Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Quarta-feira, Julho 28, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Futebol: União Abrantina surpreende Riachense em sua casa (com áudio)

21 de fevereiro de 2016, 15 horas, Riachos

- Publicidade -

Campeonato Distrital da 1ª Divisão de Seniores da Associação de Futebol de Santarém

Clube Atlético Riachense 1 – União Desportiva Abrantina 2

- Publicidade -

Crónica do jogo por Jorge Beirão

Foto1.1
Jorge Beirão

Jogo com grande concentração competitiva antes e durante o desenrolar da partida. E mentalização desportiva/jornalística após a competição.

Antes:

Grande observação pelo trabalho preparatório dos dois conjuntos, quer de uma e outra equipa (pelas equipas técnicas). Havendo até troca de fichas entre delegados dos clubes na constituição dos conjuntos iniciais e disponibilidade de fotocópias para facilitar os órgãos de comunicação social mas, também com o objectivo, na nossa ótica, de poder compreender estratégias, tanto de uma como de outra equipa. Os chamados e concretizados “mind games”.

Durante:

Pressão sobre os atletas e obviamente por quem ajuíza o jogo (nada de novo, é assim em todos os campos, claro, porque é da “praxe”).

Concentração desportivo/jornalística, após a competição no sentido de preparar as hostes para o que se segue. Sempre com um toque na auto-estima para espevitar orgulhos e vontades oprimidas pela falta de confiança (basta ouvir as opiniões dos “misters” no final do jogo).

Na nossa perspetiva e pela introdução que entendemos fazer, facilmente se compreenderá que era um jogo bastante importante para os dois conjuntos por motivos diferentes. A equipa da casa para conseguir assegurar e cimentar a sua posição nos lugares de honra da classificação, e a equipa visitante para conseguir manter a chama da luta pela manutenção. Pensamos que foi mais realista a equipa abrantina, por interiorizar as dificuldades inerentes à melhor prestação da equipa Riachense neste campeonato e, principalmente pelas dificuldades que os seus opositores sentem no seu campo. Por isso mesmo, interiorizaram que seria uma tarde de “luta” e sacrifício. Por sua vez a equipa da casa, deu-nos a sensação de entender que, com maior ou menor dificuldade ultrapassaria este jogo com mais uma vitória, ainda para maior reforço, defrontando o “lanterna vermelha” do campeonato. Tudo se conjugou para essa (in)certeza antes de terminar a primeira parte com a obtenção do golo da equipa da casa. Pese embora ser de muito belo efeito por Bernardo, aos trinta e oito minutos, beneficiando de um livre de canto, na nossa ótica mal assinalado, até aí não tinham demonstrado “trabalho” suficiente para merecer a vantagem.

IMG_6706_golo riachense
Bernardo Marques num bom remate colocou os riachenses em vantagem na fase final do primeiro tempo.

O segundo período vem reforçar aquilo que pensámos. Melhor início da Abrantina, pressionando o meio campo da equipa Riachense e obrigando os seus, mais dotados, jogadores a cometer erros. Costuma-se dizer que não há campeões sem sorte e nós diremos que não há vencedores sem sorte. Curiosamente é o que acontece na obtenção do primeiro golo (o do empate) da equipa da União Abrantina, pelo esforçado Hélio Ocante, quando ao disputar um lance com o defesa Bernas, vê o guarda-redes Mação, que havia saído extemporaneamente da baliza, chocar com o seu central, dando origem a que o esférico fique ao alcance de Hélio que mesmo desenquadrado com a baliza, atira para o melhor sítio, fazendo o golo do empate.

IMG_6719_empate
Bernas e João Mação chocam, a bola sobra para Hélio Ocante que empata a partida.

Foi o acordar da equipa do Atlético Riachense. Passou a pressionar o extremo reduto da UDA, só que o capitão Toni, muito bem secundado por João Rui não estavam pelos ajustes e depois, João Martins estava, qual pilar defensivo, com capacidade para chegar a tudo no seu meio campo, não esquecendo Miguel Seninho e Diogo Rosado, cujas capacidades técnicas, concentração e reservas físicas não se esgotavam. Aos vinte e seis minutos da segunda parte (setenta e um de jogo), surge o balde de água fria que enregelou as bancadas, registe-se bem compostas.

Mais uma vez Hélio Ocante, mesmo sujeito a passível entrada menos correta, como tantas que sofreu sem ter havido qualquer sanção, acreditou e insiste numa incursão na área. Aguenta a carga do opositor que lhe saiu ao caminho e remata para o fundo da baliza, mesmo com a tentativa desesperada de Mação, que previu o golo. Estava consumada a reviravolta no marcador premiando o esforço, sacrifício, humildade e sentido de oportunidade do dianteiro Ocante.

IMG_6731_segundo
Hélio Ocante servido por Seninho, faz o segundo golo dos abrantinos

A partir daqui foi a toada de jogar mais com o coração do que com a cabeça da equipa da casa, principalmente por estar sujeita ao que nunca pensou, encontrar-se a perder. E o canto do cisne foi o magnífico cabeceamento de Nalha que vê a barra negar-lhe o empate aos trinta e sete minutos (oitenta e dois minutos de jogo).

IMG_6739_bola na barra
Nalha subiu ao primeiro andar mas a barra devolveu-lhe o cabeceamento.

Depois até final foi o sacrifício e sofrimento da equipa visitante a evitar tudo o que os homens de Riachos fizeram para não perder e outros lances que estes beneficiaram por sinalética sancionada de quem era suposto resistir melhor a pressões. Pensamos que por tudo o que fica dito foi um bom prémio para quem mostrou mais humildade competitiva. Na equipa do Clube Atletico Riachense, gostamos das prestações de Gonçalo, Bernas, Bernardo, Freitas e Nalha.

IMG_6744
Mesmo a terminar a partida João Guerreiro e Silva procuraram o empate mas a bola saiu ao lado.

Quanto á equipa de arbitragem chefiada por Roberto Vasconcelos que teve como assistentes Mário Vieira e Miguel Marques, em termos disciplinares não teve critério uniforme, tendo algumas falhas também no aspeto técnico. Globalmente, demonstraram alguma insegurança que foi menos visível no árbitro assistente Miguel Marques.

Ficha do jogo

Campo Coronel Mário Cunha

Árbitros: Roberto Vascocelos, Mário Vieira e Miguel Marques

IMG_6681
Trio de arbitragem

CA Riachense

Mação, Paulito, Gonçalo, Filipe Pereira, Bernas, Freitas, Bernardo Marques, Moleiro, Júlio Batista (João Guerreiro), Marco Carvalho (Silva) e Nalha

Suplentes: Galrinho, Rito, Singéis, Léo, João Guerreiro e Silva

Treinador: Mário Nelson

IMG_6684
Clube Atlético Riachense

UD Abrantina

Chico, Abilio, Manuel Vitor, Toni, João Rui, João Martins, Diogo Rosado, Barrocas (Topa), Bexiga (Picão), Miguel Seninho e Hélio Ocante (Bruno Moita)

Suplentes: André Pereira, Bruno Morais, Topa, Bruno Moita, Zé Heitor, Cartaxo e Picão

Treinador: Paulo Fernando

IMG_6685
União Desportiva Abrantina

Marcadores: Bernardo Marques (38′) ; Hélio Ocante (59′ e 71′)

IMG_6752
Hélio Ocante foi a figura do jogo em Riachos ao apontar os dois golos da União Abrantina

A opinião dos treinadores:

Mário Nelson (Riachense)

Mario Nelson (2)
Mário Nelson

Paulo Fernando (União Abrantina)

Paulo Fernando
Paulo Fernando

Tem 41 anos e uma profissão que tudo tem que ver com jornalismo e informação... Engenheiro Eletrotécnico. O gosto pela informação desportiva ganhou-o ainda criança com o pai e a mãe na rádio. A informação escrita é uma nova aventura. Acredita que o desporto é fator de promoção e desenvolvimento regional e de aproximação "das gentes", pelo que noticiá-lo é um imperativo. Praticou várias modalidades, foi treinador e árbitro de basquetebol. É casado e tem uma filha que o obriga a correr. Colabora na Antena Desportiva da rádio Antena Livre, sendo a rádio uma das suas maiores paixões.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome