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Sábado, Outubro 23, 2021

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Futebol | Sertanense, a jogar cinquenta minutos com dez, empatou com Carapinheirense

SERTANENSE FUTEBOL CLUBE 1 – GRUPO DESPORTIVO CARAPINHEIRENSE 1
Campeonato de Portugal – Série E – 15ªjornada
Campo de Jogos Dr. Marques dos Santos na Sertã.
07-02-2021

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Quase dois meses depois, o Sertanense voltou a jogar no Campo de Jogos Dr. Marques dos Santos, na Sertã.

Depois dum longo período de confinamento sanitário devido à presença da covid-19 em praticamente todo o plantel, a equipa de Natan Costa saiu a meio da semana do isolamento para se deslocar a Leiria onde jogou com o líder e perdeu pela margem mínima. Quase dois meses depois, aconteceu o desejado regresso a casa para defrontar uma equipa tranquila na tabela classificativa.

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Campo de Jogos Dr. Marques dos Santos na Sertã.

A equipa do Sertanense recebeu este domingo o Carapinheirense, equipa do concelho de Montemor-o-Velho, Coimbra, que tem tido neste campeonato uma prestação mediana, ocupando o meio da tabela.

O Sertanense, com vários jogos em atraso, tinha aqui um bom ensejo para fugir aos lugares que ninguém quer, os últimos, os da despromoção.

Na Sertã encontraram-se duas equipas em fuga aos lugares de despromoção.

A equipa de Nuno Raquete entrou melhor no jogo, desinibida, a explorar alguma apatia dos sertaginenses, e após várias tentativas de chegar à área de Leo Turossi, aos seis minutos, André ensaiou o remate de fora da área que embateu num defensor e chegou “morta” ao guarda redes da casa.

O aviso estava dado e volvidos dois minutos Tirso imitou o seu colega. Rematou forte e colocado, de longe, descaído pelo lado esquerdo do seu ataque, e a bola só parou no fundo das redes da equipa da Sertã. Grande golo do jovem Tirso, defesa formado no Sport Lisboa e Benfica.

Lateral Tirso fez o primeiro golo da partida.

Trabalhos redobrados para a equipa da casa que ainda procurava encontrar o seu ritmo e modelo de jogo. Rapidamente se recompôs e o jogo ganhou contornos de equilíbrio, de parada e resposta, com a equipa de Natan Costa a explorar a velocidade dos alas para cruzamentos para a área, alternando com bolas longas para as costas da defesa, onde a envergadura de Muacir era ameaça.

Aos dez minuto, o capitão Miguel Pinéu percorreu toda a ala direita e da linha de fundo arrancou um perigoso centro remate que obrigou o guarda redes Dhiego a arrojar-se ao solo para agarrar o esférico.

Sertanense explorou bem as alas.

Na resposta, Michael executou uma série de dribles, deixando os adversários pregados no terreno. Após entrar na área caiu no relvado, após intervenção dum defensor. Pediu-se grande penalidade mas o árbitro ajuizou bem. O corte foi legal.

Aos 16 minutos um cruzamento de Pinéu encontrou Muacir em boa posição na área. A cabeçada saiu por cima.

Muacir voltou a estar em foco aos 20 minutos. Entrou na área e perante a entrada dum defensor estatelou-se, tentando “cavar” uma penalidade. O árbitro voltou a ajuizar bem e admoestou Muacir com o cartão amarelo.

Sertanense e Carapinheirense empataram 1-1. Foto: mediotejo.net

Aos 23 minutos um livre a meio do meio campo da equipa coimbrã proporcionou aos da casa ensaiar um lance de bola parada. A bola, batida com boa conta, permitiu ao central formado no Sporting, Hugo Meira, cabecear muito perto do alvo. A dupla Pinéu-Muacir continuava a funcionar…

Um cruzamento do ala direito voltou a proporcionar ao ponta de lança nova cabeçada para fora mas a “tirar tinta” do poste. À passagem da meia hora uma falta descortinada pelo árbitro a meio campo valeu a cartolina amarela a Doukouré, o que viria a ser determinante no desenrolar da partida.

Cruzamentos para a área foram uma constante.

Aos 33 minutos, uma rápida transição dos “azuis e brancos” permitiu um bom cruzamento da ala esquerda para André cabecear da marca de penalti contra as pernas dum defesa. A bola perdeu velocidade e acabou nas luvas de Leo Turossi.

No minuto seguinte o guarda redes visitante, Dhiego, demasiado confiante, quis sair a jogar com os pés mas perante forte pressão rematou contra Bruno Eduardo saindo a bola muito perto do poste, dando a sensação de golo.

Bruno Eduardo quase marcava de forma involuntária.

Aos 40 minutos Iago sofreu falta perto do meio campo e mais tarde, já no meio campo defensivo da Sertã, Doukouré tentou roubar a bola, usando os braços para ganhar posição, jogando na bola. Viu ser-lhe assinalada falta.

Naquele que foi um erro grave do árbitro da partida, e perante a estupefação geral, exibiu o cartão amarelo pela segunda vez a Doukouré, excluindo-o da partida. Má decisão de Gonçalo Carreira…

Estupefação dos sertaginenses na expulsão de Doukouré.

Com os nervos à flor da pele a equipa da Sertã sentia-se injustiçada e preparava-se para uns longos 50 minutos a jogar em inferioridade numérica. A perder e com menos um jogador a tarefa de virar o resultado parecia uma tarefa ciclópica.

Com o tempo a esgotar-se no primeiro tempo o Sertanense ganhou um pontapé de canto e Bruno Eduardo, após uma primeira cabeçada defendida, à segunda marcou mesmo e repôs a igualdade no marcador.

Já em tempo de desconto, em novo canto, Sunday cabeceou muito perto da baliza de Dhiego. Resultado aceitável ao intervalo após boa reação dos sertaginenses ao golo sofrido.

Cabeçada de Bruno Eduardo só parou no fundo das redes.

A segunda parte teve início sem que se vislumbrasse grandes alterações na disposição das equipas. O primeiro sinal de perigo foi dado pelo capitão dos visitantes, aos 53 minutos, ao rematar já na área para boa defesa de Leo Turossi.

O Carapinheirense entrou forte no segundo tempo, tentando explorar a vantagem numérica e o cansaço da equipa da casa a jogar num relvado em bom estado mas “pesado”. Aos 55 minutos, um canto deu a Piedade a possibilidade de cabecear e fê-lo muito perto do poste mas por fora.

Visitantes entraram fortes no segundo tempo.

Piedade voltou a estar em foco aos 62 minutos num forte remate de meia distância que passou muito perto da trave da baliza de Turossi, que controlou o esférico com o olhar.

Aos 67 minutos, com o jogo parado para assistir um atleta visitante, o marcador do primeiro golo, Tirso, trocou palavras pouco simpáticas com o treinador Natan Costa que retorquiu, sendo ambos admoestados com a exibição do cartão amarelo.
Entretanto ambos os treinadores iam refrescando as suas equipas.

Cyrille deu velocidade ao seu ataque.

Matheus Barbosa, acabado de entrar, cruzou para Cyrille que, na cara de Dhiego, tardou a reatar e a bola perdeu-se pela linha de fundo. Logo a seguir um cruzamento de Miguel Pinéu levava “veneno” e o guardião visitante teve de se aplicar para evitar males maiores.

Aos 73 minutos reclamou-se grande penalidade para o Sertanense mas o fiscal que acompanhava o ataque da equipa da casa já havia erguido a bandeirola, assinalando posição irregular.

Apesar da inferioridade numérica Sertã não desistiu da vitória.

Com um quarto de hora para jogar, na sequência dum livre, Luís Martins cabeceou forte e colocado, obrigando Dhiego à defesa da tarde para canto.

Aos 80 minutos Cyrille, que veio trazer velocidade e frescura ao ataque sertaginense, arrancou em dribles apesar das tentativas adversárias para o agarrarem. Não resultando, foi “ceifado” à entrada da área duma forma clara e grosseira. Só o árbitro não viu e o Sertanense pode queixar-se de novo erro grave da equipa liderada por Gonçalo Carreira.

Ainda com alguns minutos para jogar, a partida “acabou” neste lance. Já ninguém tinha discernimento nem força física para mais.

Cyrille foi rasteirado à entrada da área.

O empate não agradou a nenhuma das equipas. O Sertanense queixa-se da equipa de arbitragem em, pelo menos, dois lances cruciais. O Carapinheirense, pela boca do seu treinador, lamenta não ter tido o engenho para tirar partido da superioridade numérica.

Aceita-se o empate mas fica a ideia de que o Sertanense mantivesse toda a equipa até final talvez o resultado pendesse para o seu lado. Nunca saberemos…

Apesar do terreno pesado as equipas entregaram-se até as forças permitirem.

A equipa de arbitragem, chefiada por Gonçalo Carreira, esteve bem nos lances das grandes penalidades mas “borrou a pintura” na expulsão de Doukouré e na falta não assinalada sobre Cyrille que deixaria as equipas em igualdade numérica.

A grande necessidade de mostrar autoridade levou a exageros na amostragem de cartões.
Já vimos este jovem árbitro de Leiria fazer bem melhor…

Tarde para esquecer do jovem árbitro leiriense Gonçalo Carreira.

Ficha do Jogo:

SERTANENSE FUTEBOL CLUBE:
Leo Turossi, Miguel Pinéu, Luís Martins, Hugo Meira, Sunday Akoh, Vitor Rocha, Doukouré, Iago (Matheus Barbosa), Bruno Eduardo (Bruno Torres), Muacir (Cyrille) e João Silva.
Suplentes não utilizados: Lucas, César Rafael, Tiago Santos e Buby Katty.
Treinador: Natan Costa.

Sertanense Futebol Clube.

CLUBE DESPORTIVO CARAPINHEIRENSE:
Dhiego, Alexandre Lavrador, Tirso, Willian Nascimento, Tomás Piedade, Ricardo Tavares, Jaílson (Pelé), Michael, Tomás Santos (Giovani), André Martins (Carlos Lima) e Ruca (Ricardo Faria).
Suplentes não utilizados: Ventura, Diogo Fortunato e David Pires.
Treinador: Nuno Raquete.

Grupo Desportivo Carapinheirense.

GOLOS: Bruno Eduardo (Sertanense) e Tirso (Carapinheirense).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Gonçalo Carreira, David Domingos e Tomé Pires (AF Leiria).

Equipa de Arbitragem: Gonçalo Carreira, David Domingos e Tomé Pires com os capitães.

DISCIPLINA
Cartão amarelo: Doukouré, Muacir e Natan Costa (Sertanense); Tirso e André Martins (Carapinheirense)
Cartão vermelho por acumulação: Doukouré (Sertanense).

No final da partida fomos ouvir os técnicos de ambas as equipas:

NATAN COSTA (Treinador do Sertanense)

Natan Costa-Treinador do Sertanense.

NUNO RAQUETE (Treinador do Carapinheirense)

Nuno Raquete-Treinador do Carapinheirense.

*Com David Belém Pereira (multimédia).

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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