tentou o Albufeira contrariar este resultado mas as forças físicas e anímicas já não eram as mesmas, com os últimos dois minutos de jogo a serem disputados mais com o coração do que com a cabeça.

Foi até da equipa abrantina a oportunidade derradeira através de um pontapé livre apontado do centro do terreno com todos os jogadores junto à baliza do Albufeira, uns para tentar marcar e outros a tentar defender.

Soava o toque final de um jogo recheado de emoção, onde ambas as formações foram aproveitando os erros adversários para irem construindo o resultado. “Os Patos”, sempre em inferioridade no marcador, andaram constantemente a correr atrás do prejuízo e da defesa da sua camisola, deixando boa impressão na sua deslocação ao sul do país.

O Albufeira, que esteve sempre por cima do resultado (chegando a ter dois tentos de vantagem) apresentou argumentos suficientes para poderem ter conquistado os três pontos. Não foi possível pois encontraram pela frente um conjunto com garra e que deu tudo no sentido de dignificar a colectividade que representam (e conseguiram).

FICHA DO JOGO:

ALBUFEIRA FUTSAL CLUBE:

Titulares: Nuno Martinho, Rodrigo Martins, Yan Souza, Joel Silva e Rafael Gomes (cap.).

Suplentes: Tomás Marujo, Bruno Santos, Rodrigo Alves, Tiago Silva, André Ferreira e Tomás Araújo.

Treinador: José Lopes.

Formação júnior do Albufeira Futsal Clube.

CLUBE DESPORTIVO “OS PATOS”:
Titulares: Zé Esteves, Duarte Catarino, Vasco Bioucas, João Leitão e Bernardo Bonacho (cap.).

Suplentes: Pedro Cardigos, Bernardo Neves, Arrais, Diogo Esteves, Tiago Morgado, Zé Silva e Filipe Esteves.

Treinador: Filipe Batista.

Delegação júnior do Grupo Desportivo “Os Patos”.

GOLOS:

Albufeira – Joel Silva (2), Tiago Silva (3), Rodrigo Alves e Rafael Gomes.

“Os Patos” – Bernardo Bonacho (2), João Leitão (4) e Zé Esteves.

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
David Tripa (A. F. Beja) e Pedro Oliveira (A. F. Évora).

Cronometrista: Luís Ribeiro (A. F. Évora).

Dupla principal de arbitragem e respectivos capitães das equipas.

No final deste “escaldante” jogo, ouvimos os dois técnicos que evidenciaram o equilíbrio que dominou a partida, culpabilizando os erros das suas equipas que permitiram os golos aos adversários:

José Lopes, técnico do Albufeira Futsal Clube.

 

Filipe Batista, treinador do Clube Desportivo “Os Patos”

 

Nesta Série C da segunda fase da Taça Nacional de Juniores A, além do “Os Patos” e do Albufeira, fazem parte as equipas da Escola Básica D. João I (Baixa da Banheira) e a da Associação de Moradores da Portela (Sacavém) que jogaram entre si, tendo os “estudantes” vencido por 7 bolas a zero. Ao cabo de quatro jornadas (e a faltarem apenas duas para o termo desta fase), a classificação ficou assim ordenada:

1º – G. D. Escola Básica D. João I: 12 pontos

2º – Albufeira Futsal Clube: 7 pontos

3º – G. D. “Os Patos”: 4 pontos

4º – Associação de Moradores da Portela: 0 pontos

(apenas o primeiro classificado passa à fase seguinte de apuramento de campeão).

 

A próxima jornada disputa-se a 9 de Junho, com os abrantinos a receberem os lideres da classificação e com os algarvios a deslocarem-se até à Portela de Sacavém. A 16 de Junho, “Os Patos” (já matematicamente arredados de seguir em frente) terminam a época recebendo os jovens da Portela e com o Albufeira a receber o G. D. Escola Básica D. João I.

A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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