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Futsal | Helder Rodrigues, treinador d‘Os Patos’, quer estabilizar equipa nos nacionais (C/VIDEO)

A equipa de futsal de ‘Os Patos’, de Rossio ao Sul do Tejo, vai disputar este ano o campeonato nacional da 2ª divisão com os olhos postos na manutenção e apresenta o plantel este sábado, dia 8 de setembro, num torneio com as equipas do Retaxo e Monfortense, com início às 15:00. Helder Rodrigues, presidente do clube e treinador da equipa sénior, aposta nas fornadas da formação rossiense para estabilizar o clube nos campeonatos nacionais, onde vai competir com equipas com outro arcaboiço financeiro e outra dimensão em termos de experiência e também de recrutamento, casos do Estoril Praia, Olho Marinho ou Marítimo. Este ano descem três equipas aos distritais mas ‘Os Patos’ do Rossio afirmam ser “patos bravos” e querer aliar o espetáculo à necessidade de pontuar.

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As eleições para a nova direção decorrem esta sexta-feira, dia 7 de setembro, e Helder Rodrigues concorre para mais um mandato de dois anos, mantendo a atual equipa diretiva. ‘Os Patos’ apresentam-se aos sócios este sábado, dia 8 de setembro, no pavilhão em Pego, no torneio triangular que disputarão às 15:00 com o Monforte e às 18:00 com o Retaxo.

Os Patos vão disputar a série E do campeonato nacional da 2ª divisão de futsal. Foto: mediotejo.net

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Helder Rodrigues, 42 anos

Treinador de ‘Os Patos’ – O clube tem 350 sócios, tem cerca de 150 atletas e secionistas nas modalidades de futsal e judo, tendo sido fundado a 20 de setembro de 1982.

Helder Rodrigues assumiu a presidência do clube aos 24 anos e é treinador desde o ano 2000.

Os Patos apresentam-se aos sócios no dia 8 de setembro. O campeonato nacional começa a 22 do mesmo mês, com a equipa do Rossio a recebr o Amarense. Foto: mediotejo.net mediotejo.net

mediotejo.net – O que significa ter um clube de Abrantes a representar o futsal no campeonato nacional e qual o lugar certo de ‘Os Patos’?

Hélder Rodrigues – O que nós desejamos é que o lugar seja nos campeonatos nacionais. Penso que por todo o trabalho que temos feito ao longo destes anos, e já lá vão bastantes, em prol da modalidade e pelo crescimento sustentado que temos tido nesta modalidade, que cada vez tem mais adeptos, tem mais praticantes e que tem crescido imenso, obviamente que o nosso objetivo, o nosso desejo, é fixar o clube nos nacionais. Agora, naturalmente sabemos que esse sobe e desce de que falou, e bem, tem muito a ver com a cada vez maior competitividade desta modalidade, destes campeonatos. Investimentos que nós não conseguimos naturalmente acompanhar e isso cria uma fasquia muito alta que por vezes não é fácil de ultrapassar. Mas, respondendo à primeira parte da questão, representa muito ter um clube como Os Patos, numa terra tão pequena como o Rossio, a ombrear com os melhores. Somos uma referência no distrito, temos vencido frequentemente o campeonato de seniores, também na formação, mas obviamente que quando falamos de campeonato nacional estamos a falar de um patamar diferente, de um andamento diferente e aí as dificuldades aumentam substancialmente. De qualquer forma o objetivo é esse: fixar definitivamente o clube no nacional, se é que podemos definir as coisas de uma forma tão estanque.

‘Os Patos’, ao nível do futsal, têm os escalões de formação todos ativos?

Sim, aliás eu acho que foi por aí que começou o nosso passo à frente. Nós, se calhar, mais rapidamente do que os outros, distinguimo-nos e acabámos por ganhar vantagem competitiva por isso, porque logo desde o início apostámos muito na formação. E isso tem sido a grande sustentação que alimenta a equipa de seniores. É precisamente a formação e isso tem-nos trazido enormes vantagens competitivas ao nível distrital. Naturalmente a nível nacional há muito mais gente a trabalhar bem, com muitos mais recursos do que nós, com muito mais campo de recrutamento do que nós e isso dificulta. Mas isso também nos cria desafios e obriga-nos a ser melhores a cada dia que passa e isso é por si só um motivo de motivação.

Para esta série E, a série que calhou em sorte aos Patos, que leitura lhe merece?

Teoricamente mais difícil, mas estas coisas só na prática é que se podem comprovar. Nós há dois anos estivemos numa série que habitualmente nos calha em sorte do ponto de vista geográfico, ou seja a série que apanha o norte do distrito de Leiria, Castelo Branco, por aí…. Portalegre também. Este ano calhou-nos em sorte a parte mais sul, já apanha muitas equipas de Lisboa, a zona sul do distrito de Leiria. Teoricamente equipas mais competitivas, mais apetrechadas e teoricamente com mais recursos financeiros, mas enfim, estas coisas, como digo, só no terreno é que se provam. Há dois anos a série parecia acessível e era super competitiva. Qualquer equipa, mesmo aquelas que acabaram por descer de divisão, conseguiram ter resultados positivos com as que subiam. E as equipas que passaram à fase final ombrearam com as das outras séries de forma muito boa, o que significa que a série era forte. Esta aqui, quando nós ouvimos falar de Lisboa ficamos todos um bocado atrapalhados, mas eu, do meu ponto de vista e com a experiência que tenho disto, a experiência diz-me precisamente isso: é lá dentro que provamos porque, de um ano para o outro, as equipas mudam muito, nomeadamente nestes distritos de grande competitividade. Os atletas… entram 3 ou 4 numa equipa e as coisas mudam radicalmente de um momento para outro… há uma volatilidade muito grande, mas naturalmente…. Estamos a falar do Estoril, estamos a falar do Marítimo. Estamos a falar de equipas como o Olho Marinho, o Casal Velho, equipas já com um histórico grande na modalidade e será com certeza um desafio complicado.

E como está o plantel para esta época e como está a viver esta pré-temporada?

É com essa expectativa. Nós… a maior parte dos nossos atletas têm uma experiência bastante grande, já fizeram vários anos no nacional, já ficámos em 3º lugar. Alguns deles ainda cá estão, já descemos de divisão várias vezes, já subimos, enfim, não andamos aqui há 2 dias como se costuma dizer e isso é uma vantagem competitiva também. Naturalmente que, acima de tudo, o espírito e o sentimento é que comece rapidamente a bola a rolar, para rapidamente começarmos a adquirir níveis físico e técnico-táticos de excelência para podermos encarar estes desafios, na certeza de que é muito mais interessante, muito mais motivante conseguirmos estar permanentemente e semanalmente a defrontar adversários que nos desafiam a todo o tempo, do que estarmos num campeonato que sabemos que mais tarde ou mais cedo vamos estar no momento das decisões, ganhando ou não ganhando estaremos lá sempre, mesmo que a qualidade do trabalho não seja a melhor e isso acaba por relaxar demasiado. Neste caso vão ser sempre finais…. É um campeonato onde não há quase praticamente paragens nenhumas, é sempre a dar gás, e com o nível competitivo altíssimo, o que obriga de facto a que estejamos sempre no topo das nossas capacidades.

Helder Rodrigues treina Os Patos desde o ano 2000 e o objetivo é estabilizar o clube nos nacionais de futsal. Foto: mediotejo.net

E em termos de apoio do público, sendo um clube do Rossio ao Sul do Tejo joga numa localidade um pouco mais afastada que é o Pego. Como é a relação com o público?

Isto não é nada de novo para nós. Habitamos aqui no Pego desde sempre. Desde 1999, quando reativamos a modalidade, que a nossa casa sempre foi aqui, portanto isso para nós já nem é um tema. Obviamente que há sempre uma dificuldade de deslocação para algumas pessoas que gostariam de ver os jogos, mas a verdade é que quando há jogos competitivos, jogos emocionantes acabamos por ter aqui uma moldura humana excelente. Aliás, no último jogo do campeonato distrital com o S. Vicente isso ficou patente, uma moldura humana espetacular, o que significa, de facto, que se nós conseguirmos motivar as pessoas e desafiar as pessoas a virem ver os jogos, acabam por vir. Não virão todos, mas virão muitos…. Há gente aqui do Pego que também já se identifica connosco. Nós também sempre tivemos muitos atletas do Pego, quer na formação quer nos seniores e portanto há esta empatia grande com o Pego e para nós essa questão já não é tema.

E a espetacularidade do futsal… é uma modalidade de pavilhão e com grande visibilidade…

O futsal é a modalidade de pavilhão em Portugal que, dizem os números, mais tem crescido. Depois nós sempre tivemos uma apetência natural para esta modalidade. Já desde o tempo do futebol salão chegou a haver 3 federações. Portugal sempre teve boas equipas, boas selecções a competir ao mais alto nível. O futesal tem crescido imenso, a federação Portuguesa de Futebol tem feito um trabalho fantástico a esse niovel e portanto sendo uma modalidade,  pelas suas caratcetristicas acaba por apelar à espectacularidade pela velocidade do jogo, pela dinânmica, pela qualidade técnica dos jogadores pelo numero de golos que acontecem, o numero de oportunidades, o guarda-rewdes a jogar na frente, afazer golos, etc., etc., tudo isso acaba por empolgar as pessoas. Essa é uma vantagem para a modalidade. A outra vantagem, quer a nível dos clubes quer ao nível das selecções nós somos bons, estamos sempre nas grandes decisões, nos grandes campeonatos, nas grandes competições e isso ajuda. Naturalmente que depois, nas bases, a nível distrital, as couisas acabam por também colher os louros desse crescimento, dessa espectacularidade da modalidade. É um pouco isso que tem acontecido. Veja o caso das equipas profissionais portuguesas que têm marcado presença nas finais das ligas dos campeões da modalidade, a própria UEFA já alterou, felizmente, a designação da competição para liga dos campeões precisamente a partir deste ano, a selecção portuguesa é campeã da Europa, portanto há aqui um conjunto de factores que tem contribuído muito para o aumento do interesse das pessoas e evidente que nós, enquanto actores de base da modalidade acabamos por usufruir disso também e nos patos não somos excepção.

E o Helder Rodrigues já foi jogador dos Patos, neste momento é treinador mas também é o presidente do clube. Como despertou para o treino?

Eu desde que me conheço e vim viver para o Rossio a sede dos Patos era junto do café dos meus pais e as reuniões eram muitas vezes ali e eu, miúdo, com 7,8,9 10 anos habituei-me a acompanhá-los nos torneios de futebol salão que se realizavam por todo o concelho de Abrantes e eu acabei por ganhar o bichinho da modalidade, primeiro futebol de salão, mais tarde futebol 5, agora futsal, enfim, a estrutura do jogo acaba por ser semelhante, acabei por ganhar esse gosto pelo clube, pela modalidade, portanto, acabou por ser um processo perfeitamente normal que depois com o crescimento, com a entrada na idade adulta, com a aquisição de responsabilidades a nível social que acabasse por ir parar às direcções do clube e no caso da modalidade já tinha esse gosto, já jogava também nos torneios organizados pelos Patos durante o Verão, tudo isto acabou por contribuir para uma afectividade com a modalidade e uma ligação à modalidade muito grande e digamos que acabou por ser um processo natural.

E implica aqui estudos sobre as táticas?

Em primeiro lugar procurei desde sempre estar atento, aprender, e apesar de não andar nisto há muito tempo, já ando há algum tempo… ainda sou do tempo em que tinha de adquirir cursos através da internet porque não havia bibliografia, não havia formações como há hoje em dia, não havia o acesso aos treinadores ao mais alto nível que nós hoje em dia felizmente temos. Há uma grande abertura da comunidade técnica do futsal para podermos partilhar informação, para podermos visualizar os treinos, até os jogos, partilhamos vídeos, etc. e aprendemos todos os dias a esse nível. Eu sempre tive o bichinho do treino, da acção técnico-tática do jogo e procurei sempre aprender com os melhores. Tive a felicidade, até em interacções através dos torneios inter-associações dos jovens onde cheguei a ser seleccionador, a conviver com os selecionadores nacionais, inicialmente com o Orlando Duarte, mais tarde com o Jorge Braz, com o Zé Luís e isso ajuda-nos a aprender, a ganhar conhecimentos e isso tem de ser um processo de aprendizagem continuo, permanente, porque a modalidade está em constante evolução. Portanto acaba por ser uma coisa normal, natural, e diria obrigatória para quem quer, de facto, ter sucesso.

É também presidente da direcção do clube. É um homem com atitude…

Esse é um problema bom ou mau do associativismo. Falando mais a sério, não é muito bom esta acumulação de funções. É preciso assumi-lo. Não acho que seja 100% saudável. Acho que devemos focar-nos naquilo que fazemos realmente bem. Agora, evidentemente que clubes como os Patos, com as dificuldades que temos de recursos humanos, de renovação de quadros, por vezes não é fácil, por vezes as circunstâncias acabam por nos empurrar para esta ou aquela função e aí naturalmente temos de dizer presente, pelo menos enquanto tivermos possibilidade de o fazer, quando acharmos que faz sentido. Eu já estive como treinador dos seniores, já estive como treinador da formação, houve um ano que não treinei equipa nenhuma. Mas também foi o único nestes quase 20 anos que levo disto, mas acaba por ser um bocadinho da realidade dos clubes com a nossa dimensão.

Até porque o Helder não é profissional de futsal… qual é a sua profissão?

Longe disso. Eu sou funcionário da Câmara Municipal de Abrantes e a minha área de habilitação é a área da gestão. É a minha área de eleição. Não tenho nenhuma expectativa nem nenhum interesse em ser profissional de futsal, pelo contrário, faço isto por gosto e acima de tudo pela ligação que tenho ao clube.

Depois da vida profissional tem a vida ligado ao associativismo e ao desporto. Mas também tem vida familiar…

Pois, esse é o problema. No primeiro e no segundo ano as coisas são interessantes. Não sou casado mas é como se fosse. Tenho duas filhas. Obviamente que elas, neste caso as minhas três mulheres, são a grande base de sustentação disto tudo em termos pessoais, são quem me dá a força e o ânimo, mas ao mesmo tempo são que sai mais prejudicado com esta vida atarefada que nós temos e falo nós porque não sou só eu. Há muita gente por este país fora que acaba por estar em circunstâncias semelhantes, mas, como disse há pouco, o ideal é que nos possamos concentrar numa única actividade, ou como treinador, ou como presidente, e é para aí que nós, Patos, havemos de caminhar. Agora sabemos que vida profissional, vida familiar, o futsal está em terceiro, o associativismo está em 3º, mas às vezes as coisas misturam-se e acabam por se sobrepor à própria vida familiar. Não é desejável que aconteça sempre, mas por vezes acontece, na certeza de que é importante transmitirmos acções, mensagens aos nossos próprios filhos e que sejam positivas no sentido de intervenção na nossa sociedade, na nossa comunidade, porque comunidades tão pequenas como Abrantes e o Rossio, se não tiverem gente a fazer este tipo de esforços, de sacríficios e se nos focarmos apenas em nós próprios e na nossa própria vida familiar e profissional, as coisas não acontecem. Não há Patos, não há clubes como nós a movimentar a juventude, porque, na realidade, nenhum de nós pode esperar pela reforma para intervir na sociedade, nenhum de nós pode esperar ser remunerado para justificar o tempo que dedica a isto e portanto temos de tentar conciliar de alguma forma.

Helder Rodrigues é o líder de Os Patos, assumindo uma recandidatura às eleições do dia 7 de setembro mantendo a atual equipa diretiva. Foto: mediotejo.net

Tem todos os ovos preparados para fazer esta omeleta desportiva…

Aqui obviamente que sim. Conseguimos o principal objectivo que era a manutenção da estrutura base da equipa. Todos os atletas da época passada transitam para este ano. Temos, à excepção de 5 atletas dos juniores, que vão fazer em permanência o trabalho com os seniores embora nos jogos possam também ser utilizados na equipa de juniores. Temos o regresso do Miguel Prates, que é um atleta da casa e que este ano regressa. Estamos em condições de afirmar que temos um plantel jovem, mesclado com experiência, capaz de encarar este desafio com grande ambição, com grande vontade e quanto a mim é, como se costuma dizer, “working in progress”, tentar gerir todos estes tabuleiros em permanência, mas com grande vontade, com grande motivação, na certeza que semanalmente vamos estar a defrontar os melhores e não temos folgas para dizer ‘ai esta semana é um jogo mais simples, mais acessível’. Não, vão ser sempre finais e isso aumenta ainda mais a motivação.

Há alguma mensagem que queira fazer passar?

Queria agradecer a oportunidade ao mediotejo.net por ter estado a acompanhar o nosso primeiro dia de trabalhos, dizer aos nossos adeptos e associados que contamos com todos para alcançar e ultrapassar este grande obstáculo e o objectivo da manutenção. Sabemos que vai ser extremamente difícil, a segunda divisão nacional é cada vez mais competitiva, não só porque o quadro competitivo foi apertado com a criação apenas da 1ª e 2ª divisão, mas também o próprio facto de haver muitos clubes, nomeadamente o Sporting e o Benfica a apostar na formação. Os jovens que saem dessa formação acabam por ir reforçar os quadros dos clubes da 1ª divisão. Estamos frequentemente a defrontar adversários na 2ª divisão que têm anos de experiência de 1ª divisão, ou seja, os melhores. Vamos ter de 15 em 15 dias no Pego os melhores actores da modalidade aqui, no Pego, a defrontar os nossos heróis locais. O desafio que eu lanço é que nos ajudem a enfrentar estes grandes obstáculos semanais.

*O calendário de jogos do Campeonato Nacional da Segunda Divisão de Futsal ditou que a equipa de ‘Os Patos’, de Rossio ao Sul do Tejo, ficasse integrada na série E. Os Patos jogam em casa na 1ª jornada com o Amarense, no dia 22 de setembro. Descem três equipas aos distritais.

Constituição da Série E:

1- CD “Os Patos”; 2- GD Vialonga; 3- AR Amarense; 4- SR Manjoeira; 5- CS Marítimo; 6- GURD MTBA; 7- CCDS Social Velho; 8- UA Olho Marinho; 9- GD Estoril Praia; 10- AMSAC Associação de Moradores Santo António Cavaleiros

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Mário Rui Fonseca
A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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