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Futebol/Taça do Ribatejo | União de Tomar vence Tramagal reduzido a dez unidades (C/fotos e audio)

UNIÃO FUTEBOL COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE TOMAR 2 – TRAMAGAL SPORT UNIÃO 1
Taça do Ribatejo
Série 3 – 1ª jornada
Estádio Municipal
Tomar

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Estádio Municipal de Tomar.

Cumpriu-se na noite de quarta-feira o jogo em atraso da série 3 da Taça do Ribatejo, ainda em fase de grupos. O anfitrião, União de Tomar, a militar no escalão maior do futebol distrital, detinha a maior dose de favoritismo perante um Tramagal que depois de um arranque menos conseguido vinha de uma vitória fora de portas perante o Aldeiense.

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A Taça é uma competição com um sortilégio muito seu. Os pequenos por vezes agigantam-se e tornam-se verdadeiros “tomba-gigantes”. Foi sem surpresa que se viu a equipa de Rui Horta completamente desinibida, com muitas caras novas no onze inicial, numa clara gestão de esforço, e a iniciar o jogo olhando o adversário nos olhos, repartindo a posse de bola e os ataques.

Ombro a ombro de Calado com Diogo Gaspar.

Ambos os conjuntos pressionavam o portador da bola tentando impedir a construção de lances de perigo. Ainda assim o União era a equipa mais incisiva e um cruzamento bem medido, aos 14 minutos, obrigou o lateral Marco Freitas a ceder canto.

No minuto seguinte novo cruzamento, desta vez para fora, testava a atenção dos jogadores tramagalenses que nesta fase tinham alguma dificuldade em progredir. Aos 17 minutos, Félix foi obrigado a defender forte remate, a punhos, para zona proibida. Valeu a pouca eficácia de Pires que falhou o remate.

O jogo entrou numa fase de maior equilíbrio e num livre batido de muito longe por David Nunes ficou o aviso. O cronómetro marcava o 22º minuto. Aos 34 minutos a defesa da casa tentou sair a jogar mas Pisco, muito rápido, interpôs-se e roubou a bola. Iniciou uma cavalgada que só terminou com a bola na baliza de Nuno Ribeiro. Um golo pleno de oportunismo que galvanizou as hostes “azuis”.

David Nunes assume o papel de estratega do Tramagal.

A festa durou dois minutos…!!! O União ganhou um livre descaído pela sua direita e o esférico batido com força para o coração da área levou o central Condeixa a introduzir a bola na sua própria baliza.

Num lance de sorte os nabantinos repunham a igualdade num resultado com que se chegou ao intervalo espelhando justiça no marcador. A segunda parte prometia ser um bom espetáculo.

União de Tomar teve mais bola.

Prometia…!!! Ao quarto minuto do recomeço o guarda redes do Tramagal defendeu fora da sua área quando a bola iria para a sua baliza e o árbitro Pedro Freire não contemporizou e expulsou o “keeper” obrigando à saída de Marques para a entrada do guarda redes Jaime.
O Tramagal, com quase meia parte para jogar, ficava reduzida a dez unidades e defender o empate tornava-se tarefa ciclópica.

Cartão vermelho a Félix condicionou a estratégia de Rui Horta.

Jaime viria a revelar-se figura de proa nesta equipa “metalúrgica” e com um punhado de intervenções de valor foi selando a sua baliza. Desde logo na marcação do livre, para começo de conversa…

Os unionistas iam porfiando mas a bem escalonada defesa da borboleta ia aguentando as investidas. À passagem da hora de jogo, Natividade resolve dar um pontapé na mediocridade atacante de ambos conjuntos e obrigou Jaime à defesa da noite para canto.

Capitão unionista Nuno Rodrigues disputa a bola com Jaime.

Até que aos 64 minutos o capitão unionista Nuno Rodrigues, em tarefas atacantes, entrou na área tramagalense e foi derrubado. O árbitro apontou a marca da grande penalidade debaixo de um coro de protestos porque Pisco estava caído na zona de meio campo, queixoso e a pedir assistência há bastante tempo. Reclamam os “azuis” da não paragem do jogo.

Da marca dos onze metros Rui Pedro não falhou e, enganando Jaime, colocou o União na frente do marcador.

Jaime carregado em falta.

O jogo “acabou” aí…
A quebra física e psicológica da equipa que viajou do Tramagal foi evidente e até o final as oportunidades de golo foram de tal modo escassas que o marcador ficou imutável. Jogo típico de Taça, onde o desnível de divisões não foi evidente. A sorte do jogo pendeu para os da casa.

Boa resposta dos púpilos de Rui Horta que voltaram a ter em Pisco o homem golo. O União de Tomar terá de rever algo para ser uma equipa influente no campeonato maior da Associação de Futebol de Santarém. Arbitragem com decisões difíceis. Optou por cumprir as leis do jogo. Com um pouco mais de bom senso poderia ter sido imaculada. Positivo.
Como factor negativo apontamos a fraca qualidade da iluminação do Estádio.

Defesa tramagalense em bom plano.

FICHA DO JOGO

UNIÃO FUTEBOL COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE TOMAR:
Nuno Ribeiro, Diogo Gaspar, Kiko, Alan, David (Mesquita), Telmo, Nuno Rodrigues, Pires (Vitor), Rui Pedro (Pinto), Natividade e Diogo (Dany).
Suplentes não utilizados:Brito, Faustino e Lopez.
Treinador: Lino Freitas.

União Futebol Comércio e Indústria de Tomar. Foto de Arquivo

TRAMAGAL SPORT UNIÃO:
Félix, André Miguel, Condeixa, Alfaro, Marco Freitas, Calado, David Nunes, Pisco (Bráz), Marques (Jaime), Dany (Singéis) e André Valente.
Suplentes não utilizados: Monteirinho, Ruivo, Tonicha e Leal.
Treinador: Rui Horta.

Tramagal Sport União.Foto de Arquivo

GOLOS:
Condeixa (a.g) e Rui Pedro (U.Tomar), Pisco (Tramagal).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Pedro Freire, Adelino Crespo e Paulo Raposo.

Equipa de arbitragem: Pedro Freire, Adelino Crespo e Paulo Raposo com os capitães.

No final quisemos ouvir a opiniões dos treinadores.
Foi-nos dito que Lino Freitas não falaria, estaria em “black out” disponibilizando-se o Diretor Desportivo do U.Tomar, Paulo Moura, a tecer considerações sobre o jogo e não só…

Paulo Moura-Diretor Desportivo do U.Tomar.

Rui Horta, técnico do Tramagal Sport União, foi-nos dizendo:

Rui Horta, Treinador de futebol.
Foto: mediotejo.net

*Com David Belém Pereira (fotos).

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Jorge Santiago
Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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