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Sábado, Outubro 23, 2021

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Futebol | Sertanense empatou com Oleiros num jogo de guerreiros em relvado encharcado (C/FOTOS e ÁUDIO)

SERTANENSE FUTEBOL CLUBE 1 – ASSOCIAÇÃO RECREATIVA E CULTURAL DE OLEIROS 1
Campeonato de Portugal – Série E – 17ª jornada
Campo de Jogos Dr. Marques dos Santos na Sertã
20-02-2021

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A chuva que caiu teimosamente na Sertã desde madrugada deixou o relvado do Campo de Jogos Dr. Marques dos Santos completamente encharcado. Praticável mas com zonas alagadas onde a bola dificilmente rolava. Com os céus sem darem tréguas o piso foi-se deteriorando com desenrolar do encontro mas manteve a praticabilidade.

Campo de Jogos Dr.Marques dos Santos.

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No retângulo de jogo duas equipas com valor a atravessarem um período convalescente após terem apresentado casos de covid-19 nos respetivos plantéis. Ambas com valores individuais à procura dos melhores índices físicos e até mentais.

Jogadores deram tudo num campo muito difícil.

Os visitantes, a fazerem uma boa época, instalaram-se nos cinco primeiros da tabela e o Sertanense vai procurando pontuar para sair da zona de despromoção. Num derbi todos os resultados são expectáveis e aqui o favoritismo tinha de ser repartido.

O único senão da equipa de Natan Costa seria o acumular de jogos aliado a um campo pesado. Natan, prevendo a queda física da sua equipa no segundo tempo, queria resolver o assunto o mais cedo possível para o conjunto da casa.

Equipa de Natan, temendo a quebra física, quiseram resolver cedo.

Cedo se percebeu que o esférico tanto prendia em alguns locais como ganhava velocidade noutros. O primeiro momento de perigo, aos cinco minutos, resulta duma bola presa que Muacir ganhou e depois deixou escapar para a saída do guarda redes Pedro Palha.

Do choque, fortuito, entre os dois, resultou lesão do guarda redes oleirense que continuou em campo mas acabou por ter de ser substituído no intervalo.

Choque de Palha com Muacir deixou o guarda redes incapacitado.

Aos oito minutos, após uma reposição lateral, Matheus rematou forte contra um defensor e ganhou um pontapé de canto. A bola passou muito perto do poste da baliza à guarda de Palha.

Poucos minutos depois Matheus volta a protagonizar novo lance de perigo. Após rápida transição dos sertaginenses pelo lado esquerdo o remate do jogador brasileiro voltou a ser intercetado pela defensiva oleirense para novo canto.

Na rápida resposta o Oleiros chegou velozmente à área da equipa da casa. Valeu, na circunstância, o facto da bola ter prendido na água e permitido que Iago “limpasse” o lance.

Oleiros adotou estratégia de maior contenção no primeiro tempo.

Apesar da equipa da Sertã ter maior posse de bola e pertencer-lhe as melhores iniciativas de ataque, o jogo desenrolou-se a meio campo com muitas perdas de bola num futebol mais físico que técnico. Os guarda redes iam-se mantendo expectantes com o esférico a ser disputado longe das balizas.

Aos 22 minutos, uma bola metida nas costas da defesa do Oleiros criou alguma ansiedade quando o guarda redes Palha se desentendeu com um dos defesas ficando o esférico à mercê de Muacir. Este escorregou e o lance acabou aí.

Cinco minutos depois o Oleiros reagiu mas a cabeçada de Brian saiu longe do alvo.

Lances de perigo foram escassos.

Foi já para lá da meia hora que um cruzamento de Luís Martins, carregadinho de “veneno”, levou a bola a rondar a baliza de Pedro Palha com muito perigo.

Na resposta, aos 35 minutos, o remate de Ricardo Almeida encontrou um defesa da equipa da casa no caminho. Pediu-se grande penalidade mas o juíz escalabitano Rui Soares, bem posicionado, optou por assinalar pontapé de canto.

Com tão pouca ocasião de golo e a pouca eficácia o nulo mantinha-se já com o descanso a chegar. Aos 39 minutos Muacir chegou um tudo nada atrasado a solicitação na área oleirense.

Muacir chegou um tudo nada atrasado.

Em cima do tempo regulamentar, após uma reposição lateral para o Oleiros, um cruzamento bem tirado obrigou Doukouré a ceder canto.

No último lance do primeiro tempo Iago encheu o pé, numa bola que sobrou à entrada da área, mas ganhou altura e saiu pela linha de fundo.

Pouco depois o apito de Rui Soares fez-se soar pela última vez antes do intervalo.
Resultado que se aceitava bem e deixava tudo em aberto para o segundo tempo.

Resultado aceitável ao intervalo.

Fábio Pereira, que já havia substituído Fábio Lopes no primeiro tempo, voltou a mexer no xadrez da sua equipa. Deixou o lesionado Palha no balneário e fez entrar Caio para a baliza Oleirense. Alef rendeu Ryan Hiba.

Mas foi o Sertanense a fazer em segundos o que não logrou fazer em 45 minutos…
Com 47 segundos de jogo, na transformação dum canto, Doukouré foi à área oleirense cabecear para a trave tendo o esférico ultrapassado a linha fatal. Matheus foi lá confirmar mas o golo foi atribuído a Doukouré.

Doukouré (14) cabeceou para golo aos 47 segundos do complemento.

A resposta oleirense foi imediata e na reposição criaram uma enorme confusão na área dos sertaginenses com o esférico a embater em vários jogadores após sucessivos remates. Leo Turossi agarrou e “matou” a iniciativa. Mas estava dado o aviso…

Aos 54 minutos o Oleiros ganhou um livre a meio campo, descaído pela esquerda, e o francês Brian respondeu com forte cabeçada, fora do alcance de Turossi, restabelecendo a igualdade no marcador.

Brian (9) repôs a igualdade com cabeçada vitoriosa.

Com os donos da casa a começar a acusar desgaste, o Oleiros começou paulatinamente a tomar conta do jogo. Começou a ter maior posse de bola, com maior pendor atacante. A defensiva sertaginense, muito unida e com valentia ia resolvendo, espreitando uma oportunidade de lançar o contra golpe.

Aos 65 minutos, após uma reposição lateral, Luís Martins rematou contra um defesa, ganhando um canto. Aos 69 minutos os visitantes voltaram a estar perto do golo. Duas cabeçadas consecutivas levaram muito perigo à baliza de Leo Turossi. Uma falta atacante gorou a iniciativa oleirense.

Houve “mais” Oleiros no segundo tempo.

As bolas paradas revelavam-se boas soluções para criar situações de golo. Aos 71 minutos, na cobrança dum livre, o remate de João Silva foi intercetado pela defensiva tendo sobrado para o remate de Cyrille, recém-entrado em campo. O guarda redes Caio “amarrou”…

Cyrille, como vem sendo hábito, acelera o jogo do Sertanense quando salta do banco. Este jogo não foi exceção.

Aos 73 minutos, o jogador do Burquina Faso rematou na passada contra um defesa e ganhou um canto. Na conversão Miguel Pinéu, de muito longe, encheu o pé mas a bola ganhou altura e sobrevoou a baliza de Caio.

Cyrille veio agitar o ataque sertaginense.

Aos 77 minutos Cyrille preparava-se para entrar na área em velocidade e foi travado em falta. Criou-se um “sururu” que o árbitro rapidamente serenou. Resultou num amarelo para Marcelo Dias. Já não se jogava à bola e a cabeça pouco ajudava o corpo exausto.

Novo “sururu” a meio campo levou Rui Soares a uma decisão salomónica: um cartão amarelo para cada equipa. Já perto do final, aos 87 minutos, O Oleiros podia ter sido feliz…

Um cruzamento para a área resultou num desentendimento entre Leo Turossi e Pinéu, sobrando para Brian que se intrometeu. Valeu a frieza de Miguel Pinéu que tirou para canto.

Falta sobre Cyrille gerou “sururu”.

Foi o canto do cisne…

Até ao final, Rui Soares concedeu quatro minutos a título de compensação, mas não houve mais tempo para futebol. Os jogadores de ambas as equipas deixaram tudo em campo, sendo a repartição de pontos um fraco consolo para tanta entrega. O “general” inverno fez das suas e deixou o relvado quase impraticável.

Não foi um jogo bonito, nem podia ser, mas foi bem disputado. Correta a divisão de pontos.
Boa arbitragem do trio que viajou do Ribatejo, chefiado por Rui Soares.

Boa arbitragem de Rui Soares e auxiliares.

Ficha do jogo:

SERTANENSE FUTEBOL CLUBE:
Leo Turossi, Miguel Pinéu, Luís Martins, Hugo Meira, Sunday, Vitor Rocha (Tiago Santos), Doukouré (Bruno Torres), Iago (Cyrille), Muacir, João Silva e Matheus (Bruno Eduardo).
Suplentes não utilizados: Lucas Bento, César Rafael e Kvin Ibouka.
Treinador: Natan Costa.

Sertanense Futebol Clube.

ASSOCIAÇÃO RECREATIVA E CULTURAL DE OLEIROS:
Pedro Palha (Caio), Marcelo Dias, Iago Reis, Marco Fernandes, Tounkara, Elisson dos Santos (Rafa Gonzalez), Fábio Lopes (Duvan Guerra), Vasco Gadelho, Brian (Rúben Filipe), Ricardo Almeida e Rayan Hiba (Alef).
Suplentes não utilizados: Ricardo Mango e Pedro Graça.
Treinador: Fábio Pereira.

Associação Recreativa e Cultural de Oleiros.

GOLOS:
Doukouré (Sertanense) e Brian (Oleiros)

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Rui Soares, Pedro Gorjão e Rui Mendes (AF Santarém).

Equipa de Arbitragem: Rui Soares, Pedro Gorjão e Rui Mendes com os capitães de equipa.

DISCIPLINA
Cartão amarelo: Bruno Eduardo (Sertanense); Tounkara, Elisson dos Santos, Marcelo Dias e Brian (Oleiros).

No final fomos ouvir os treinadores de ambas as equipas:
NATAN COSTA (Treinador do Sertanense)

Natan Costa-Treinador do Sertanense. Foto: Arquivo mediotejo.net

 

FÁBIO PEREIRA (Treinador do Oleiros)

Fábio Pereira, treinador do Oleiros. Foto: Arquivo mediotejo.net

*Com David Belém Pereira (multimédia).

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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