Futsal | Benfica fortíssimo venceu em Ponte de Sor um Eléctrico convalescente (c/áudio e fotos)

ELÉCTRICO FUTEBOL CLUBE 0 – SPORT LISBOA E BENFICA 6
Liga Placard de Futsal – 7ªjornada
Pavilhão Gimnodesportivo de Ponte de Sor
11-11-2020

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Ao princípio da noite desta quarta feira, dia de São Martinho, o Sport Lisboa e Benfica, vice líder da Liga Placard, viajou até à cidade alentejana de Ponte de Sor para acertar as contas da sétima jornada, jogo adiado devido à equipa de Kitó Ferreira ter de cumprir confinamento sanitário por causa de um caso de Covid 19.

Pavilhão Gimnodesportivo de Ponte de Sor.

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Com apenas dois dias de treino e privada de Robério por lesão e Célio Coque por ser emprestado pela equipa lisboeta, a equipa pontessorense preparou-se para receber um dos candidatos ao título, invicta, a contar por vitória todos os jogos disputados.

Equipa benfiquista segue invicta na Liga Placard.

O jogo começou e desde logo se percebeu que Joel Rocha teve de proceder a alguns ajustes. A ausência do fixo Jacaré levou o internacional iraniano Tayebi para essa posição. o jovem Afonso Jesus parece aposta ganha e entrou no cinco inicial.

Foi dele o primeiro sinal de perigo. Ainda não se havia jogado dois minutos e já obrigava o guarda redes André Correia a defesa atenta. No minuto seguinte Tayebi emendou de calcanhar uma bola rematada à baliza do Eléctrico e quase traia o guarda redes.

Ambas as equipas procederam a alterações.

Rodriguinho era o jogador mais em foco na equipa da casa e no quarto minuto teve uma excelente arrancada, driblando meia equipa encarnada e rematando contra um defensor, ganhando um canto do qual nada resultou.

No recomeço, Fábio Cecílio viu o primeiro amarelo do jogo. Aos sete minutos, uma rápida transição ofensiva obrigou Milton a fazer falta dura já muito perto da sua área que lhe valeu um amarelo e um livre perigoso para o Benfica.

Encarregue da marcação, Robinho serviu o russo Ivan Chishkala que, com um remate colocado, abriu o marcador.

Cartão para Milton Dias e livre para as “águias”.

Na reposição os encarnados recuperaram o esférico e Hossein Tayebi “encheu” o pé para uma vistosa defesa de André Correia. Os lisboetas queriam resolver cedo a contenda a seu favor mas a pressão alta da equipa de Kitó Ferreira colocava-lhe dificuldades na circulação.

Um livre a meio campo, aos nove minutos, permitiu ao internacional brasileiro Arthur um forte remate a que correspondeu o guarda redes da casa com uma enorme defesa.

Arthur, possante, deu muito trabalho.

Ao décimo minuto o inconformado Rodriguinho ensaiou um remate que passou muito perto da baliza à guarda de André Sousa. A pressão das equipas sobre o adversário era notória e a forte intensidade ia resultando num número grande de faltas.

O Eléctrico atingiu a quinta a meio da primeira parte e com isso teve de recuar linhas e jogar mais em contenção. Aos onze minutos, quando Fits ensaiava o remate perigoso na área do Eléctrico, um corte providencial de Dudu para canto esconjurou o perigo.

Muita pressão sobre o portador da bola resultou em muitas faltas.

Fits era agora o fixo dos encarnados e, fortíssimo a jogar de costas para a baliza, ia dando trabalho acrescido à defensiva pontessorense. Aos 12 minutos foi Costelinha a antecipar-se ao seu compatriota e ao cortar pela linha de fundo evitou males maiores.

Novamente aos 13 minutos, Fits recebeu de costas para a área contrária, rodou, enquadrou-se com a baliza e rematou forte de pé esquerdo. Passou perto mas ao lado.

Fits uma seta apontada à baliza contrária.

À passagem do quarto de hora Tayebi escapou à marcação e, isolado, rematou por cima.
O Benfica averbou a quinta falta ficando ambas as equipas “tapadas” e obrigadas a uma gestão apurada da intensidade colocada nas disputas de bola.

Aos 16 minutos Afonso de Jesus rematou na cara do guarda redes André Correia que defendeu. Na recarga Afonso não perdoou e aumentou a vantagem das “águias” para dois golos.

Robinho não marcou mas assistiu para golo.

Os jogadores da casa acusaram o golo e trataram de reagir. Costelinha obrigou o guarda redes André Sousa a defesa de recurso e na recarga Bruno Graça obrigou o guarda redes a ceder canto.

No melhor período do Eléctrico, aos 18 minutos, a resposta do Benfica veio por Robinho que à saída do guarda redes da casa picou-lhe a bola por cima. Passou ao lado. Pouco depois Hossein Tayebi rematou ao poste, deixando um sério aviso.

Eléctrico reagiu mas não conseguiu marcar.

Já dentro do último minuto Dudu rematou ao lado mas muito perto do poste da baliza dos encarnados. O final do primeiro tempo chegou com um gesto visto várias vezes ao longo da partida. Fits recebeu de costas para a baliza, rodou e disparou de pé esquerdo. A bola na sua viagem apanhou um defensor da equipa da casa e saiu pela linha de fundo.

O intervalo chegou com a sensação que as equipas se entregaram ao jogo com as “armas” que tinham. Souberam fazer a gestão das faltas. O Benfica foi mais eficaz e depois de marcar sentiu-se mais cómodo no jogo, justificando a vantagem.

Benfica ficou confortável no jogo após obtenção do golo.

A perder por dois golos havia a curiosidade em perceber a estratégia de Kitó Ferreira para tentar inverter o rumo dos acontecimentos.

Após uma ameaça de Robinho que o guarda redes parou, o mesmo Robinho assistiu na perfeição Tayebi que com um forte remate bateu André Correia pela terceira vez e deixou o Benfica mais tranquilo, a gerir os acontecimentos quando apenas se haviam jogado dois minutos no segundo tempo.

Internacional iraniano Tayebi fez o terceiro golo da sua equipa

A reação foi imediata com Dudu a rematar para defesa de André Sousa. Respondeu o Benfica aos 23 minutos com Robinho a assistir de cabeça para um remate acrobático de Fits que não acertou no alvo. Uma bonita combinação de Futsal.

Os lisboetas iam explorando o adiantamento do Eléctrico e não perdiam uma oportunidade para ampliar a vantagem. Aos 24 minutos Tayebi, com o “pé quente” tirou um adversário do caminho e rematou por cima.

Boa reação do Eléctrico não rendeu golos.

No minuto seguinte, no seguimento duma boa jogada coletiva, Henrique Vicente rematou contra um adversário, sobrando a bola para Ivan Chishkala que rematou contra o guarda redes dos pontessorenses.

Aos 27 minutos Fits fica caído, tendo de ser assistido, após ter rematado contra Renan Fuzo, ganhando um pontapé de canto. Dois minutos depois Graça obrigou André Sousa a defesa apertada e no contra golpe a bola saiu pela lateral, tocada em último lugar por um jogador da casa. Na reposição, Silvestre, com um forte remate, marcou à equipa onde esteve emprestado a época anterior.

Silvestre bisou no regresso a Ponte de Sor de águia ao peito.

O Elétrico lançou Renan Fuzo como guarda redes avançado, a partir dos 32 minutos, após uma pausa técnica, na tentativa de reduzir a expressão do marcador.

Após uma circulação segura por todos os jogadores do Eléctrico na quadra, Dudu decidiu-se pelo remate que foi parado pelo guarda redes André Sousa que lançou Chishkala em corrida. Sem dificuldade fez o 0-5.

Pouco tempo de preparação foi fatal para a equipa de Kitó Ferreira.

Aos 36 minutos assistiu-se a uma excelente iniciativa de Fits que driblou toda a gente que lhe saiu ao caminho e serviu Silvestre que bisou no encontro e fixou o resultado final.

O “términus” do encontro não tardou e a robusta vitória dos encarnados colocou a nu as dificuldades porque passou a equipa de Ponte de Sor nos últimos dias. Num jogo com um desnível acentuado no marcador a equipa de arbitragem nem foi chamada a decisões difíceis. Sem problemas conseguiu ter nota positiva.

Benfica ascendeu à liderança e Eléctrico è quinto da geral.

O Benfica ascendeu à liderança ex-equo com o Sporting Clube de Portugal, ambas só com vitórias em sete jogos, e o Eléctrico fixou-se no quinto posto com menos um jogo (Fundão) que as equipas que o precedem na tabela classificativa. Os alentejanos deslocam-se a Braga onde jogam com o Sporting local no sábado, 14 de novembro, às 11 horas.

Ficha do Jogo:

ELÉCTRICO FUTEBOL CLUBE:
André Correia, Rodriguinho, Dudu, Renan Fuzo e Milton Dias.
Suplentes: Diogo Mateus, Diogo Basílio, Bruno Graça, Telmo Lourenço, Paulinho, Miguel Pegacha, Henrique Vicente e Costelinha.
Treinador Kitó Ferreira.

Eléctrico Futebol Clube.

SPORT LISBOA E BENFICA:
André Sousa, Afonso Jesus, Robinho, Ivan Chishkala e Hossein Tayebi.
Suplentes: Martim Figueira, Fábio Cecílio, Silvestre, Tiago Brito Arthur, Rafael Henmi e Fits.
Treinador Joel Rocha.

Sport Lisboa e Benfica.

GOLOS: Ivan Chishkala [2], Silvestre [2], Afonso Jesus e Hossein Tayebi (Benfica)

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Pedro Costa e Nuno Pereira, André Franco (Cronometrista).

Equipa de Arbitragem: Pedro Costa e Nuno Pereira. André Franco (Cronometrista).

DISCIPLINA:
Cartão amarelo: Kitó Ferreira, Dudu e Milton Dias (Eléctrico); Joel Rocha e Fábio Cecílio (Benfica).

No final fomos falar com os treinadores:

Kitó Ferreira, treinador do Eléctrico.

Joel Rocha-Treinador do Benfica.

No cumprimento das regras sanitárias emanadas pela Direção Geral da Saúde, deixou de ter lugar a habitual Conferência de Imprensa, além do acesso ao Pavilhão e o convívio entre os agentes desportivos ser muito limitado. Por estas razões não conseguimos registar a opinião de Joel Rocha, treinador do Benfica, o que lamentamos.

*Com David Belém Pereira (multimédia).

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Jorge Santiago
Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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