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Sábado, Novembro 27, 2021

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Futebol | União de Tomar vence em Abrantes em jogo de qualidade e com muitos golos

SPORT ABRANTES E BENFICA 2 – UNIÃO FUTEBOL COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE TOMAR 3
Campeonato Distrital da AFS – 1ªDivisão – 12ªjornada
Estádio Municipal de Abrantes – 09-05-2021

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Após longo período de paragem, o futebol distrital voltou ao Municipal de Abrantes e logo com um jogo grande. Ainda sem público nas bancadas, o bem cuidado Estádio abrantino recebeu Abrantes e Benfica e União de Tomar, dois clubes centenários e com duas das melhores equipas a disputar a divisão principal da Associação escalabitana de futebol.

Regresso do futebol ao Estádio Municipal de Abrantes.

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Aquando da interrupção, há quatro meses atrás, as duas equipas estavam separadas apenas por um ponto, tendo o Tomar mais um jogo efetuado, e com o Benfica abrantino a repartir o segundo posto com o Cartaxo, com 20 pontos. Lá na frente, destacado, segue o Coruchense, cada vez mais líder, com a promoção certamente a não escapar esta época.

Equipas de topo deram um grande espetáculo.

O segundo posto, disputado ainda por muita gente, além de honroso, dá direito a disputar a Taça de Portugal. Algo que se ficou a saber, entretanto, é que serão três equipas a descer ao escalão secundário por motivo da descida do União de Almeirim dos nacionais. As equipas que estão na zona crítica são o Entroncamenro, Riachense e Moçarriense.

Com o segundo posto no horizonte estava o Benfica de Abrantes, favorito por jogar em casa e por ter-se saído bem nos últimos confrontos com o União de Tomar. Digno de registo o facto de no relvado se digladiarem os emblemas mais antigos do distrito perfazendo a soma de ambos bem mais de 200 anos!!!

Emblemas centenários no Municipal abrantino.

O jogo começou com o lateral Miguel Catarino a ser protagonista de entrada dura passível de sanção disciplinar que o árbitro Adelino Crespo aproveitou para, pedagogicamente, dizer ao que vinha.

No lance seguinte o mesmo jogador voltou a prevaricar mas apenas foi assinalada a falta. Na cobrança do livre, o guarda redes Joel mostrou estar atento, afastando a punhos.

Após este sério aviso por parte dos nabantinos foram os comandados de Seninho, onde se notavam algumas ausências, a assumir as “despesas do jogo” tendo mais bola para gizar as suas jogadas de ataque.

Miguel Catarino abriu as hostilidades com duas faltas duras.

Logo no sétimo minuto, uma jogada de insistência dos abrantinos permitiu a subida no corredor direito de Miguel Catarino que cruzou com boa conta para o centro da área onde surgiu o tomarense Hélio Ocante, em apoio defensivo, a ceder canto.

Na sequência do pontapé de canto, um cruzamento bem medido apanhou João Marchão isolado no segundo poste. Só teve de encostar e abrir o marcador, apesar dos protestos do nabantinos por suposta posição irregular.

O árbitro, no entanto, por indicação do auxiliar Paulo Raposo, bem posicionado, sancionou o golo de Marchão. Aos oito minutos a equipa da casa adiantava-se no marcador.

João Marchão inaugurou o marcador.

O Abrantes e Benfica voltou a dispor de soberana oportunidade três minutos depois e de novo por Marchão. Após um roubo de bola, Marchão foi lançado em velocidade mas o guarda redes Nuno Ribeiro desta vez chegou primeiro.

Os benfiquistas pareceram conformados com o parco resultado e “desapareceram” do jogo a partir do quarto de hora. Aos 18 minutos Pedroso, do lado direito do ataque unionista, obrigou Diogo Mateus a ceder canto. Pouco depois uma jogada em tudo igual originou novo canto.

Abrantinos “desapareceram” e U.Tomar assumiu as operações.

O União de Tomar empurrou os da casa para o seu extremo reduto. Com as linhas muito baixas, os abrantinos limitavam-se a defender e os visitantes instalaram-se no seu meio campo.

Aos 22 minutos uma boa combinação permitiu o remate de Cláudio Major que esbarrou na defesa e logo a seguir Chrystian Pedroso caiu na área do Benfica. Pediu-se grande penalidade que Adelino Crespo, bem posicionado, não atendeu.

Aos 26 minutos os nabantinos iriam chegar ao empate. Luís Alves pareceu dominar a bola com a mão e assistiu Major, que rematou de longe, entrando a bola junto à base do poste direito da baliza de Joel, que pareceu mal batido. Estava restabelecida a igualdade.

Muito trabalho para o guarda redes Joel.

Apesar dos protestos dos donos da casa o golo foi sancionado sem que os visitantes, ainda galvanizados com o golo, deixassem de pressionar o Abrantes e Benfica, em busca da melhor solução para sair do sufoco.

À passagem da meia hora aconteceu o que se adivinhava. A insistência tomarense deu frutos e a “remontada” concretizou-se. Um cruzamento da direita para a área, onde surgiu Hélio Ocante nas alturas a cabecear, batendo Joel que ficou a meio caminho. Ocante, que já representou o Abrantes, colocou o União na frente do marcador pela primeira vez no jogo.

Hélio Ocante marcou à sua antiga equipa.

Estava difícil a vida para Seninho e seus pupilos. Com um quarto de hora para jogar no primeiro tempo e os unionistas a continuarem melhor em todos os capítulos do jogo, só uma mexida no xadrez poderia alterar o rumo dos acontecimentos.

Enquanto Seninho engendrava um plano o Tomar procurava ampliar a vantagem. Pedroso, na área, cabeceou fraco, com a bola a sobrar para Leandro que rematou forte mas por cima.

Aos 34 minutos nova contrariedade para a equipa da casa permitiu o avanço dos “templários”. O cruzamento tenso de Pedroso do lado esquerdo encontrou resposta na cabeça de Diogo Mateus que acabou por introduzir o esférico na sua baliza não dando a Joel qualquer hipótese de defesa.

Ineficácia penalizou abrantinos.

Joel ainda seria protagonista de uma oportuna defesa com os pés, a remate de Pedroso na área. A bola ganhou altura, passou muito perto do travessão, e Joel estirou-se defendendo em cima da linha de golo.

Seninho não gostava do que via e procedeu à troca de Pedro Damas por João Marques ainda antes do intervalo. Pouco depois Adelino Crespo decretou tempo de descanso com os unionistas a terem razão para sorrir pelo resultado robusto que fizeram por merecer.
Mas o jogo prometia uma resposta firme da equipa da casa…

Seninho mexeu bem no xadrez da sua equipa.

O técnico abrantino aproveitou o intervalo para introduzir um novo desenho tático com as entradas de Manuel Vitor e Rafa nos lugares de Catarino e do jovem Carlos Gomes.

Com mais jogadores talentosos na área de construção, o Abrantes e Benfica surpreendeu com uma entrada muito forte, invertendo a tendência da primeira parte.

Ainda assim, foi o União a introduzir o esférico na baliza de Joel logo no recomeço. Cláudio Major fez um vistoso chapéu a Joel mas a jogada há muito havia sido interrompida por Adelino Crespo por fora de jogo.

Entrada muito forte do Benfica de Abrantes no segundo tempo.

Aos 48 minutos foram os da casa a reclamarem por queda de João Reis na área dos nabantinos. O árbitro mandou jogar.

Com os abrantinos mais subidos, o União tentou apostar no contra ataque. Uma jogada ao primeiro toque, de cabeça, coloco Chrys Pedroso na cara de Joel. Valeu a capacidade e disponibilidade de Manuel Vitor que, em esforço, cortou para lá da lateral.

Estava-se num impasse quando, aos 51 minutos, num gesto já visto noutras partidas, Miguel Seninho “puxou a culatra” e desferiu forte e colocado remate que Nuno Ribeiro não poderia deter. Estava relançado o jogo no Municipal de Abrantes.

Miguel Seninho marcou golão.

Com a expressão do marcador a acusar apenas um golo de diferença acreditou-se que este poderia não ser o resultado final. O Abrantes estava melhor na partida e era a equipa mais ameaçadora.

Aos 54 minutos um centro remate de Miguel Seninho levou perigo e a defensiva cortou. À hora de jogo, Rafa Silva viu Marchão em boa posição, solto de marcação, e com um passe milimétrico endossou-lhe o esférico. O guarda redes Nuno Ribeiro reagiu de pronto e chegou primeiro.

Nuno Ribeiro agarra nas alturas.

No minuto seguinte Rafael Leite testou a meia distância e o esférico embateu na barreira defensiva dos abrantinos. Reclamou-se mão que o juiz Adelino Crespo, muito pressionado pelos bancos, não atendeu. O nervosismo sentia-se no terreno de jogo e fora dele e as reclamações foram constantes. A equipa de arbitragem soube, no entanto, conduzir o jogo sem grandes alaridos mantendo o critério largo e poupando os cartões.

Aos 66 minutos Hélio Ocante voltou a introduzir o esférico na baliza de Joel Dias, que nem se fez ao lance. O avançado unionista estava em posição irregular.

Benfica de Abrantes não materializou superioridade no segundo tempo.

Com o peso do pouco tempo de preparação a começar a fazer-se sentir, as equipas iam procedendo a alterações sem que os esquemas táticos se alterassem. Aos 74 minutos, Rafa ensaiou a meia distância com o esférico a passar muito perto da baliza à guarda de Nuno Ribeiro. No minuto seguinte Marchão imitou-o com resultado semelhante.

Aos 79 minutos o União de Tomar ficou perto de “matar” o jogo com a obtenção de novo golo. Fábio Luzio, entrado à pouco, obrigou Joel a defesa apertada, agarrando à segunda.

João Marchão era o jogador das “águias” mais em foco. Aos 80 minutos não deu o melhor destino a um cruzamento da direita e no minuto seguinte rematou à entrada da área. O remate saiu fraco para as luvas de Nuno Ribeiro.

Pouco depois, numa insistência, Diogo Barrocas rematou à baliza com o esférico a não passar longe do alvo. Aos 84 minutos um cruzamento para as costas da defensiva “rubro-negra” levou muito perigo mas Will Intumbi chegou um pouco atrasado. A resposta surgiu através dum remate cruzado de Leandro que passou perto dos ferros da baliza de Joel.

Equipas têm o acesso à Taça de Portugal como objectivo.

O árbitro da partida concedeu cinco minutos de compensação mas o futebol já era figura ausente. Sem mais para dar, os jogadores entraram em quezílias desnecessárias.

Uma falta a meio campo ainda gerou um “sururu” monumental obrigando o contido juiz da partida a decisão salomónica com a exibição da cartolina vermelha a um jogador de cada equipa: Will, nos abrantinos, e Siaka Bamba, nos tomarenses. Com o”caldo entornado” o treinador nabantino Filipe Pinto recebeu também ordem para abandonar o banco. Pouco depois Adelino Crespo deu o jogo por terminado.

Foi um bom regresso do futebol ao distrital de Santarém As equipas, apesar de pouco tempo de preparação deram tudo o que tinham.

Vitória justa do União de Tomar, sendo que um empate, a acontecer, também se aceitava, pela qualidade do jogo do Abrantes e Benfica, mormente nos primeiros 15 minutos e no segundo tempo. Ambas as equipas mantêm-se na corrida ao segundo posto já que o Coruche não dá sinais de vacilar. Bom trabalho de Adelino Crespo e seus auxiliares num jogo onde os intervenientes não ajudaram, reclamando demasiado. Coisas do futebol…

“Sururu” desnecessário levou a expulsões num jogo bem conduzido.

Ficha do jogo:

SPORT ABRANTES E BENFICA:
Joel Dias, Miguel Catarino (Manuel Vitor), Toni, Diogo Mateus, Miguel Seninho, João Marques (Pedro Damas), Rui Sousa, João Reis (Elísio Menezes), Diogo Barrocas (Will), Carlos Gomes (Rafa Silva) e João Marchão.
Suplentes não utilizados: Ricardo Correia e Rodrigo.

UNIÃO FUTEBOL COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE TOMAR:
Nuno Ribeiro, Nuno Rodrigues, Douglas, David, Rafael Leite (Fábio Lúzio), Major (Ricardo), Cris Pedroso (Tiago Lúzio), Hélio Ocante, Siaka Bamba, Luís Alves e Leandro.
Suplentes não utilizados: Ivo Cristo, Tiago Lourenço, Gui e Pires.
Treinador: Filipe Pinto.

GOLOS:
João Marchão e Miguel Seninho (Abrantes); Major, Hélio Ocante e Diogo Mateus [n.p.b.] (Tomar).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Adelino Crespo, Rui Mendes e Paulo Raposo.

Equipa de Arbitragem: Adelino Crespo, Rui Mendes e Paulo Raposo com os capitães.

No final fomos ouvir os treinadores de ambas as equipas:

PAULO FERNANDES “SENINHO” (Abrantes)

Paulo Seninho, treinador do Sport Abrantes e Benfica. Foto: mediotejo.net

FILIPE PINTO (Tomar)

Filipe Pinto, treinador do União de Tomar. Foto: mediotejo.net

*Com David Belém Pereira (multimédia).

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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