Futsal | Ferreira do Zêzere não dá tréguas e já sonha com primeira Liga (C/fotos e áudios)

O Sport Clube Ferreira do Zêzere carimbou mais uma vitória com outra excelente exibição.

SPORT CLUBE FERREIRA DO ZÊZERE 8 – ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA DO ARNAL 1
Campeonato da II Divisão de Futsal – Série D – Jornada 8
Pavilhão Municipal de Ferreira do Zêzere
23-11-2019

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O Pavilhão Municipal de Ferreira do Zêzere engalanou-se, uma vez mais, para receber um encontro que se revelava de alguma expectativa, uma vez que colocava frente a frente o líder (a jogar em “casa”) e o terceiro classificado que viajava da região da Maceira, em Leiria.

Pavilhão ao rubro para celebrar nova vitória gorda do Ferreira do Zêzere.

O Sport Clube Ferreira do Zêzere pretendia manter a distância para aquele que parece ser o seu maior ríval (o Ladoeiro com quem irá medir forças no próximo dia 7 de dezembro no reduto do adversário) e “cavar” um maior fosso para um dos perseguidores ao pódio.

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Mais velozes e mais decididos sobre a bola, os atletas de Ferreira do Zêzere dominaram a partida por completo.

E o jogo começou de forma tão electrizante que ainda nem todos se tinham acomodado nas bancadas no Pavilhão Municipal de Ferreira do Zêzere e já a formação anfitriã vencia por duas bolas a zero com menos de três minutos e meio volvidos após o inicio da contenda com tentos de Alexis Silva e Rui Fortes.

A avalanche ofensiva dos amarelos era tal que mal dava para os atletas do Arnal pensarem no que haviam de fazer à bola. Só a meio do primeiro tempo é que a equipa visitante esboçou uma ténue reação com João Matos a abeirar-se pela primeira vez da baliza contrária, mas sem sucesso.

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O Ferreira do Zêzere voltava à carga e nem a pausa técnica solicitada pelo mister Tiago Sousa fez abrandar os homens da Capital do Ovo, com o 3-0 a surgir ao quarto de hora, por intermédio de Ricardo Veiga (jogador com uma velocidade estonteante que fez dos adversários o que quis durante todo o jogo: um dos melhores dentro da quadra, sem dúvida alguma).

Ricardo Veiga foi um perigo à solta em todo o jogo.

ainda o cronómetro apontava o mesmo minuto e após excelente combinação e rapidez, chegou o quarto golo para o Ferreira do Zêzere, desta feita apontado por Vitor Batista, também ele um quebra cabeças a toda a linha.

O guardião Alexandre Batista apenas foi colocado à prova, respondendo a bom nível, a três minutos do fim quando (finalmente) o Arnal dava sinais de poder reagir. O seu tento de honra surgiu já nos últimos segundos do primeiro tempo por Francisco Nunes a beneficiar de um livre direto após sexta falta dos locais. O apito sonoro para intervalo tocou logo de seguida e o resultado ajustava-se ao que se passara nos primeiros 20 minutos de jogo.

Raros foram os momentos em que o Arnal conseguiu ter bola.

O segundo tempo inicia-se com a formação do Arnal um pouco mais afoita e o guardião local teve, uma vez mais, que se aplicar para evitar que os forasteiros reduzissem, mas logo de seguida foram os locais que quase ampliavam a vantagem.

O jogo continuava vivo e cada ataque do Ferreira do Zêzere provocava calafrios no último reduto do adversário que estava metido num autêntico colete de forças sem que dele se conseguisse soltar. E foi de forma natural que o score dos locais aumentou aos 27 minutos, uma vez mais por Ricardo Veiga numa autêntica obra de arte: recebe de calcanhar, conseguindo tirar três adversários do caminho com tal gesto, e estava feito o quinto para grande festa dos presentes no Pavilhão Municipal de Ferreira do Zêzere que rejubilavam com aplausos e cânticos de apoio.

Sempre com bola, o Ferreira do Zêzere construiu um resultado volumoso.

Entrados nos últimos 10 minutos de jogo, este estava mais que resolvido e o técnico do Arnal viu-se a braços com nova contrariedade após João Gomes receber ordem de expulsão por acumulação de cartões amarelos.

Na sequência do respectivo livre, foi Rodrigo Laureano a fazer estragos fazendo a bola passar por entre a barreira e a facturar o sexto tento dos locais. Só dava mesmo Ferreira do Zêzere e, na jogada seguinte, é o guardião Paulo Pereira quem evita mais golos ao suspeito do costume. O marcador electrónico assinalava oito minutos para o fecho de jogo, quando o Arnal desenha a melhor jogada de todo o encontro com Ricardo Leal a dispor de excelente chance para reduzir o marcador.

Não foram muitas as chances para os visitantes, mas pecaram demasiado na hora de finalizar e nisso o Ferreira do Zêzere foi mais forte. Aliás, foi mais forte em todos os aspectos do jogo, mostrando ser uma equipa talhada para outro campeonato. Prova disso foi o aproveitar dos erros do adversário.

Golos para todos os gostos no Pavilhão Municipal de Ferreira do Zêzere.

Não marcou o Arnal, marcou o Ferreira do Zêzere aos 33 minutos de jogo, em jogada típica de contra ataque. Já de ângulo apertado, Vitor Batista aponta o sétimo após mais uma excelente jogada e passe milimétrico do “irreverente” Ricardo Veiga cujas “pilhas” nunca se acabaram ao longo dos 40 minutos de jogo.

Desafio que não terminaria sem o oitado tento dos amarelos aos 38 minutos, onde Romário Pontes também quis colocar o seu nome na ficha de marcadores. Mais um bom passe a rasgar a defesa, desta feita de Rodrigo Laureano. O nono não apareceu porque Paulo Pereira contou com a ajuda da sua trave que tremeu com o potente remate de Alexis Silva já sobre o toque sonoro do Pavilhão Municipal de Ferreira do Zêzere.

Apesar da pesada derrota, o Arnal mostrou que poderá ter um bom futuro na modalidade.

Fechava-se assim o pano deste jogo intenso em que o vencedor não sofre qualquer tipo de contestação e mais golos poderiam ter acontecido (para ambas as formações) tal não foram as oportunidades cridas por uns e por outros com claro destaque para o Ferreira do Zêzere que, desta forma, continua invicto no campeonato com oito vitórias em outros tantos jogos, totalizando os 24 respectivos pontos. Segue-lhe na tabela classificativa o Ladoeiro (seu próximo adversário) com 19 pontos.

O Ferreira do Zêzere continua invicto no campeonato com oito vitórias em outros tantos jogos.

FICHA DO JOGO:

SPORT CLUBE FERREIRA DO ZÊZERE:
Alexandre Baptista, Vitor Xisto, Rui Fortes, Alexis Silva e Rodrigo Laureano.
Suplentes: Gustavo Santos, Hugo Amaro, Pedro Coelho e Romário Pontes.
Treinador: André Guimarães.

ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA DO ARNAL:
Dilane Silva, João Gomes, Ricardo Leal, Nuno Gonçalves e Pedro Oliveira.
Suplentes: Paulo Pereira, Rui Gonçalves, Samuel Gonçalves, João Matos, Francisco Correia, Francisco Antunes e João Lopes.
Treinador: Tiago Sousa.

GOLOS: Alexis Silva, Rui Fortes, Vitor Batista (2), Ricardo Veiga (2) e Romário Pontes (FERREIRA DO ZÊZERE); Francisco Antunes (ARNAL)

Cotando-se como um dos melhores na quadra, Ricardo Veiga foi sempre um quebra cabeças para os adversários.

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Arbitro: Sérgio Mendes; 2º Arbitro: Tiago Figueiredo; Cronometrista: João Batista; Observador: Paulo Neves.

No final da partida, a visão de ambos os técnicos era coincidente quanto à justiça no vencedor, mas não tanto quantos aos números finais da mesma:

André Guimarães, treinador do Sport Clube Ferreira do Zêzere.

 

Tiago Sousa, técnico da Associação Cultural e Recreativa do Arnal.

*Com David Belém Pereira (fotos e áudio).

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A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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