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Futebol | Tomar cai em Abrantes e deixa fugir líder Mação

União Desportiva Abrantina -2- U. Tomar – 1

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Árbitro:  Francisco Pereira  Assistentes: Pedro Sousa e, Carolina Vieira

União Desportiva Abrantina:
Daniel Marques, Catarino, Toni (cap), Manel Vítor, João Rui, Diogo  Mateus D. Barrocas, Fábio Rodrigues, D. Lourenço(Luís Ferreira), Zé  Pedro, Hélio Ocante.

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Treinador: Seninho

União de Tomar:
João Pedro, David Vieira, Fábio Vieira, Espadinha, Rui Silva, Nuno  Rodrigues (Cap), Luís Pedro Alves (Flávio Graça), Bruno Araújo (J.P.  Nascimento), Rui Lopes (Miguel Arcangelo), Christian Pedroso, Wemerson.

Treinador: Lino Freitas

Golos: Zé Pedro 42min, Hélio Ocante 64min, Wemerson 72min.

Mais uma vitória para a equipa da União Desportiva Abrantina (UDA) frente a um dos  primeiros classificados, depois de na semana anterior ter vencido na  casa do primeiro, o Mação. Agora, no Municipal de Abrantes, a UDA venceu o  segundo classificado, o União de Tomar, e continua a subir na tabela e a deixar para trás os lugares do fundo da classificação.

Certo é que, apesar do percalço do passado fim de semana, o Mação leva sete pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Fazendense, e agora oito pontos à maior sobre o União de Tomar, que deixou três importantes pontos no campo dos abrantinos.

Mas o jogo não foi brilhante, porque a Abrantina sabendo da forma  como o União de Tomar joga, deu o meio campo ao adversário e  espreitava o contra ataque, no resto sempre muita calma e muita  concentração em não deixar os jogadores visitantes entrar na sua área.

Se duvidas houvesse faziam as chamadas faltas úteis ou mandavam a bola para fora.

Os jogadores tomarenses nunca se deram bem com este tipo de jogo,  queriam construir, mas a Abrantina não deixava, nem o capitão do União  de Tomar, um dos mais inconformados em campo, a par de Rui Silva,  conseguiam ajudar Luís Alves e Rui Lopes a fazer chegar a bola aos  avançados.

Por um lado porque o capitão da Abrantina, Toni, bem acolitado pelos seus  colegas da defesa (Catarino, Manel Vítor, João Rui e D. Mateus),  destruíam ou nunca deixavam o golo acontecer, nem mesmo quando os  nabantinos conseguiam algum espaço.

Como aconteceu na primeira ocasião  de golo do U. Tomar, em que o guarda-redes Daniel defendeu com a perna  e, já no chão, Rui Lopes chutou para golo mas dois jogadores da  Abrantina meteram-se à frente e tiraram-lhe o ‘pão da boca’.

Do lado da Abrantina, o primeiro aviso veio de um canto e num remate  de ressaca de fora área Lourenço obrigou o guarda-redes do U. Tomar, João Pedro, a uma grande defesa.

Mas quando parecia que não ia haver golos na primeira parte, à beira  do intervalo, na sequência de um canto a favor do U. Tomar, a defensiva  da Abrantina cortou a bola para perto da saída do seu meio campo, onde Zé  Pedro recebeu bem a bola, rodou, ultrapassou o seu adversário directo e foi direto até à área contrária. Com o apoio de Fábio Rodrigues, que acompanhou a jogada e ajudou a  confundir os defesas tomarenses, Zé Pedro acaba, com uma simulação de corpo, por ficar isolado, rematando já dentro da área para boa defesa de  João Pedro. No entanto, de frente para a bola, o jogador da Abrantina foi mais rápido e fez o golo na recarga.

Ao intervalo o treinador o União de Tomar fez uma substituição, entrando Nascimento, mas este acabou por não trazer nada de novo ao  jogo, que continuou igual ao que se tinha passado na primeira parte,  ou seja, o União de Tomar com a posse de bola, consentida estratégicamente, e a Abrantina  esperando o erro e o espaço vazio para jogar em contra ataque e tentar marcar.

Como o  União de Tomar não conseguiu empatar foi a Abrantina a aumentar a  vantagem através do seu melhor marcador, Hélio Ocante. Um golo  contestado pelos jogadores do U. Tomar, a protestarem um alegado  fora de jogo que o arbitro assistente Pedro Sousa assim não entendeu.  E foi aqui que estalou o verniz dos jogadores, banco e equipa técnica  do União de Tomar a perderem a cabeça com o trio de arbitragem.

 

A partir do segundo golo ds Abrantina, se o jogo já estava feio, pior ficou o prelo, com bolas para fora, inúmeras entradas em campo do massagista da  casa, o enfermeiro Manuel João, que devido à sua idade também já não  pode correr muito depressa, o que dá muito jeito nestas situações.

O União de Tomar ainda entrou no jogo depois o árbitro assinalar uma  grande penalidade sobre Wemerson, que o próprio converteu à passagem dos 71 minutos. Depois, bem depois o Tomar muito lutou mas nem ao empate conseguiu chegar, pois a árbitra  assistente anulou dois golos aos nabantinos, o que deixou os  responsáveis à beira de um ataque de nervos, sobretudo no último lance anulado.

Que o jogo não foi bom, nem bem jogado, já foi escrito, mas a nível da  arbitragem, ambas as equipas se queixaram, mas a verdade é este trio  não esteve bem, sobretudo no capitulo disciplinar, onde ficaram muitos  cartões por mostrar e três golos contestados pelos responsáveis do  União de Tomar, nomeadamente o segundo golo da Abrantina e os golos anulados a  equipa do Nabão.

Para a história fica a vitória da UDA perante uma das melhores equipas deste campeonato da 1ª divisão distrital, repetindo o feito da semana anterior, quando bateu o líder Mação, em casa deste.

*Jorge Duarte – parceria Rádio Hertz/mediotejo.net

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Jorge Duarte
Irreverente, frontal e critico. Nasceu em Abrantes no melhor ano do século passado: 1969, ano em que o Homem foi à Lua. Nos tempos de liceu queria ser jornalista, tendo optado por essa área, onde pela mão do Prof. Alcino Serras deu os primeiros passos na profissão, tendo começado mais a sério na Radio Antena Livre, no final da década de 80. Desde essa altura, o 'bichinho' ficou, tendo colaborado com várias rádios e jornais. Gosta de colecionar amigos e de se dar bem com toda a gente (mesmo sabendo que isso não é possível).

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