Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Quarta-feira, Julho 28, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Futebol/Inatel | Alcaravela vence dérdi sardoalense, aproveitando erros do Venda Nova

Alcaravela, 26 de Fevereiro de 2017, 15 horas

- Publicidade -

 Campeonato Distrital de Futebol de 11 da Inatel – Delegação de Santarém

 2ª Fase – Grupo E2 – 4ª jornada

- Publicidade -

Grupo Desportivo de Alcaravela 3 – Comissão de Desenvolvimento Cultural e Recreativo de Venda Nova 2

Sempre rodeado de grande expectativa, o dérbi do concelho de Sardoal traz-nos sempre à memória grandes “lutas” desportivas, dentro e fora das quatro linhas. Ora, este confronto entre as formações de Alcaravela e Venda Nova trazia ainda mais emoção uma vez que os dois emblemas repartiam a lideração deste grupo E2 e, uma vitória de qualquer delas ditaria o seu isolamento na classificação geral, tanto mais que São Miguel do Rio Torto cumpria a sua jornada de acerto de calendário.

E, de facto, ao longo do jogo, emoção foi coisa que não faltou.

Com a equipa de Venda Nova a iniciar a contenda, pretendendo resolver cedo a questão, logo aos dois minutos, na sequência do seu primeiro pontapé de canto, Paulo Silva falha o tento inaugural, respondendo de cabeça com o esférico a rasar, por milímetros, o poste direito da baliza à guarda de Pedro Duque, que estava batido.

Era o primeiro de muitos avisos que os forasteiros iam dando nos momentos iniciais, mas foi da equipa local o primeiro golo do embate: jogada rápida de Bruno Pita pelo lado direito do seu ataque e, respondendo bem de cabeça, Pedro Antunes não se fez rogado à “oferta” da defensiva do Venda Nova, facturando para os locais. Golo do Alcaravela na sua primeira iniciativa de ataque.

Porém, o tento não abalou os rivais, que necessitaram apenas de quatro minutos para reporem alguma justiça no marcador com Diogo Roldão, solto na entrada da área, a desferir um remate fora do alcance do guardião local, após mau alívio defensivo, e aproveitando assim para restabelecer a igualdade na contenda sardoalense.

Se, até então, era a Venda Nova que ia mandando no jogo, mais constantes iam sendo as situações de perigo que construíam, resultando o caudal ofensivo na reviravolta do marcador, aos 31 minutos, por Anderson, num lance tirado a papel químico do primeiro do jogo, conseguindo melhor finalização que o seu colega de equipa.

Parecia estar encontrada a equipa que iria embalar para uma vitoria confortável até porque, o Alcaravela, ia sufocando a cada minuto que passava, esperando que o intervalo chegasse o mais rápido possível para assentar ideias enquanto que os visitantes espreitavam o terceiro golo que acabou por não aparecer, o que viria a ser fatal para os comandados de Paulo Dias.

É que o descanso veio trazer outra “alma” aos locais que proporcionaram ao numeroso público presente em Santa Clara, outra perspectiva daquela mostrada no primeiro tempo. Iríamos, inclusive, como que a assistir a outro jogo, completamente diferente.

O primeiro aviso apareceu logo aos cinco minutos da segunda metade, com João Gaspar a assustar Nelson Santos depois de atirar ligeiramente por cima, na sequência de um livre directo a meio do meio campo adversário. Estava dado o mote para o que se seguiria.

Num acto incompreensível, o capitão do Venda Nova, Diogo Roldão comete um daqueles erros que podem custar três pontos a qualquer equipa e de por os cabelos em pé a qualquer treinador. Grande penalidade “infantil” e desnecessária cortanto jogada (aparentemente) inofensiva com a mão dentro da sua área. Chamado à marcação, Pedro Antunes não perdoa, bisando na partida e restabelecendo nova igualdade no marcador que, aos 50 minutos, já se justificava.

Com meia hora ainda por jogar, ficava claro que o que poderia ter sido fácil à Venda Nova no primeiro tempo, estava-se a tornar cada vez mais difícil e que, a qualquer momento, o conjunto se poderia colapsar, deitando a perder tudo o que tinha construído até então. E foi isso mesmo que aconteceu.

Acreditando que era possível, a formação de Alcaravela foi crescendo, aproveitando da melhor forma o completo desnorte dos vizinhos de Venda Nova que se eclipsaram em campo mostrando falta de ideias com que o colectivo se deparou porque, se as pernas ainda iam dando coragem, a cabeça já não funcionava na perfeição.

Num desses momentos de desacerto defensivo dos forasteiros, Victor Pissarreira, fazendo uso da sua enorme experiência, vence no duelo com o guardião Nelson Santos, chegando mais cedo e mais alto, fazendo o terceiro e consumando a “remontada” para os locais. Estavam volvidos 63 minutos desde o primeiro apito do árbitro e as coisas estavam a tornarem-se evidentes quanto ao vencedor do dérbi.

Só nos derradeiros minutos do jogo e em acto contínuo de desespero é que a Venda Nova voltou a acercar-se da baliza de Pedro Duque, mas quer este, quer o seu meio campo e defesa, foram construíndo uma autêntica muralha, parando (de todas as formas possíveis) toda e qualquer iniciativa contrária na busca do empate.

Mas, para a Venda Nova, o mal estava feito e, o que poderia ter sido fácil tornou-se complicado. Ao mesmo tempo em que nos aproximávamos do final do jogo, o difícil consumou-se em impossível.

Para os locais, uma vitória feliz, construída com base numa estrutura bem montada no segundo tempo, onde se evidenciou a união do colectivo que acreditou até ao fim que era possível guardar os três pontos e assumir, isolado, o comando deste grupo E2 da segunda séria do Campeonato Distrital de Futebol de 11 da Inatel (Delegação de Santarém).

No que à arbitragem diz respeito apenas um apontamento para os seus últimos minutos de prestação: dos cinco minutos dados de compensação terão sido jogados (no máximo) dois, permitindo algum “anti-jogo” dos locais não prestando a devida atenção, excepto para a amostragem de cartão amarelo ao guarda redes Pedro Duque por “queima” de tempo na reposição de bola em jogo. Impunha-se outra abordagem e, no caso, nova compensação sobre a compensação.

Resumindo (pelo que se viu), o empate seria o resultado mais justo, pelo que ambas as equipas produziram, cada uma em sua metade, e que não escandalizaria caso o Venda Nova tivesse conseguido essa intenção como tentou nos instantes finais. Mas ganha quem marca mais golos e, nesse aspecto, o história ditou a vitória do Alcaravela à Venda Nova, por três bolas a duas, numa tarde de emoções fortes, próprias de qualquer dérbi.

Ficha do jogo

Campo de Jogos de Santa Clara (Alcaravela / Sardoal)

Árbitro: Júlio Paixão

Árbitros Assistentes: Paulo Marques e Daniel Brites

G.D. Alcaravela

Pedro Duque, João Martins, Renato Dias, Daniel Marques, Pedro Bento (Bruno Gaspar), Victor Pissarreira (Daniel Gonçalves), Pedro Antunes (João Pedro), Bruno Pita, Rui Pita (cap.) (Jorge Pedro), João Gaspar (Tó-Zé Serras) e Andé Lobato

Suplentes: Fábio Meneses, Rui Serras, Bruno Gaspar, João Pedro, Jorge Pedro, Tó-Zé Serras e Daniel Gonçalves

Treinador(es): Pedro Duque, Rui Serras e Tó-Zé Serras

C.D.C.R. Venda Nova

Nelson Santos, Luís Marques, Bruno Santos, Anderson (Duarte Baptista), Diogo Marques, Eduardo Dias, Diogo Roldão (cap.) (Túlio Almeida), Cadete, Ricardo Dias, Jorge Gil e Paulo Silva (Luís Silva)

Suplentes: Sérgio Salgueiro, Luís Silva, Nando, Duarte Baptista, João Fernandes e Túlio Almeida

Treinador: Paulo Dias

DISCIPLINA:

Cartões Amarelos:

G.D. Alcaravela: Pedro Duque (80+3’)

C.D.C.R. Venda Nova: Diogo Roldão (25’) e Diogo Marques (59’)

Marcadores:

G.D. Alcaravela: Pedro Antunes (11’; 50’ g.p.) e Victor Pissarreira (63’)

C.D.C.R. Venda Nova: Diogo Roldão (15’) e Anderson (31’)

A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here