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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Futebol | Sertanense vence Marinhense e segue isolado no comando da Série D (c/fotos e áudio)

SERTANENSE FUTEBOL CLUBE 1 – ALÉTICO CLUBE MARINHENSE 0
Campeonato de Portugal – Série D – 11ª jornada
Campo Dr. Marques dos Santos na Sertã
09-01-2022

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No Campo de Jogos da Sertã realizou-se o único jogo da 11ª jornada desta série do Campeonato de Portugal. Encontraram-se duas equipas a disputar um lugar nos “play off” de subida à 3ªLiga e que vinham de importantes vitórias a encerrar o ano de 2021. O Marinhense recebeu o Condeixa enquanto os sertaginenses saíram vitoriosos na difícil deslocação aos Açores para defrontar o Fontinhas.

A Sertã é o “habitat” do líder isolado da Série D do Campeonato de Portugal.

Com as equipas separadas por cinco pontos e com o Sertanense líder isolado da Série D, o favoritismo recaía para a equipa da casa, que o assumiu, mas acautelando e respeitando o adversário.

Marinhense com bons argumentos.
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A equipa da Marinha Grande surpreendeu arrancando para o desafio em toada atacante, fazendo uma pressão alta que impedia o Sertanense de colocar em prática os seus processos de construção.

Ainda assim, a primeira ocasião de golo pertenceu aos donos da casa quando Desailly subiu pela ala direita e cruzou largo para Bahia na extrema esquerda. O cruzamento bem medido para a cabeça de Matheus permitiu levar a bola muito perto da baliza do guarda redes iraniano Taha Zareei. Jogava-se o quarto minuto.

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Dois minutos depois o capitão da equipa do Oeste engrenou uma velocidade alta e foi até à linha de fundo pela ala esquerda cruzar para a cabeçada de Miguel Velosa que o guarda redes Daniel Azevedo parou com segurança.

Marinhense surgiu a pressionar muito alto.

O Sertanense, com dificuldade de progressão, tentou usar a meia distância através do remate do capitão Pisco que Taha agarrou. Aos onze minutos, com o jogo repartido pelos dois meios campo e com as equipas posicionadas a toda a largura do terreno, uma reposição lateral permitiu o remate de Rui Jorge que levou o esférico a atingir um colega.

A bola cruzou toda a área sem que surgisse ninguém para a emenda, perdendo-se para lá das quatro linhas. A pressão alta do Marinhense empurrou o Sertanense para junto da sua área e o minuto treze poderia ser fatídico para a equipa da casa. O remate colocado do nigeriano Iduitua David só não deu golo porque Daniel Azevedo executou uma defesa de elevada qualidade, mantendo a inviolabilidade da sua baliza.

Nigeriano Iduitua David foi referência atacante dos visitantes.

No minuto seguinte Rúben Coelho foi até à linha de fundo pelo lado esquerdo e assinou um traiçoeiro centro remate que não enganou o guarda redes da Sertã. Agarrou e lançou imediatamente o contra golpe que a defensiva visitante, atenta, resolveu com facilidade.

Aos 19 minutos, um pontapé do quarto de círculo permitiu a Luís Martins, sempre bem posicionado, o remate numa segunda vaga. A defensiva visitante afastou.

À meia hora de jogo Desailly subiu pela ala direita, entrou na área e rematou contra o guarda redes. No calor da luta Muacir fez falta ofensiva sobre Iduitua David num duelo africano de jogadores possantes.

Jogadores africanos muito fortes fisicamente.

A equipa de Natan Costa conseguiu sacudir a pressão e começou ela a ter protagonismo no jogo. Aos 32 minutos uma boa combinação atacante do Sertanense só não resultou porque Miguel Vinagre se arrojou ao solo e cortou “in extremis” para canto.

Minutos depois uma reposição lateral permitiu a Ibouka “pentear” preparando o remate forte de Pisco. A defensiva cortou para canto. Na sequência do canto Luís Martins voltou a estar no sítio certo e encheu o pé fazendo um golo de belo efeito para a equipa da casa.

Luís Martins, com o seu golo, resolveu o jogo.

A partir dos 36 minutos o Sertanense passava para a frente no marcador. O Marinhense acusou o golo e o jogo passou por largos minutos de duelos a meio campo, longe das balizas.

Em cima do tempo regulamentar Iduitua David subiu pelo flanco direito e obrigou Bahia a corte oportuno para canto. Do pontapé de canto nada resultou e o árbitro Flávio Jesus apitou para o descanso.

Aceitava-se o resultado ao intervalo, sendo que um empate talvez se ajustasse melhor ao desempenho de ambas as equipas. Tudo em aberto para o segundo tempo.

Jogo equilibrado com tendência para a equipa da Sertã.

Se acertos havia a fazer ao intervalo não foi com substituições que se materializaram. As equipas regressaram do descanso sem alterações nas respetivas linhas. E se Rui Sacramento tinha de engendrar maneira de inverter um resultado que não lhe interessava Natan Costa estava cómodo no jogo.

Equipa de Natan Costa cómoda na partida.

No recomeço viu-se um Sertanense expectante, aguardando as iniciativas do Marinhense e espreitando o contra golpe. Logo no minuto inicial os visitantes, por Miguel Velosa, introduziram o esférico na baliza à guarda de Daniel Azevedo mas não contou. O guarda redes embateu no seu colega de equipa, Marco Fernandes, ficando ambos caídos no relvado. O árbitro entendeu por ação faltosa do avançado marinhense e anulou o lance.

Aos 51 minutos o último reduto da equipa da casa aliviou de forma deficiente e Christian aproveitou para encher o pé. A bola não encontrou o alvo. Dois minutos depois o Marinhense dispôs da melhor oportunidade para marcar quando Leo Dias acertou, com estrondo, no poste da baliza da equipa beirã. Numa segunda vaga Iduitua David rematou contra a barreira defensiva dos sertaginenses.

Visitantes bem tentaram inverter a expressão do marcador.

Aos 57 minutos, numa rápida transição, Bahia cruzou, tentando assistir Matheus Barbosa, mas o esférico foi afastado pelos defensores da equipa marinhense.

As equipas apostavam no contra ataque, tentando surpreender e as faltas duras iam sendo punidas com a amostragem de cartões amarelos. Primeiro Iduitua David, ao parar duramente uma iniciativa adversária e depois o capitão Pisco, pelo mesmo motivo, foi também admoestado.

Entradas duras com direito a “amarelos”.

Aos 65 minutos Pisco arriscou e derrubou o recém entrado Willian Costa à entrada da área.
O livre, perto do bico esquerdo da grande área revelava-se perigoso. A defesa, num primeiro momento, afastou mas numa segunda vaga tentou surpreender de cabeça de muito longe não criando dificuldades a Daniel Azevedo que segurou.

No minuto seguinte Muacir assumiu o remate e só não foi feliz porque Taha Zareei, com uma vistosa defesa, não o permitiu. O minuto 67 foi de má memória para Litos. Uma falta por detrás sobre Desailly que se esgueirava levou o árbitro da partida a mostrar o cartão vermelho, deixando o Marinhense em inferioridade numérica.

Litos excluído aos 67 minutos.

Dificuldades acrescidas para o Marinhense que quase desapareceu do jogo. Os donos da casa tinham boas perspetivas de aumentar o “score” mas pouco arriscaram. Jogando de forma pragmática iam conservando o esférico mas Rafa Pinto ainda tentou a meia distância aos 77 minutos mas longe da baliza de Taha.

Num jogo que já se arrastava, com os sertaginenses a suspirarem pelo final, Bahia foi carregado por Rui Jorge de forma a merecer a amostragem do amarelo. Na conversão do livre Marco Fernandes enjeitou uma soberana oportunidade de aumentar a vantagem. Na cara de Taha falhou a emenda quando já se gritava golo…

Guarda redes iraniano Taha com muito trabalho.

Com o jogo a caminhar para o final o Marinhense beneficiou dum livre ao meio campo e a bola bombeada para a área deixou o guarda redes Daniel Azevedo tocado. Para ser assistido colocou a bola pela lateral. Na reposição, quando se esperaria a devolução do esférico ao guarda redes os visitantes saíram a jogar, gerando um enorme coro de protestos. Foi a única nota digna de reparo num jogo marcado pelo enorme “fair play”.

Já com a placa dos cinco minutos de compensação elevada o jogo prosseguiu sem motivos de interesse. Já no último destes cinco minutos Desailly conseguiu ir pela ala direita até à área contrária. Taha defendeu e o árbitro selou com o derradeiro apito a quarta vitória consecutiva da equipa da Sertã.

Jogo disputado entre duas boas equipas.

Vitória justa num jogo equilibrado, vencido num detalhe. O Marinhense mostrou ter equipa para chegar aos “play off” e os sertaginenses, a fazer um fabuloso campeonato, solidificaram o primeiro lugar da tabela classificativa numa jornada em só se disputou este jogo na série D.

Quanto à arbitragem estamos em crer que ninguém se apercebeu da presença do trio de Aveiro. Este é o maior elogio que se pode fazer a uma equipa de arbitragem. Excelente.

Excelente arbitragem.

Ficha do Jogo:

SERTANENSE FUTEBOL CLUBE:
Daniel Azevedo, Desailly, Marco Fernandes, Luís Martins, Kevin Ibouka, Matheus Barbosa (Pedro Leão), Jamerson Bahia, Mauro Santos, Rafa Pinto (Bernardo Fortunato), Vitor Pisco ( David Branco) e Muacir.
Suplentes não utilizados: Pedro Simões, Diogo Pimenta, Daniel Idarraga e Harold Mera.
Treinador: Natan Costa.

Sertanense Futebol Clube.

ATLÉTICO CLUBE MARINHENSE:
Taha Zareei, Miguel Vinagre, Leo Dias, Litos, André Cosme, Rui Jorge, Christian (Jude Burst), Jean Sinisterra, Miguel Velosa (Leo Almeida), Rúben Coelho (Lucas Ornellas) e Iduitua David (Willian Costa).
Suplentes não utilizados: Gonçalo Fabião, David Lopes e Edson.
Treinador: Rui Sacramento.

Atlético Clube Marinhense.

GOLO:
Luís Martins (Sertanense).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Flávio Jesus, Miguel Martins e Renato Monteiro (AF Aveiro).

Equipa de Arbitragem: Flávio Jesus, Miguel Martins e Renato Monteiro com os capitães.

No final, como é habitual, fomos ouvir os técnicos no “flash interview”:

NATAN COSTA (Sertanense)

Natan Costa-Treinador do Sertanense. Foto: Arquivo mediotejo.net

RUI SACRAMENTO (Marinhense)

Rui Sacramento, treinador do Marinhense.

*Com David Belém Pereira (multimédia).

 

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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