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Sexta-feira, Outubro 22, 2021

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Futebol/Sardoal | Nuno Tavares, um treinador que vê o sucesso na “humildade”, “espírito de sacrifício” e “entre-ajuda”

Quase a iniciar uma nova temporada, o treinador do Sardoal, Nuno Tavares, revela-nos um pouco do seu percurso enquanto jogador e treinador até aos dias de hoje, para além de nos dar uma pequena previsão sobre aquele que será o papel do GDR Sardoal no campeonato distrital da segunda divisão. No que diz respeito a jogos oficiais, a sua equipa entrará em campo no dia 30 de setembro, em sua casa, frente ao Riachense, para a Taça do Ribatejo. O campeonato terá início no dia 7 de outubro, numa deslocação a Tomar, para defrontar o Tomar “B”. É de referir que este sábado, dia 22 de setembro, pelas 16h,  Sardoal faz a apresentação do seu plantel frente ao Alcaravela. 

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B.I

Nome: Nuno Gabriel Batista Tavares

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Data de nascimento: 23/06/1977

Naturalidade: São João, Abrantes.

Percurso enquanto jogador: Lagartos Sardoal

Conquistas: Campeão série 2ª Divisão, 2 subidas à 1ª Divisão.

Percurso enquanto treinador: Lagartos Sardoal (Jovens), GDR Sardoal.

Conquistas: 2 subidas à 1ª Divisão e Campeão de série pela 1ª vez na história do clube.

Nuno Tavares conta-nos como foi o seu percurso como jogador e treinador.

Entrevista: 

mediotejo.net: Quando é que descobriu a sua paixão pelo futebol?

Nuno Tavares: A paixão pelo futebol descobre-se em tenra idade, é um desporto em que todas as pessoas, essencialmente os rapazes, se apaixonam e gostam de jogar. É um desporto colectivo, envolve alguma entre-ajuda, algum companheirismo.

Quais foram as razões para querer seguir uma carreira de treinador?

Vem também de muito cedo. Para além de ser treinador, de possuir a formação para tal, também sou professor de educação física, portanto, vem muito da área da formação.

Quais as principais diferenças entre ser treinador e jogador?

Muitas. Para já, a questão de ser jogador é importantíssima, porque eles é que são os protagonistas, mas um treinador para além de ser um líder nato, porque tem de ser, tem de ter um background de informação para dar aos jogadores, para que depois se possa desenvolver um trabalho com a mínima qualidade.

O que mudou em si desde que começou a ser treinador?

Em mim, especificamente, não determinou o meu traço de personalidade, porque eu tenho uma personalidade muito bem definida, muito vincada desde muito novo. Pode-se aprimorar em alguns aspectos, talvez a capacidade de tolerar e de aceitar o erro com muito mais normalidade.

Que mensagem procura transmitir aos jogadores para os manter sempre motivados?

Só o facto dos jogadores estarem aqui e estarem a jogar já é um factor de motivação. Aquilo que eu “exijo” é um espírito de grupo, de sacrifício, penso que será sempre por aí, porque muitas das vezes vai ser o carácter deles que os vai levar a resultados positivos. Mesmo quando não se joga tão bem, não tendo um desempenho tão bonito, consegue-se ganhar muitos jogos. Apelando ao espírito crítico, olhando individualmente, sabendo analisar as próprias prestações, nunca acusando um colega por um erro normal, porque acontece. O espírito de sacrifício e a entre-ajuda são os pilares para se construir uma boa equipa.

Nuno Tavares irá orientar a equipa “Os Lagartos” de Sardoal, no campeonato distrital da segunda divisão.

Como treinador, quais são as suas referências a nível nacional e internacional?

Para além de possuir dois níveis de treinador, tirei uma pós-graduação em treino desportivo de alto rendimento, com o actual técnico do Sporting Clube de Portugal, o Mestre José Peseiro, foi importante nessa altura, porque era uma referência. A nível internacional, o nosso José Mourinho, sem dúvida, mas existem muitos, Guardiola ou Klopp, pela sua excentricidade.

Visto que estamos a falar de futebol amador, quais são e como se ultrapassam todas as dificuldades para juntar o plantel durante a semana?

Entre-ajuda, espírito de sacrifício, humildade. “Os Lagartos” de Sardoal, estão a começar após um interregno de alguns anos no escalão sénior, não está a ser fácil e no nosso jogo frente à Ortiga isso foi patente. Uma equipa limitada em termos de número de jogadores, a direcção fez um trabalho extraordinário, mas a construção da equipa esbarrou em inúmeras dificuldades. Como por exemplo, quando falaram comigo para abordar este projecto, era para pegar na equipa de juniores, acrescentar jogadores do Sardoal que estavam no activo em clubes na redondeza, e tudo isso desmoronou-se quando os jogadores mais importantes da equipa de juniores saíram, quando os jogadores do Sardoal, que eram importantes para nós, nos viraram as costas. Uma mensagem de carácter para estes jogadores que estão aqui, é com eles que vamos para a luta, é com eles que eu conto e é com estes que jogo após jogo, terei a certeza que a camisola deles sairá suada e vão ter uma dignidade brutal como no jogo com a Ortiga. Tiveram um grande espírito de sacrifício, com um calor enorme, 13 jogadores de campo e 2 guarda-redes, mas acho que, apesar do resultado ser um bocado volumoso, nós dignificamos grandemente “Os Lagartos”. Estamos no início de um processo, os jogadores estão a jogar pela primeira vez juntos e, como eu lhes tenho dito, o caminho faz-se caminhando, neste jogo foi mais um passo, nos próximos treinos vamos dar mais passos, até que iremos chegar a bom porto. Esperando imensas dificuldades, não tenho nada a apontar a estes jogadores, um grupo fantástico, que não vira a cara à luta.

Quais são os objectivos do clube?

A direcção quando falou comigo foi muito clara e disse que o objectivo passa por fazer mais pontos na segunda volta do que na primeira, mas obviamente que eu não quero isso. Temos de ser muito claros, é jogo-a-jogo, tentar fazer uma boa prestação e procurar crescer enquanto equipa, nessa sequência de jogos. Sabemos que este ano não podemos ambicionar muito mais do que isso mesmo, mas veremos no final. Perante o carácter dos jogadores que tenho, a dignidade deles, estou optimista. Sei que vamos passar por imensas dificuldades, talvez perca mais vezes do que ganhe, mas de certeza que, quando sair de campo, posso chegar a qualquer lado de cabeça erguida, e os meus jogadores também.

Que mensagem gostaria de deixar aos adeptos?

As pessoas do Sardoal, muitas das vezes, são apoiantes ferrenhos e gostam do clube, mas também demoram a ser cativados. Aquilo que nós queremos e, aquilo que eu desejo é que eles acompanhem e que apoiem, essencialmente este grupo de jogadores, que darão tudo para honrar a camisola dos “Lagartos”. Contamos com eles porque também são importantes, obviamente. Na minha opinião, temos sentido pouco o apoio, esperava mais, pensei que o estímulo de reactivar o futebol sénior motivasse e despertasse os adeptos, o interesse em voltar a apoiar o futebol dos “Lagartos”.

Qual é o seu lema de vida?

São tantos lemas de vida. Olho muito para aquilo que eu faço, para o meu trajecto pessoal e profissional, e tenho um orgulho tremendo nele, mas também sei que sem o apoio dos meus, da minha família, das pessoas que me rodeiam, dos meus amigos, os meus jogadores, seria muito mais difícil.

 

 

Estudante na Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, no curso de
Comunicação Social, na vertente de jornalismo. O gosto pelo desporto, mais precisamente pelo desporto rei, está comigo desde muito cedo. Atleta federado desde os oito anos, a minha ambição é tornar-me profissional na área do jornalismo desportivo.

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