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Domingo, Novembro 28, 2021

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Futsal | Eléctrico faz história e derrota Benfica com exibição memorável (c/fotos e áudio)

ELÉCTRICO FUTEBOL CLUBE 3 – SPORT LISBOA E BENFICA 1
Campeonato Nacional da 1ªDivisão – Liga Placard – 2ªjornada
Pavilhão Municipal de Ponte de Sor
16-10-2021

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Muito público acorreu ao Municipal pontessorense para a visita da equipa de futsal do Sport Lisboa e Benfica à sua congénere alentejana do Eléctrico Futebol Clube. Como sempre sucede quando as “águias” visitam Ponte de Sor, previam-se sérias dificuldades para os lisboetas.

Muito público presente no Municipal de Ponte de Sor.

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No confrontos anteriores o Eléctrico nunca havia vencido e a tarefa não se adivinhava fácil.
O Benfica, no arranque do campeonato, recebeu e venceu os Leões de Porto Salvo por inequívocos 4-0 e os pontessorenses foram vencer a Viseu por três golos sem resposta.

Ambas as equipas venceram os seus jogos na abertura do campeonato.

A equipa liderada por João Freitas Pinto sofreu uma verdadeira revolução no plantel, com muitas caras novas a quererem mostrar perante a massa adepta que são verdadeiros reforços. Do cinco inicial apenas o guarda redes André Correia conhecia os “cantos da casa”…

No Benfica, o técnico espanhol Pulpis foi forçado a deixar dois jogadores sem formação local de fora da convocatória. Os sacrificados para este jogo foram Tayebi e Chishkala.
O Benfica, ciente das dificuldades em vencer na Ponte de Sor, cedo quis resolver a contenda e pertenceram-lhe as melhores iniciativas no inicio da partida.

Benfica com melhores oportunidades no inicio.

Depois de André Correia mostrar que está em grande forma logo no segundo minuto, com duas enormes intervenções, viu o seu ex-companheiro Silvestre rematar para nova defesa de grande qualidade.

Com o Eléctrico na defensiva, tapando os caminhos da sua baliza, o Benfica fazia subir o guarda redes Roncaglio, bom a jogar com os pés, procurando superioridade no ataque.

O jogo ia-se desenrolando sem que os benfiquistas acelerassem o ritmo, optando pela posse segura do esférico, não permitindo aos alentejanos remate à baliza. Se é verdade que Roncaglio não foi colocado à prova também é um facto que André Correia e colegas iam tapado o caminho da sua baliza.

Eléctrico soube defender.

Assim foi até ao sexto minuto. O Eléctrico começou paulatinamente a equilibrar a contenda e Hugo Nevea obrigou Roncaglio a defesa apertada. Logo a seguir, aos oito minutos, Russo perdeu a bola e Jacaré, num duelo muito interessante com André Correia, não conseguiu marcar. Aos dez minutos Fits rematou por alto quando o Eléctrico já subira as linhas obrigando Roncaglio e a defensiva encarnada a redobrada atenção.

Num livre para o Benfica Rafael Henmi, em lance estudado, rematou ao lado. Aos 14 minutos os alentejanos quase marcaram. Russo assistiu Ygor Mota que, com espaço para o remate, obrigou o guarda redes benfiquista a defesa de qualidade.

Técnico pontessorense via a sua equipa crescer frente ao Benfica.

Após ser ultrapassado o quarto de hora e ambos os técnicos terem usado as pausas técnicas, Hugo Neves descobriu Russo ao segundo poste. Roncaglio antecipou-se, evitando males maiores. Aos 17 minutos Rômulo rematou perto dos ferros da baliza de André Correia e o Benfica atingiu a quinta falta.

No minuto seguinte novo duelo de Jacaré e André Correia com o guarda redes da equipa da casa a levar a melhor. Entretanto a sexta falta dos encarnados levou Hugo Neves para a marca dos dez metros mas atirou ao alcance do guarda redes que manteve a sua baliza inviolada.

De seguida o guarda redes André Correia subiu na quadra e assistiu Russo que, na cara de Roncaglio, não se fez rogado e abriu a contagem para delírio dos muitos adeptos presentes.

André Correia assistiu para o golo inaugural.

A ganhar e com o público em festa, o Eléctrico dispôs-se a guardar a preciosa vantagem, ainda que tivesse de recorrer à falta. Já no derradeiro minuto da primeira parte, Henmi disparou um forte remate que não levou a melhor direção e o Eléctrico fez a quinta falta já a segundos do descanso.

Pouco depois soou a buzina e o intervalo de um bom jogo de futsal chegou, com a equipa da casa a vencer com mérito, depois duma entrada forte do seu oponente. A escassez de golos pode-se atribuir às excelentes prestações de ambos os guarda redes.

Guarda redes com boas prestações.

O regresso dos atletas à quadra não trouxe grandes novidades. O Benfica corria agora atrás do prejuízo e punha-se a jeito dos contra golpes da equipa de Ponte de Sor.

Aos 23 minutos, Russo, vendo um “buraco” na zona central, teve uma excelente iniciativa e obrigou o guarda redes benfiquista a defesa apertada, com o pé. Com o Benfica numa estranha apatia o Eléctrico aumentou o “score” aos 25 minutos.

Numa reposição lateral, Matheus encontrou Ferrugem em cima da linha de fundo e este serviu Daniel Airoso que não perdoou. Estava feito o 2-0 para o Eléctrico.

Eléctrico aumentou a vantagem aos 25 minutos.

Cada vez estava mais difícil a tarefa dos comandados de Pulpis. Aos 28 minutos, depois de Jacaré rematar ao lado, Rafael Henmi obrigou André Correia a nova defesa de elevada dificuldade.

Um desaguisado entre Arthur e Hugo Neves levou o árbitro escalabitano Toni Pereira a exibir o cartão amarelo a ambos.

À passagem da meia hora Silvestre tentou assistir Fits na zona de tiro mas um providencial corte não permitiu melhor. No lance seguinte Diego Roncaglio subiu no terreno e desferiu um forte remate. A bola, desviada em Fits, quase traia André Correia.

Rafael Henmi foi o guarda redes avançado dos encarnados.

Aos 34 minutos Robinho rematou para defesa incompleta de André Correia que ainda se recompôs para defender a recarga de Fits. No minuto seguinte, numa fase de forte assédio dos encarnados, Fits rematou “à queima” para defesa de André com a perna permitindo a emenda de Arthur que reduziu para as “águias”.

Com 2-1 no marcador, João Freitas Pinto pediu uma pausa técnica. Aos 36 minutos Robinho rematou forte para defesa de André Correia. Lançado o rápido contra golpe, Peixinho assistiu Hugo Neves que voltou a dar dois golos de vantagem aos donos da casa.

Hugo Neves fixou o resultado.

Com três minutos para jogar o técnico do Benfica pediu uma paragem afim de preparar o 5X4, com Rafael Henmi como guarda redes avançado. Jacaré e Robinho não conseguiram bater André Correia e Arthur ainda acertou no poste da baliza dos pontessorenses mantendo o resultado até final.

Estava consumada uma justa vitória do Eléctrico que, vencendo o seu valoroso opositor pela primeira vez, escreveu no seu historial uma página a letras de ouro. O Benfica entrou melhor mas permitiu que o Eléctrico fosse subindo na quadra. Quando tentou inverter a tendência do jogo esbarrou numa equipa segura e de olho na baliza de Roncaglio. Boa arbitragem.

Boa arbitragem.

Ficha do Jogo:

ELÉCTRICO FUTEBOL CLUBE:
André Correia, Ferrugem, Matheus, Daniel Airoso e John Lennon.
Suplentes: Diogo Basílio, Peixinho, Bruno Graça, Gustavo Rodrigues, Ygor Mota, Russo e Hugo Neves.
Treinador: João Freitas Pinto.

Eléctrico Futebol Clube.

SPORT LISBOA E BENFICA:
Diego Roncaglio, Nilson, Silvestre, Robinho e Fits.
Suplentes: André Sousa, Rômulo, Afonso, Tomás Silva, Arthur, Rafael Henmi, Bruno Cintra, Pedro Marques e Jacaré.
Treinador: Pulpis.

Sport Lisboa e Benfica.

GOLOS:
Russo, Daniel Airoso e Hugo Neves (Eléctrico), Arthur (Benfica).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Toni Pereira (AFSantarém) e Filipe Almeida (AFAveiro)
Cronometrista: Alexandre Costa (AFAveiro).

Equipa de Arbitragem: Toni Pereira e Filipe Almeida com os capitães.

Os técnicos falaram à Comunicação social:

JOÃO FREITAS PINTO (Eléctrico)

João Freitas Pinto, treinador do Eléctrico. Foto: Eléctrico

PULPIS (Benfica)

Pulpis, treinador do Sport Lisboa e Benfica.

“Parabéns ao Eléctrico pela vitória, fez um grande jogo. Começámos muito bem, os primeiros cinco minutos foram espetaculares, parecia que tínhamos o jogo nas mãos, falhámos três, quatro oportunidades de golo claras. A partir daí, acelerámo-nos muito, queríamos marcar no segundo, terceiro passe, jogámos demasiado verticais, fomos perdendo o controlo do jogo e o adversário foi crescendo e acreditando. Estivemos muito passivos, faltou-nos ler melhor o jogo. Fomos capazes de recuperar um pouco o controlo do jogo nos últimos minutos da segunda parte, mas já tínhamos perdido muitas ocasiões. Nos próximos encontros, temos de marcar mais o ritmo do jogo. Esta partida demonstra duas coisas: que ainda nos falta muito trabalho juntos (fizemos apenas nove treinos em conjunto) e que esta Liga Placard vai ser muito difícil, pois as equipas estão a crescer muito. Na quarta-feira temos jogo em casa frente ao Braga, é uma oportunidade para nos redimirmos.”

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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