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Futebol | Vitória caseira sobre o Marinhense recoloca Sernache na corrida à subida (C/ÁUDIO e FOTOS)

GRUPO DESPORTIVO VITÓRIA DE SERNACHE 2 – ATLÉTICO CLUBE MARINHENSE 0
Campeonato de Portugal – Série E – 19ªjornada
Estádio Municipal Nuno Álvares Pereira em Cernache de Bonjardim
07-03-2021

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Depois de empatar em Leiria no campo do líder e ter vencido o Condeixa, o Marinhense veio a Cernache do Bonjardim para continuar na senda dos bons resultados e da garantia dum dos lugares que permitem discutir o acesso à futura III Liga.

Equipas empenhadas resultou num excelente jogo em Cernache.

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Só que os donos da casa, o Vitória de Sernache, apesar do atraso pontual e de ter jogos por disputar, sabiam que uma vitória os recolocariam na luta.

Apenas a vitória servia os intentos do Sernache.

Com duas boas equipas no excelente relvado do Nuno Álvares Pereira, o espetáculo estava garantido e a incerteza do resultado aguçava a expectativa.

O jogo começou morno, com as equipas em estudo mútuo, sem correrem riscos. Jogou-se muito a meio campo, com duelos interessantes sem, contudo, se registarem desequilíbrios passíveis de conduzirem a oportunidades de golo.

Início com equipas longe das balizas.

O primeiro lance que fugiu a esta regra resultou em golo e para a equipa da casa.
Jair embalou pela ala esquerdo, fugindo à marcação de Habib Sylla, cruzou rasteiro para o sítio onde estava Balla Sangaré que com uma simulação deixou o guarda redes Bozinoski “pregado” ao relvado.

Entretanto surgiu Gustavo Gandra que rematou para a baliza desguarnecida. Aos onze minutos o Vitória de Sernache passou para a frente do marcador.

Boa exibição de Gustavo Gandra coroada com precioso golo.

Tentou responder de imediato a equipa “vidreira” e Rudy, autor duma falta dura, foi admoestado com a cartolina amarela com um quarto de hora de jogo.

Na cobrança do livre um avançado dos visitantes foi empurrado na área mas o árbitro já havia inviabilizado o lance por posição irregular. Começava aqui a contestação das hostes do Marinhense.

Começou cedo a contestação ao trabalho do árbitro.

Aos 18 minutos essa mesma contestação subiu de tom já que Miguel Batista caiu na área da equipa de Cernache do Bonjardim, aparentemente devido a ação faltosa. O árbitro apitou de pronto e o auxiliar correu para a linha de fundo, sinalética de grande penalidade.

Perante a estupefação de toda a gente presente no Nuno Álvares Pereira o senhor Paulo Barradas mandou marcar… fora de jogo ao avançado marinhense! A falta de entendimento entre a equipa de arbitragem levou os dirigentes da Marinha Grande e ficarem muito perto dum ataque de nervos.

Decisões de arbitragem enervaram os intervenientes na partida.

Com o nervosismo a passar para dentro das quatro linhas, após mais uma carga violenta de Habib a Jair deixando-o prostrado na relva, os jogadores de ambas as equipas “embrulharam-se” numa troca de “mimos”.

Salomonicamente Paulo Barradas optou, como é usual nestes casos, pela amostragem do cartão amarelo a um jogador de cada equipa. Neste caso os “premiados” foram Sangaré, da equipa da casa, e Guilherme Quichini, do lado dos visitantes. Jogava-se o minuto 21.

Jogadores em troca de mimos nas “barbas” de Paulo Barradas.

Pouco depois, e após o capitão André Sousa rematar sem encontrar o caminho da baliza de Framelin, Habib teve nova entrada “a matar” sobre Jair. Desta vez viu o amarelo que já tardava.

Aos 25 minutos, na cobrança dum livre, Rudy cabeceou na área e a defesa visitante teve muita dificuldade em resolver. Cedeu canto.

No minuto seguinte Rudy, assumindo-se como “playmaker” do Sernache, assistiu Sani que cruzou da ala esquerda. A defesa afastou para a zona central onde já estava Sani que encheu o pé. O remate não encontrou o alvo e saiu sobre os ferros.

Rudy assumiu-se como “playmaker” da sua equipa.

Aos 28 minutos um ataque prometedor do Marinhense pelo lado esquerdo foi travado de forma faltosa por Vareiro que viu o amarelo e originou um livre perigoso.

Na cobrança, Miguel Batista fê-lo com mestria e Ohoulo Framelin teve de se aplicar para defender o colocado remate.

O jogo entrou numa fase menos intensa a caminho do descanso. Ainda assim, aos 40 minutos, numa reposição lateral para dentro da área da equipa da casa, reclamou-se uma suposta mão na bola que o árbitro não atendeu.

Ohoulo Framelin com trabalho de qualidade.

Com o tempo regulamentar esgotado, Sananduva quis dar um ar da sua graça e pegou no esférico, fez “gato-sapato” da defensiva da casa e rematou de pé esquerdo para uma enorme defesa de Framelin para canto.

Na cobrança do canto Framelin saiu a punhos, levando tudo à frente, adversários e companheiros. Antes de Paulo Barradas mandar as equipas para o descanso voltou a haver “mosquitos por cordas”…

Um livre batido do lado esquerdo do ataque dos visitantes permitiu a Roberto Cunha introduzir a bola na baliza de Framelin. A jogada estava interrompida por posição irregular.
Foi sob forte contestação que as equipas recolheram aos balneários.

A bola está dentro da baliza mas o lance havia sido anulado.

Com a vantagem da equipa da casa a assentar-lhe como uma luva, o segundo tempo iniciou-se sob o signo da crença num resultado favorável para os dois emblemas.

Começou melhor o Sernache com uma boa combinação, em ataque organizado que foi inviabilizado pelo juiz da partida, assinalando fora de jogo.

Na resposta, aos 49 minutos, Miguel Velosa rematou forte à entrada da área e um defensor da equipa da casa desviou para a linha de fundo. Na marcação do canto, Framelin saiu a soco lançando Balla Sangaré na direita. Cruzou para ninguém…pois estava sozinho no ataque.

Toada de parada e resposta enriqueceu o jogo.

O jogo estava “vivo” em toada de parada e resposta, proporcionando momentos de bom futebol.

Aos 51 minutos Roberto Cunha respondeu a um cruzamento da direita com uma cabeçada que Framelin resolveu com facilidade.

Na resposta Sangaré, pela ala direita, assistiu Sani que rematou de pé esquerdo para fora.
Do outro lado do campo Leonel Alves imitou-o e o remate perdeu-se para lá da linha de fundo.

Ameaças numa e noutra baliza.

Após o técnico dos visitantes, Tiago Vicente, ter procedido a dupla substituição, aos 56 minutos, uma boa boa combinação atacante da equipa do Sernache proporcionou a Gustavo Gandra um cruzamento do lado direito. Sem conta nem medida saiu pela lateral no lado inverso do campo.

Responderam os marinhenses através dum cruzamento “adocicado” de Miguel Batista para a cabeça de Sdul Seidi que cabeceou muito perto dos ferros.

Aos 64 minutos Balla Sangaré aumentou a vantagem do Sernache com um remate de meia distância, forte e colocado, que não deu hipóteses de defesa a Tomás Bozinoski.

Balla Sangaré esteve em foco nos dois golos e acabou expulso em lance duvidoso.

No recomeço a equipa que viajou da Marinha Grande beneficiou dum livre à entrada da área e André Sousa cabeceou deficientemente, queixando-se de empurrão e de suposta mão dum adversário. Alheio à polémica, Pio Júnior encheu o pé à entrada da área e proporcionou a defesa da tarde a Ohoulo Framelin.

André Sousa terá razão de queixa pois o empurrão existiu mesmo e na área não há benefício. Na conversão do canto Miguel Batista colocou na cabeça de Guilherme Quichini que rematou fraco permitindo que a defesa da casa afastasse.

Lance curioso…

Aos 72 minutos Leonel Alves cruzou para a área do Sernache onde o guarda redes recolheu e lançou manualmente o contra golpe que culminou com o remate de Vareiro, longe da baliza.

No minuto seguinte novo lance polémico na área da equipa de Cernache do Bonjardim. Leonel Alves cruzou da esquerda à entrada da área contra o corpo de Luiz Grando. O remate, a curta distância, terá atingido o braço do capitão da equipa da casa. Pediu-se grande penalidade que o árbitro, bem desta vez, não concedeu.

Estava em grande destaque Leonel Alves na sua ala esquerda mas os cruzamentos “morriam” , invariavelmente, nas luvas de Ohoulo Framelin.

Bons duelos…

A faltar um quarto de hora para jogar uma rápida transição do Sernache permitiu o remate de Ricardo Silva que a defensiva cortou para canto. Na conversão, Luiz Grando, que havia subido à área contrária, rematou ao lado.

A caminhar para o final o jogo continuava movimentado. Ataques e contra ataques sucediam-se mas, sem frescura e discernimento tornou-se difícil atingir o objectivo golo.

Num desses ataques, aos 89 minutos, Balla Sangaré estatelou-se no relvado. Pareceu tocado pelo guarda redes mas o árbitro entendeu que teria sido simulação do costa-marfinense e mostrou-lhe o cartão amarelo pela segunda vez e o respectivo vermelho.

Cartões da primeira parte penalizaram Sangaré.

Estava escrita a sorte do jogo e os quatro minutos de compensação passaram a correr sem que nada de novo se vislumbrasse.

Com o apito final chegaram três preciosos pontos para alimentarem a esperança da equipa do Vitória em estar nos play-off de subida. Resultado justo da melhor equipa em campo.

Uma palavra de desagrado para a equipa de arbitragem que viajou de Setúbal. A má coordenação criou dúvidas na legalidade de lances capitais. Queixas de ambas as equipas nunca é um bom cartão de visita. Melhores dias virão…

Equipas com valor para irem aos play-off.

Ficha do Jogo:

GRUPO DESPORTIVO VITÓRIA DE SERNACHE;
Ohoulo Framelin, Vareiro, Gustavo Gandra (Hugo Abreu), Luiz Grando, Davi Maciel, Anderson Pereira, Rudy, Eduardo Souza (Ricardo Silva), Sani, Jair (Samuel) e Balla Sangaré.
Suplentes não utilizados: André Lima, Diogo Petiz e Ibraima e Ayomide Akiode.
Treinador: Ricardo Nascimento.

Grupo Desportivo Vitória de Sernache.

ATLÉTICO CLUBE MARINHENSE:
Tomás Bozinoski, Habib Sylla (Diogo Vieira), Guilherme Quichini, Roberto Cunha, China (Pio Junior), André Sousa, Sananduva, Miguel Batista, Miguel Velosa (Igor Sevivas), Adul Seidi e Leonel Alves.
Suplentes não utilizados: Jair Mosquera, Miguel Vinagre, Joaquim Domingos e Jean Sinisterra.
Treinador: Tiago Vicente.

Atlético Clube Marinhense.

GOLOS: Gustavo Gandra e Balla Sangaré (Sernache).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Paulo Barradas, Joaquim Gato e André Duque (AF Setúbal).

Equipa de Arbitragem: Paulo Barradas, Joaquim Gato e André Duque com os capitães.

DISCIPLINA:
Cartão amarelo: Framelin, Vareiro, Rudy e Balla Sangaré (Sernache); Habib Sylla e Guilherme Quichini (Marinhense).
Cartão vermelho por acumulação: Balla Sangaré (Sernache).

No final, como é costume, os técnicos falaram à Comunicação Social:

RICARDO NASCIMENTO (Treinador do Sernache):

Ricardo Nascimento, treinador do Sernache.Arquivo mediotejo.net.

TIAGO VICENTE (Treinador do Marinhense)

Tiago Vicente, treinador do Marinhense.

*Com David Belém Pereira (multimédia).

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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