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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Futebol/Taça do Ribatejo | Detentor do troféu caiu em Mação de forma (in)Glória (c/fotos e áudio)

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA DE MAÇÃO 4 – SPORT CLUBE DESPORTOS GLÓRIA DO RIBATEJO 3
Taça do Ribatejo – Fase Final – 1ª Pré-eliminatória – 01-12-2021
Campo Agostinho Pereira Carreira – Mação

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A equipa da Glória do Ribatejo, detentora da Taça do Ribatejo, veio a Mação disposta a vencer e seguir em frente tendo em vista a revalidação do título. Para isso teria de levar de vencida a equipa local, bem apetrechada, mas a passar por dificuldades com lesões num plantel curto. Ambas as equipas haviam empatado a uma bola na Glória do Ribatejo na última jornada do campeonato. Mas Taça é Taça…e os visitantes tentaram surpreender e conseguiram, até certa medida…

Glória conseguiu surpreender em Mação.

Logo no quarto minuto de jogo Covas ficou na cara do jovem guarda redes Carlos Batista e este levou a melhor com defesa atenta. Responderam os de Mação através de João António que, com um remate cruzado, colocou à prova Fábio Monteiro.

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Pouco depois o Glória beneficiou de um livre frontal, muito perto da linha da grande área, e Kevin, chamado à conversão, rematou contra a barreira. Os visitantes estavam atrevidos e esse atrevimento deu frutos…

À passagem do minuto 11 Pedro Soares, beneficiando duma atrapalhação da defensiva maçaense, entrou na área e atirou a contar, abrindo o ativo.

Pedro Soares abriu o ativo para o Glória.
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No recomeço, Hélio Ocante correu toda a ala direita e cruzou. A bola atravessou toda a área sem que alguém lhe tocasse e perdeu-se pela linha de fundo. Pouco depois Kevin experimentou a meia distância mas sem atinar com a baliza do Mação.

O jogo estava dividido com o Mação a procurar o empate e a Glória sempre à espreita, procurando ter bola para executar as rápidas transições em que são exímios.

Aos 21 minutos, o Mação beneficiou dum livre, muito longe da área, em zona frontal. Miguel Luz assumiu a conversão mas a bola ganhou altura e perdeu-se pela linha de fundo. No minuto seguinte o Glória acelerou o jogo e Raul Santos cruzou para Kevin marcar de cabeça, elevando a contagem para a equipa que conquistou o troféu na ultima época.

Kevin marcou de cabeça.

Não estava fácil a vida para Francisco Correia e seus pupilos, a perder por duas bolas aos 22 minutos e obrigado a tirar o colombiano Leider Hurtado por lesão, com um banco com poucas soluções. Os adeptos da casa não escondiam a sua descrença…

O primeiro momento de grande contestação surgiu aos 28 minutos quando João António entrou na área com a bola controlada e um defesa cortou pela linha de fundo. O jovem árbitro Pedro Mendes decretou pontapé de baliza, debaixo dum coro de protestos.

Já depois da meia hora Hélio Ocante, um dos mais inconformados dos maçaenses, entrou na área, assistiu Bruno Lemos que chegava e o remate partiu forte mas contra um defesa. Na conversão Bruno Lemos quase marcava de forma direta. Valeu uma grande defesa de Fábio Monteiro.

Guarda redes visitante ia negando o golo aos maçaenses.

Porfiavam os da casa sem que encontrassem o alvo: a baliza dos visitantes. Pouco discernimento e más decisões iam adiando o golo da equipa da casa. Aos 40 minutos, após um canto batido para fora da área, João António rematou mas por cima do travessão.

Logo a seguir, um livre de muito longe para a Glória, batido por Pedro Soares, permitiu a defesa fácil a Carlos Batista. Kevin acorreu a um cruzamento mas passou por alto. Já nos descontos, após cruzamento, João Freitas executou um remate acrobático que apanhou um defesa na viagem. Pediu-se mão mas Pedro Mendes não atendeu.

No lance seguinte Hélio Ocante sofreu falta na área e agora o juiz apontou para a marca dos onze metros após alguma hesitação. Chamado à conversão Miguel Luz não falhou e o Mação reduziu em cima do intervalo.

Miguel Luz reduziu de grande penalidade.

No recomeço do encontro a equipa da Glória subiu rápido à área contrária e um dos seus atletas surgiu por terra, pedindo-se grande penalidade. Pedro Mendes decidiu-se por um pontapé de canto.

Pouco depois mandou toda a gente para o descanso com o Mação a reduzir em boa altura deixando tudo em aberto para o segundo tempo. A vantagem dos visitantes por 1-2 era justificada pela maior eficácia ofensiva.

Banco dos visitantes muito crítico com Pedro Mendes.

O segundo tempo não trouxe grandes novidades no figurino do jogo mas foi pródigo em golos e emoção. O Mação, por um lado, surgiu empenhado em operar uma reviravolta que lhe permitisse seguir em frente na Taça, e o Glória, por outro lado, a querer guardar a escassa vantagem, espreitando o contra ataque.

Logo aos 49 minutos Covas ensaiou a meia distância mas Carlos Batista estava atento.
Um choque violento à entrada da área do Mação levou à saída do marcador do primeiro golo, Pedro Soares, rendido por Rafa Silva. Jogava-se à 11 minutos no segundo tempo.

À hora de jogo Dickson “tirou um coelho da cartola”. Entrou na área maçaense, driblando todos os opositores, guarda redes incluído, e atirou para o fundo das redes, repondo a vantagem de dois golos para a equipa que viajou de Glória do Ribatejo.

Glória voltou a marcar em lance individual.

Após mais um balde de água fria, o Mação “regressou” ao jogo. Miguel Luz, muito rematador, continuou sem atinar com a baliza de Fábio Monteiro. O remate de longe, aos 63 minutos, passou por cima. Aos 69 minutos Hélio Ocante rematou cruzado, para fora.

O Mação, a perder por 1-3, estava no seu melhor período e melhorou quando Francisco Correia alterou o figurino tirando o defesa Filipe Falua para a entrada do júnior André Loureiro para a zona intermédia. Aos 77 minutos Miguel Luz assistiu Hélio Ocante que rematou ao lado.

Hélio Ocante foi dos mais inconformados.

Caminhava-se rapidamente para o final do desafio e o desânimo nas bancadas era visível. Mas houve jogo até ao derradeiro apito…

Aos 83 minutos André Loureiro entrou na área e assumiu o remate. O esférico apanhou um defesa na viagem e houve lugar à marcação dum canto. O Glória, mais preocupado em defender, pouco atacou. A exceção aconteceu aos 85 minutos, em jogada individual de Dickson que, após entrar na área rematou rente à base do poste da baliza de Carlos Batista.

Dois minutos depois André Loureiro recebeu na área, dominou e rematou forte para golo. O esférico, desviado num defesa, enganou o guarda redes visitante, reduzindo para 2-3.

Mação reduziu depois de ter mexido na equipa.

Já perto do tempo regulamentar este golo permitiu ao Mação acreditar. Aos 89 minutos, um cruzamento milimétrico de Bruno Lemos foi endossado a André Loureiro, que chegou um pouco atrasado.

O árbitro Pedro Mendes mandou subir a placa com o número “10”, tantos os minutos a jogar a título de compensação. Para uns demasiado, para outros curto…pareceu-nos bem decidido porquanto a segunda parte teve várias paragens prolongadas.

Logo no primeiro minuto de compensação João António rematou cruzado para o empate. Estava restabelecida a igualdade, desta vez a três golos, já em período de descontos.

João António (à esq.) deu o empate e o banco rejubilou.

A Glória, num último fôlego, ainda tentou ganhar o jogo, procurando evitar as penalidades. Aos 96 minutos, após defesa apertada de Carlos Batista a forte cabeçada, Bruno Batista rematou e Hélio Ocante foi providencial ao tirar o esférico em cima da linha de golo.

Quando já se tentava adivinhar em que baliza seriam os penaltis de desempate, aos 98 minutos um cruzamento a “régua e esquadro” de Miguel Luz colocou a bola na cabeça de João Freitas no primeiro poste.

A cabeçada, num gesto técnico perfeito, bateu irremediavelmente Fábio Monteiro pela quarta vez e decidiu a eliminatória a favor do Mação.

Excelente cabeçada de João Freitas deu vitória ao Mação.

Foi o delírio para os adeptos maçaenses que resistiram ao frio no Agostinho Pereira Carreira e o desânimo no banco dos visitantes. Os excessos levaram à expulsão de Dickson já depois do apito final. Jogo “de loucos”, com uma remontada épica do Mação, a jogar melhor depois de fazer alterações táticas. Soube merecer a “remontada”.

Mação soube merecer a “remontada”.

O Glória, detentor da Taça do Ribatejo ficou pelo caminho de forma inglória mas deixou uma excelente imagem. Jovens jogadores promissores fazem acreditar num final de campeonato com a manutenção a ser possível.

A jovem equipa de arbitragem, chefiada por Pedro Mendes, não terá acertado sempre, gerando contestação dum lado e de outro, mas no cômputo geral foi positiva e não foi por aqui que a Glória perdeu.

Não foi pelo árbitro que o Glória perdeu.

Ficha do Jogo:

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA DE MAÇÃO:
Carlos Batista, Filipe Falua (André Loureiro), Bruno Lemos, Luís Esteves, Hélio Ocante, Leider Hurtado (Bernardo Bento), Miguel Luz, João Santos, Tiago Pereira, João Freitas e Simão Moreno.
Suplentes não utilizados: Chico Sousa e Bruno Araújo.
Treinador: Francisco Correia.

Associação Desportiva de Mação.

SPORT CLUBE DESPORTOS GLÓRIA DO RIBATEJO:
Fábio Monteiro, Salomão, Juster, André Silva, Pedro Soares (Rafa Silva), Dickson, Covas (Bruno Batista), Costinha, Raúl (José Silvestre), André Ramos e Kevin.
Suplentes não utilizados: João Nicolau, Timóteo, Fabio Monteiro e Ricardo Nunes.
Treinador: Emídio Monteiro.

Sport Clube Desportos Glória do Ribatejo.

GOLOS:
Miguel Luz [gp], André Loureiro, João Santos e João Freitas (Mação); Pedro Soares, Kevin e Dickson (Glória).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Pedro Mendes, Pedro Rosa e Miguel Rodrigues.

Equipa de Arbitragem, Pedro Mendes, Pedro Rosa e Miguel Rodrigues com os capitães.

Com vem sendo habitual fomos escutar ambos os técnicos:

FRANCISCO CORREIA (Mação)

Francisco Correia- Treinador do Mação.

EMÍDIO MONTEIRO (Glória)

Emídio Monteiro, treinador da Glória do Ribatejo.

FOTOGALERIA:

 *Com David Belém Pereira (multimédia)

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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