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Futebol | Sertanense perde com Condeixa e entra na batalha da manutenção

SERTANENSE FUTEBOL CLUBE 0 – CLUBE DE CONDEIXA ASSOCIAÇÃO CULTURAL E DESPORTIVA 1
Campeonato de Portugal – Série E – 11ªjornada (em atraso)
Campo de Jogos Dr.Marques dos Santos na Sertã
28-03-2021

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Quando, a 10 de janeiro último, se disputou a 11ª jornada do Campeonato de Portugal, o plantel do Sertanense estava a braços com o pior adversário da época. Uma grande parte do plantel testara positivo, com alguns jogadores a apresentarem sintomatologia compatível com o Covid 19, e encontrava-se em isolamento, não tendo condições para cumprir o calendário competitivo.

Campo de Jogos Dr. Marques dos Santos.

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A data que se acertou entre as partes foi a tarde de domingo, 28 de março, onde um relvado em boas condições e um dia bonito de primavera aguardava as equipas.

Bom jogo na Sertã em acerto de calendário.

Olhando para a tabela classificativa rapidamente se percebia da importância do desafio para os objetivos de cada uma das equipas. O Condeixa a espreitar uma vaga nos cinco que irão disputar o acesso à III Liga e a equipa de Natan Costa em posição difícil na tabela, uma vez que ainda não tem a permanência garantida.

No outro jogo em atraso e realizado à mesma hora o Carapinheirense recebia o Sernache, lá para os lados da Cidade dos Estudantes. Um jogo de “aflitos”… do qual o Sertanense poderia beneficiar, caso pontuasse perante o Condeixa. Perdeu e tem apenas um ponto acima da linha de água, quando faltam dois jogos para disputar. Um com o Sernache outro…novamente com o Condeixa, no campo deste.

Ansiedade e inoperância atacante “roubou” pontos ao Sertanense.

Ciente da necessidade de pontos e com uma enorme atitude competitiva, o onze do Sertanense, escalonado por Natan Costa, entrou ao ataque, com vontade de se superiorizar cedo na partida.

Logo aos três minutos deixava o aviso. Num livre batido por João Silva para dentro da área, devolvido pelos defensores, Doukouré rematou ao lado.

No minuto seguinte, Buby Katty entrou em dribles na área dos conimbricenses e rematou fraco para defesa fácil de Vitor Nogueira. O guarda redes foi novamente posto à prova logo a seguir a remate da meia distância de Hamed Doukouré.

Sertanense impôs o seu futebol desde o apito inicial.

Contra a corrente do jogo, com os sertaginenses instalados no meio campo dos visitantes, o Condeixa, numa rápida transição, surpreendeu a defensiva da casa. O cruzamento bem medido de Miguel Oliveira para a cabeça de Gonçalo Chaves, ao primeiro poste, permitiu um toque subtil que levou o esférico a entrar ao poste mais distante, nas costas de Leo Turossi, batendo toda a defensiva sem apelo. Bom golo…

A partir do sexto minuto a equipa de Rui Amorim, cinicamente, na única ocasião que dispôs, passou para a frente do marcador.

Gonçalp Chaves, autor dum bonito golo de cabeça.

Inconformados, os homens da Sertã mantiveram a toada atacante e mantiveram a ideia que traziam para o jogo e que permitiu-lhes estar por cima do jogo, exceto no resultado.

Logo no oitavo minuto, um remate de longe de Vitor Pisco quase tirava tinta do poste da baliza de Vitor Nogueira e repunha o empate. Passou perto…

Foi necessário esperar algum tempo para voltar a ver o Sertanense perto do golo. Os visitantes, a ganhar, rodeavam-se de cautelas defensivas, abdicando de atacar, dificultando a progressão aos beirões. Aos 18 minutos um livre em boa posição levou o esférico, rematado por Vitor Pisco, a sobrevoar a baliza adversária.

Sertanense em assédio constante à baliza de Vitor Nogueira.

A equipa da casa não “tirava o pé do acelerador” e o guarda redes era um mero espetador. Jogava-se no meio campo dos visitantes com o esférico a passar para o outro meio campo muito raramente.

Aos 20 minutos Iago chegou tarde a cruzamento bem tirado por Miguel Pinéu. Entrou-se em nova fase de acalmia e só à meia hora um livre batido para o coração da área dos visitante criou dificuldades, resultando num canto.

O capitão Miguel Pinéu fazia toda a ala direita e dos seus pés saíram perigosos cruzamentos para as referências atacantes que iam desperdiçando o ensejo de empatar a partida, Aos 32 minutos foi o defesa Luís Martins a cabecear por cima com muito perigo.

Luís Martins subiu muitas vezes em apoio ofensivo.

As bolas paradas continuavam a ser uma boa opção para tentar desfeitear o guarda redes Vitor Nogueira. Aos 34 minutos, um livre do lado esquerdo permitiu o remate de Iago para defesa atenta do guarda redes, para canto.

Três minutos depois o Condeixa fez “prova de vida” e disse que também estava no jogo.
Num canto, o experiente central Tony Correia cabeceou por cima da baliza de Leo Turossi.

Aos 42 minutos, já com o descanso no pensamento, na cobrança dum canto, o enorme Ibouka foi ao “primeiro andar” cabecear para golo. Foi anulado por falta sobre o guarda redes dos visitantes.

Kevin Ibouka salta mais alto.

Como não contou, a vantagem do Condeixa manteve-se quando as equipas regressaram aos balneários para um merecido descanso. O resultado ao intervalo não traduzia, de modo algum, o que se passou no relvado. O guarda redes da equipa da Sertã não teve oportunidade nos primeiros 45 minutos de tocar na “redondinha”.

O Sertanense não aproveitou as oportunidades enquanto os visitantes conseguiram um bonito golo na única chance que dispôs, revelando uma tremenda eficácia. No aproveitar é que está o ganho…

Só deu Sertanense no primeiro tempo.

As equipas regressaram ao relvado com o mesmo “desenho” com que terminaram o primeiro tempo e a tendência manteve-se apesar dum bom recomeço do Condeixa.

Passados os primeiros minutos voltou a ver-se o Sertanense mais ofensivo com os visitantes a privilegiarem a defesa, espreitando uma ocasião para ” matar o jogo” num contra golpe.

Aos 50 minutos, após uma perdida de Bruno Eduardo, pediu-se mão na área do Condeixa.
Os pífios protestos não tiveram eco no árbitro que, bem, mandou jogar.

Bom recomeço para o Condeixa.

Cinco minutos depois Bruno Eduardo voltou a enjeitar soberana ocasião. Entrou na área com a bola controlada e rematou forte para defesa de qualidade de Vitor Nogueira.

Com uma hora de jogo o Sertanense beneficiou dum livre no meio campo, descaído pelo lado esquerdo. Luís Martins foi à área contrária cabecear com perigo mas defensável para o guarda redes. No minuto seguinte um lance a papel químico “morreu” nas luvas do “keeper” conimbricense.

Muito trabalho para a defensiva visitante.

Com menos oportunidades que no primeiro tempo, com o Condeixa a dividir a posse de bola por períodos, a equipa da casa, ainda assim, ia criando algumas, desaproveitadas.

Aos 64 minutos o Condeixa sacudiu a pressão e Rui Rodrigues testou a meia distância sem sucesso. O remate falhou o alvo e a bola saiu pela linha de fundo.

Pouco depois, aos 66 minutos, Vitor Nogueira, apertado pelos atacantes da equipa da casa, optou por socar para a zona onde estava Pinéu que encheu o pé. O esférico ganhou altura e perdeu-se para lá da linha.

Miguel Pinéu, inconformado, foi uma das melhores unidades em campo.

O capitão Miguel Pinéu era dos mais inconformados na equipa da casa. Aos 70 minutos acorreu a um cruzamento muito largo e ia sendo feliz. Chegou um tudo nada atrasado permitindo que a defensiva visitante resolvesse o lance.

Com os índices físicos a baixarem e os visitantes a ficarem cada vez mais confortáveis no jogo, a intensidade baixou e o esférico começou a ser coisa rara junto das balizas. A exceção surgiu num remate de Hugo Meira, recém-entrado, a tentar fazer a diferença mas sem encontrar o alvo.

Jogadores não regatearam esforços.

Já para lá do tempo regulamentar, no primeiro dos cinco minutos dados pelo juiz da partida, a título de compensação, Ataíde rematou de longe e o esférico, na viagem, encontrou um defesa sertanense que cedeu canto.

Foi o último lance digno de registo e pouco depois Sérgio Guelho deu o jogo por terminado.

Vitória feliz do Condeixa contra um Sertanense que tudo fez para ter a sorte do jogo mas a inoperância atacante não lho permitiu. Fez o suficiente para levar de vencida um jogo onde até o empate saberia a pouco. Boa arbitragem.

Bom arbitragem de Sérgio Guelho e auxiliares.

Com os vizinhos do Vitória de Sernache a jogar, e perder o seu jogo em atraso no Carapinheirense, ambas as equipas do concelho da Sertã ficaram em “maus lençóis” no que à manutenção diz respeito. Encontram-se no próximo sábado na Sertã num jogo fratricida de “mata-mata”. A derrota pode significar meio “passaporte” para os Distritais. Grande derby da Sertã em perspectiva.

Bom derbi concelhio em perspectiva para sábado na Sertã.

Ficha do jogo:

SERTANENSE FUTEBOL CLUBE:
Leo Turossi, Miguel Pinéu, Luís Martins (Tiago), Kevin Ibouka, Sunday, Vitor Pisco (Landry), Doukouré (Meira), Iago (Nicolas), Bruno Eduardo, João Silva e Buby Katty (Cyrille).
Suplentes não utilizados: Lucas Bento e César Rafael.
Treinador: Natan Costa.

Sertanense Futebol Clube.

CLUBE DE CONDEIXA ASSOCIAÇÃO CULTURAL E DESPORTIVA:
Vitor Nogueira, Tiago Crachat, Mateus Lima, Bruno Beato, Ataíde Júnior, Rui Rodrigues, Tony (Diogo Mancilla), Miguel Oliveira, Léo, Gonçalo Chaves (Yago) e Tiago Veiga (Marco Meireles).
Suplentes não utilizados: Miguel Carvalho, Miguel Melo, Bernardo Lourenço e Chukwuka.
Treinador: Rui Amorim.

Clube Condeixa Associação Cultural e Desportiva.

GOLO:
Gonçalo Chaves (Condeixa).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Sérgio Guelho, , Élio Nascimento e Pedro Nunes (AF Guarda).

Equipa de Arbitragem: Sérgio Guelho, , Élio Nascimento e Pedro Nunes com os capitães.

No final fomos ouvir os técnicos de ambas as equipas

NATAN COSTA (Sertanense)

Natan Costa-Treinador do Sertanense. Foto: Arquivo mediotejo.net

RUI AMORIM (Condeixa):

Rui Amorim, treinador do Condeixa. Foto: Arquivo mediotejo.net

*Com David Belém Pereira (multimédia).

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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