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Domingo, Setembro 19, 2021

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Futebol | Vitória de Sernache e Sertanense empatam em derbi da pré-época (c/áudios)

Terminou com um empate 1-1, o jogo de futebol entre o Vitória de Sernache e o Sertanense FC, disputado na tarde de sábado, no Estádio Municipal Nuno Álvares Pereira, em Cernache do Bonjardim, a contar para a Taça de Honra da AF Castelo Branco.

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Um arranque de época em que o resultado era o que menos importava, visando, sim, aproveitar a oportunidade para dar entrosamento aos dois conjuntos, ainda numa fase preliminar da época desportiva 2021-2022. O mediotejo.net ouviu os treinadores e os presidentes dos dois clubes, numa antevisão da nova época e respetivos objetivos para o Campeonato de Portugal, tendo lembrado as dificuldades do último ano com a pandemia, que afastou o público dos estádios e com surtos covid a afetarem as respetivos plantéis.  

Já com público nas bancadas, o jogo começou com maior pendor atacante por parte do Sertanense de que resultou o primeiro golo por Muacir aos 10 minutos da primeira parte.

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O clube da casa tentou contrariar o adversário, que entrou mais forte no jogo, mas só conseguiu criar a primeira oportunidade de golo aos 40 minutos do primeiro tempo. Era visível a superioridade física e anímica do Sertanense, mas esse cenário esbateu-se na segunda parte, vindo o Sernache a empatar a partida a cerca de 20 minutos do final, por Camará.

Este desequilíbrio entre as equipas explica-se pelo facto de o Sernache ter apenas começado a treinar esta semana, numa altura em que ainda faltam jogadores e outros ainda nem sequer começaram a treinar. Do plantel merece destaque nesta partida o guarda-redes do Sernache, Miguel Assunção, que conseguiu evitar vários golos.

Por tudo isto, o jogo da Taça de Honra da Associação de Futebol de Castelo Branco foi visto mais como um treino para o campeonato que se inicia no final do mês, até porque as equipas ainda não estão completas e regressam depois de vários meses de paragem.

As duas equipas do concelho da Sertã estão integradas na série D do Campeonato de Portugal, cuja a 1ª fase começa a 29 de agosto. Na 1ª Jornada, a 29 de agosto, o Sertanense recebe o Fontinhas, a 29 de agosto, enquanto o Vitória de Sernache defronta o ARC Oleiros, uma semana mais tarde, uma vez que solicitou o adiamento da 1ª jornada. 

Paulo Farinha, Presidente do Sertanense. Foto: mediotejo.net

Paulo Farinha: “Vamos continuar a dignificar o Sertanense”

Foi com tranquilidade que o presidente do Sertanense acompanhou o jogo contra o Sernache. Em declarações ao mediotejo.net considera “um recomeço normal numa fase ainda de preparação para a época 21/22, depois de uma época atípica devido à pandemia”.

“Vamos arrancar com calma, com tranquilidade”, diz Paulo Farinha, numa altura em que o clube tem o plantel “praticamente fechado”.

“Estamos a trabalhar para fazer aquilo que nos compete que é continuar a dignificar o Sertanense como clube mais emblemático e representativo da zona do Pinhal”, afirmou.

A pandemia de Covid-19 e os surtos na equipa afetaram “completamente” o clube, que viu “destroçados” os seus objetivos de ficar entre os cinco primeiros o que gerou um sentimento de frustração. Financeiramente, o clube perdeu “milhares de euros devido à ausência de público nas bancadas”, revela Paulo Farinha. Perante o cenário, o objetivo foi “minimizar os estragos” e conseguir a manutenção, o que foi alcançado na reta final.

“Não ter de passar pelo que passei o ano passado, por forças alheias” é o objetivo para a época que se avizinha. A equipa técnica mantém-se e, em 10 anos, é a primeira vez que o Sertanense renova com seis jogadores, o que se junta o regresso de três jogadores, “jovens com potencialidade”.

O presidente do Sertanense gostava de apostar nos jovens da terra mas “é cada vez mais difícil, é frustrante”, porque os jovens saem para estudar na universidade. Apesar disso, há dois jogadores da Sertã e a expectativa do dirigente é que “aguentem a época toda”.

Para Paulo Farinha, “um jogo sem público é como um jardim sem flores”. Considera a presença do público como um “condimento extra que muita falta faz aos clubes tanto financeira como clubisticamente”.

Natan Costa, treinador do Sertanense. Foto: mediotejo.net

Treinador Natan Costa: “o que interessa é a evolução”

Nesta fase de pré-época, o treinador do Sertanense desvalorizou o resultado (empate 1-1) com o Sernache porque “o que interessa é a evolução que já se nota”.

No dérbi concelhio os jogadores “estoiraram completamente”, havendo outros que ficaram lesionados no jogo uns dias antes em Oleiros.

 “Vamos crescer”, garante Natan Costa, preocupado com a avaliação das capacidades dos jogadores nos treinos e através dos vídeos.

Critica o quadro competitivo definido para o Campeonato de Portugal que afirma ainda não ter entendido bem. Sabe-se que as duas primeiras equipas sobem à 3ª Liga, mas quanto às restantes corre-se o risco “de não haver verdade desportiva”.

Quando à Série D onde se integra o Sertanense, não acredita que haja “tubarões”, classificando-a como “uma série equilibrada”. Natan Costa está mais focado na sua formação e não tanto nas outras equipas.

O treinador regozija-se pela presença do público, que proporciona um ambiente de “festa e folclore” motivadores. As vitórias e derrotas nos jogos entre as duas equipas do concelho têm-se sucedido, mas o treinador considera que “têm jogos leais, bem disputados e com um bom relacionamento entre as duas equipas”.

António Joaquim, Presidente do Vitória de Sernache. Foto: mediotejo.net

António Joaquim: “Sernache vai lutar pelos lugares cimeiros da classificação”

“Fazer uma época muito digna e lutar pelos lugares mais cimeiros na classificação” é o objetivo do Vitória de Sernache, segundo o presidente do clube, António Joaquim.

Em declarações ao mediotejo.net no final do jogo com o Sertanense, o dirigente explica que iniciaram há poucos dias os trabalhos e estão ainda numa fase de montagem da estrutura que pretende “competente e bastante forte”.

Nesta altura ainda sem o plantel completo, o clube está numa fase de observação de jogadores e na procura de alguns que se possam enquadrar na equipa.

O que aconteceu no pico da pandemia, com um surto que afetou vários jogadores, foi “uma coisa terrível”, segundo António Joaquim. Agora todos os jogadores só entram depois de testados e têm de cumprir um plano de contingência “para minimizar riscos”.

O Presidente do clube realça as “infraestruturas muito boas” que têm à sua disposição – um campo relvado e outro em piso sintético inaugurado há um ano – e a recente aquisição do autocarro.

Com olhos postos no futuro, encara a próxima época com otimismo, na qual se pretende “jogo a jogo, ganhar, mas acima de tudo estar nos primeiros lugares da tabela classificativa”.

Quanto à novidade da presença do público nos jogos, reconhece que “as pessoas têm fome de bola”, ao mesmo tempo que clube e jogadores “têm também fome de adeptos”.

Ricardo Nascimento, treinador do Vitória de Sernache. Foto: mediotejo.net

Ricardo Nascimento (Sernache) acredita “numa época feliz”

“Vamos trabalhar para garantir que no primeiro jogo do campeonato vamos, de certeza, estar fortes e as pessoas vão orgulhar-se de estarmos aqui”, disse o treinador do Sernache no final do jogo com o Sertanense que terminou comum empate 1-1.

Ricardo Nascimento explicou que nesta fase inicial a aposta vai para a parte mais física dos jogadores, não tanto para a parte técnica. Seja como for, a expectativa é “formar uma boa equipa”, com a consciência de que “há muito trabalho pela frente”.

“Acredito que vamos dar uma boa resposta no início do campeonato”, vamos ter “uma época feliz”, adiantou.

Revela que há quatro jogadores que chegaram do Brasil dois dias antes, “uma mais valia para o Sernache”. No entanto, notou, “o plantel ainda não está fechado” Analisando a Série D, onde a sua equipa se insere, o treinador considera-a “muito forte, muito competitiva e com muito bons jogadores”.

Na sua opinião a presença de público no estádio “faz todo o sentido”. Como ex-jogador, “jogar para os adeptos é a melhor coisa, é o melhor incentivo que o jogador pode ter”.

 

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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