Futebol | Rui Horta, treinador do TSU: a paixão do treino e dos esquemas táticos (C/VIDEO)

Rui Horta, 27 anos, é treinador de futebol há 11 épocas e orienta atualmente o Tramagal Sport União (TSU). Em entrevista, o técnico fala da sua vida pessoal, da sua formação, da sua visão do desporto, em geral, e do futebol, em particular, e antecipa a época desportiva 2018-2019. Rui Horta é um apaixonado pelo treino e pelo estudo dos esquemas táticos que procura implementar nas equipas que orienta. Mas, e acima de tudo, o espírito de equipa e o trabalho do coletivo é a essência do desporto-rei, defende o jovem técnico.

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Para além de fazer desdobrar as 24 horas do dia nas múltiplas atividades que desempenha ao nível desportivo e associativo, em setembro deste ano Rui Horta vai abrir uma Escola de Futebol – a START2 Soccer Academy -, um projeto de raiz onde as ideias que absorveu ao longo destes anos de formação irão estar patentes no processo de treino/aprendizagem.

Rui Horta é um apaixonado pelo treino e pelo estudo dos esquemas táticos que procura implementar nas equipas que orienta. Mas, e acima de tudo, o espírito de equipa e o trabalho do coletivo é a essência do desporto-rei, defende. Foto: mediotejo.net

Perfil:

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Nome: Rui Alexandre Horta Vieira

Idade: 27 anos (02/04/1991)

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Naturalidade: Santa Maria de Belém (Lisboa)

Percurso Desportivo:

Aos seis anos inicia a prática desportiva no Tramagal Sport União, jogando basquete até aos oito anos, idade com que entrou para o futebol de formação do Tramagal Sport União e onde jogou até aos 17.

Percurso como Treinador:

Tramagal Sport União – Sub7/Sub8 (2008/2009); CADE – Sub15 Campeonato Nacional (2009/2010); NSRM – Sub9/ Sub8/Sub15 (2010/2012); CADE- Sub10/Sub15 (2012/2013); URD Tires – Sub17 (2013/2014); CA Riachense – Sénior (2014/2015); Torres Novas – Sénior (Adjunto) (2015/2016); Torres Novas – Sénior (2016/2017); Tramagal Sport União – Sénior (2017/2018); Escola Municipal de Futebol de Vila Nova da Barquinha (2014-2018).

Em setembro deste ano irá abrir uma Escola de Futebol – a START2 Soccer Academy -, um projeto de raiz onde as ideias que absorveu ao longo destes anos de formação irão estar patentes no processo de treino/aprendizagem.

Rui Horta vai orientar o TSU na 2ª divisão distrital da AF Santarém na época 2018-2019. Foto: mediotejo.net

mediotejo.net – O que te apaixona no mundo do futebol?

Rui Horta – Acima de tudo é o treino. O fazer crescer… desde muito novo, enquanto jogador, gostava muito do treino. Já fiz referência várias vezes a isso, e mesmo aos jogadores é isso que tento transmitir… eu era jogador, joguei sempre aqui no Tramagal e gostava sempre de saber o porquê de estarmos a fazer as coisas, via o treino da equipa senior a seguir aos meus treinos [na formação] para tentar perceber qual era a diferença e depois, quando comecei, aquilo que me apaixonou desde sempre foi a evolução, o ver a diferença, o fazer acontecer… porque nós quando somos treinadores podemos fazer a diferença… somos nós que decidimos, somos nós que treinamos, somos nós que influenciamos… aquilo é nosso. É a identidade que é do treinador…. É óbvio que a identidade daquilo que está feito tem a ver com tudo o que nos envolve, mas é uma identidade nossa e eu acho que é o poder ter opinião. O adepto também é treinador, também tem opinião, mas não tem influência naquilo que acontece, porque a jogada do golo que o adepto festeja foi pensada antes, e muitas vezes, pelo treinador. Na bancada podemos pensar, mas não podemos executar e o treino tem isso. E é esse treino, essa paixão, o poder fazer, o poder mudar. E depois é o poder influenciar e fazer crescer nas camadas jovens e notar a diferença e a evolução. Depois, nos seniores, a parte estratégica também… e depois a estratégia do jogo em si. O jogo de futebol por vezes parece um jogo de xadrez… muda-se uma pecinha para aqui outra para ali e isso faz a diferença e é a emoção que isso transmite. O desporto é emoção e o futebol é emoção e nós somos seres humanos e gostamos de emoção. Eu gosto e o futebol sempre me trouxe essa paixão.

 És um jovem, tens 27 anos, porquê o treino ao invés da prática?

Eu joguei basquetebol pelo Tramagal Sport União, depois mudei para o futebol com 8 anos também para aqui, para o Tramagal, onde os meus amigos jogavam todos. Por volta dos 15 anos tive um problema de saúde que não me permitiu continuar a jogar futebol, apesar disso continuei. Treinei, mas senti muitas dificuldades…. Cheguei a um ponto em que para mim era um sacrifício muito grande, não o jogo, mas o pós-jogo. Tinha 17 anos e lembro-me perfeitamente que jogava e aguentava muito bem o jogo mas depois sentia-me muito fatigado, sentia muitas dores e isso estava a tornar-se um sacrifício. Ou seja, aquilo que foi um prazer de jogar… mas depois do jogo estava a ser muito difícil e com 17 anos surge a oportunidade de treinar, sem querer, uma equipa do Tramagal Sport União…os sub7 …eu na altura não estava a treinar com a equipa de juniores, ia a passar no pavilhão municipal e estava a treinar uma equipa do Tramagal das escolinhas sub7 só que o treinador não apareceu e como eu era jogador do clube na altura perguntaram-me se eu queria dar o treino, eu sempre gostei, vi uma oportunidade e acabei por entrar e comecei aí com 17 anos no Tramagal e a partir daí nunca mais consegui largar. Já lá vão 11 épocas…

Rui Horta. Foto: mediotejo.net

E agora estás a treinar e equipa sénior…como é treinar jogadores mais velhos do que tu?

O respeito impõe-se de forma natural. Quando há trabalho, seriedade e os jogadores reconhecem que do outro lado há reconhecimento, alguma coisa que se possa aprender, acima de tudo seriedade no trabalho eles respeitam. Porque o respeito ou a falta de respeito tanto se tem por um jovem de 27 anos, como por um jovem com 50. Acho que acima de tudo é preciso mostrar trabalho e se os jogadores reconhecerem seriedade e competência em quem está do outro lado, independentemente da idade, acho que eles vão respeitar o treinador.

Eu comecei no futebol sénior com 23 anos e na altura lembro-me que tinha 4 jogadores apenas mais novos que eu e estávamos no campeonato nacional de seniores e também me faziam essa questão muitas vezes, mesmo aos meus amigos… é o mostrar que estamos lá também para eles. Ou seja, eu não sou um obstáculo. Sou mais um que quer ajudar e depois é o reconhecimento da competência… porque se nós não formos competentes, independentemente da idade, acaba-se por perder não o respeito, mas o controlo e essa falta de controlo é que pode levar à alguma falta de respeito do outro lado. Mas o respeito surge naturalmente pelo trabalho.

Qual foi o clube que mais te marcou?

Os clubes são sempre diferentes porque todos trouxeram coisas muito boas. Eu comecei no Tramagal, foi especial voltar ao TSU… além de treinador do Tramagal eu sinto-me quase como um adepto. Eu cresci aqui, vivi aqui, joguei aqui. Eu já estive no lado de fora a sentir o que as pessoas sentem, a puxar pelos jogadores. Tenho um carinho especial pelo Tramagal. Dá-me muito gosto trabalhar aqui, porque sou de cá, gosto de ver a terra crescer, gosto de ver o bom que é o futebol para a vila também…. Agora, todos os clubes me influenciaram. Torres Novas foi uma experiência que me influenciou muito e positivamente e apesar de ter corrido mal… eu sempre admiti…. Até pela forma como fui despedido, também me fez crescer muito naquilo que sou hoje enquanto pessoa e até enquanto treinador. O Riachense, porque com 23 anos me deu a oportunidade de me estrear no campeonato de futebol e ainda por cima um campeonato nacional onde tive a minha primeira vitória como treinador sénior e depois na formação todos me ensinaram qualquer coisinha, porque desde o Tramagal às duas experiências que tive… em Lisboa quando estive no Tires, onde lidei com realidades daquelas muito diferentes das que temos no nosso distrito…. porque em Lisboa…. realidades de jogadores que passam fome, situações de extrema pobreza, várias etnias, confrontos que vêm de outras gerações… são realidades muito diferentes. Jogar a uma hora de distância às 7 da manhã…. essas coisas todas fazem crescer. Por isso não há um clube que eu considere especial ou que tenha marcado mais. Todos marcaram. Especial é treinar sempre o clube da terra, tal como jogar no clube da terra e é onde eu estou. Por tenho que sentir e sinto sempre, não escondo, independentemente de poder vir a treinar qualquer clube do concelho de Abrantes ou do distrito de Santarém, este clube será sempre o meu e não escondo isso de ninguém. Sempre trabalhei da maneira mais séria em todos os clubes e isso não influencia.

Rui Horta no campo de jogos do TSU. Foto: mediotejo.net

Formação foi algo em que investiste….

Quando fui para a faculdade entrei em Rio Maior em Treino Desportivo, que é um curso que nos dá uma valência muito grande daquilo que é o treino. O curso é direccionado mesmo para o treino desportivo, não para a parte pedagógica do ensino como na escola para professor de educação física. É um curso do treino, aprendemos todas as vertentes do treino, as vertentes sociais, psicológicas e estudamos ao pormenor aquilo que é o treino, o ser humano a parte psicológica, a parte física. Quando acabei a licenciatura fui fazer o mestrado em treino desportivo de alto rendimento, na Universidade Lusófona, em Lisboa, porque queria ouvir aquele que para mim é um dos grandes mestres, que é o Jorge Castelo, que foi o meu orientador de estágio e da tese… muitas vezes é mais enriquecedor ouvir as histórias que ele contava de quando estava no Liverpool, no Belenenses, do que ler o que vem no livro que ele próprio escreveu mas que não pode dizer tudo. E a táctica não se aprende nos livros. Aprende-se no terreno: a estar, a fazer, a experimentar, a errar, a perder, eu próprio perdi muitos jogos e pensei muito e reflecti e é isso tudo…. Nós estamos sempre em constante evolução. Eu estive em formação e continuo a fazer formações em futebol. Estive no Fórum do Treinador onde vou há 5 anos consecutivos, procuro fazer várias formações ao longo do ano porque nós não podemos parar, porque se pararmos alguém vai passar-nos à frente e vai sempre saber mais e eu sempre quis saber mais, por isso é que estudei esta área porque é o treino, a influência, é estudar onde podemos influenciar mais para ter melhores resultados depois.

Como é o teu dia-a-dia…é difícil ser profissional de futebol…

Hoje em dia há muito pouca gente que se pode dar ao luxo de viver do futebol. Eu costumo dizer que o que dá mais prazer é treinar de manhã e viver do futebol. E na época passada nós aqui no Tramagal tentámos aos feriados treinar de manhã para todos podermos sentir aquilo que é muitas vezes treinar de manhã. Mas nós não podemos viver do futebol na segunda distrital, nem aqui nem em lado nenhum do país. Há muitos poucos clubes que conseguem pagar um ordenado a um treinador para que ele possa só ser treinador de futebol. O Rui Horta no dia-a-dia trabalha muito quase sempre ligado com jovens. Estou na Cistus no campo de férias, durante o ano faço o ATL da Cistus, dou explicações, trabalho numa escola de futebol em Vila Nova da Barquinha, vou dando umas aulas, quando consigo, de actividade física, trabalho noutra associação aqui ao lado, no concelho de Constância, onde também dou umas aulas de actividade física, mas a um nível etário superior, faço alguns serviços para uma clínico em avaliações físicas e vou-me desmontando em dez bocados e às vezes inicia-se às 6 horas da manhã e saio do campo às 23:30, para no dia seguinte recomeçar…mas tem de ser assim. É um esforço que temos que fazer mas depois, quando chegamos ali, esquecemos e às vezes também ajuda e o futebol também ajuda muito a esquecer aquele stress e aquela fadiga que é o dia-a-dia.

Rui Horta conta com o apoio de Carlos Soares na equipa técnica. Foto: desportoemabrantes

E tens um projecto que vais conseguir realizar em breve…

Eu sempre quis ter algo que fosse uma ideia minha. Durante a licenciatura e o mestrado fiz questão de estudar aquilo que era o futebol de formação nos outros países, acompanhar aquilo que se fazia lá fora na Europa, na Alemanha, na Bélgica, Inglaterra, França, comparar com o que se fazia cá em Portugal e absorvi muito desses trabalhos que fiz, as observações que fiz, do que li, e fui construindo uma ideia que era minha. Só que é difícil nós aplicarmos uma ideia nossa quando trabalhamos com regras de outros e então, este ano, porque senti necessidade e porque também eu sou desta terra e quero vê-la crescer, e então é mais uma oportunidade para mim de crescimento, mas senti que poderia fazer algo diferente aqui e criei uma empresa START2 Soccer Academy. É uma academia de futebol, não temos objectivos competitivos, é uma academia de formação, onde apenas iremos ter aulas/treino três vezes por semana onde vamos aprender o jogo de várias forma e de várias metodologias que eu fui absorvendo, tentar dar o máximo de experiências possíveis a estas crianças para quando chegarem ao futebol sénior possam estar mais preparadas. E servirá também de base ao próprio clube que a certa altura do desenvolvimento desses jogadores também os pode ir buscar e melhorar as equipas de formação, tanto em número como na própria qualidade dos intervenientes.

A nova época está aí à porta…é possível pensar numa época semelhante à anterior, que foi muito apludida?

Isso é o que todos queremos, jogadores, treinadores, direcção… é obvio que todos queremos ganhar.

E o plantel como está, tendo em conta os objetivos da competição?

O plantel, de acordo com as nossas limitações e dentro daquilo que podemos, tentámos construir um plantel o mais competitivo possível, à semelhança do que fizemos no ano passado. O nosso grande objectivo era manter o plantel do ano passado, este ano apenas três jogadores não vão continuar connosco, infelizmente, porque eu gostava mesmo de ficar com o plantel todo e poder depois acrescentar alguns jogadores para melhorar. Mas mantivemos a grande base da equipa, que era o que nós queríamos, mas tentámos melhorar o plantel e acho que temos um plantel suficientemente sólido para trabalhar e aquilo que prometemos este ano é o que prometemos no ano passado: Se o Tramagal Sport União terminasse em 5º lugar toda a gente iria bater palmas e dizer que a época tinha sido muito boa, porque vinha de uma sequência de resultados tão negativos ao longo de 4 e 5 épocas… depois, no final, as pessoas ficaram tristes porque não subimos… a expectativa aumentou muito. Este ano sabemos da responsabilidade que vai ser, porque as pessoas, os sócios do clube, a direcção os jogadores e eu… a exigência que temos de ter é maior. Porque se já provámos que podemos fazer um trabalho muito bom, pelo menos igual temos de tentar fazer. Uma das condições que eu disse à direcção para a minha continuidade seria eu ficar no Tramagal se for para fazer igual ou melhor. Se for para estagnar aqui ou começar numa de relaxamento e vir por aí abaixo não contem com o Rui Horta. Por isso tentámos construir um plantel sério nesse sentido, para que possamos trabalhar de forma séria como trabalhámos no ano passado… não sempre, é verdade, e os resultados finais também reflectiram muito a quebra que tivemos ao nível do trabalho durante a semana porque foi muito difícil a partir do final de março/abril conseguir trabalhar para disputar os jogos com os melhores. Mas aprendemos também com esse erro e fizemos questão de falar todos e perceber que é preciso evoluir para dar o salto, se queremos dar o salto. Agora, 2018/2019 vai ser um campeonato mais difícil que o ano passado, disso podemos ter a certeza…

As equipas adversárias também se reforçaram numa série muito competitiva…

Equipas que se reforçaram muito bem, muita competitividade entre as equipas ou seja não vai haver na minha opinião duas equipas ou três muito cá em baixo… vai andar tudo ali muito perto…e o ano passado a ultima jornada é que apenas decidiu o lote completo das três equipas que iam disputar o play-off e muito provavelmente este ano… parece-me por aquilo que tenho visto que vai ser um campeonato mais equilibrado ainda do que foi o ano passado, ou seja, mais difícil, mais competitivo, mas essa competitividade também faz crescer as equipas, os jogadores e nós temos muitos jogadores que sobem de juniores e que precisam também dessa competitividade se querem jogar e depois darem o salto um pouquinho maior….acho que vai fazer falta. O que prometemos é trabalhar seriamente todos os dias da semana para, no domingo, com a casa espero que cheia novamente como esteve em quase todos os jogos em casa, com a nossa claque sempre do nosso lado e a família e os nossos amigos mais próximos, com o calor humano, fazer bons jogos, ter bons resultados, para que no final possamos dizer que foi uma época positiva, independentemente de ficarmos em 1º, 2º ,3º ou em último, dar uma boa imagem é o nosso objectivo, e a boa imagem decide-se em pormenores. Se ficamos em 3º ou em 4º… às vezes são pormenores muito difíceis de nós controlarmos. Por isso mais importante que o 3º e 4º é tudo aquilo que fizemos até chegar lá, ao final do campeonato. É o caminho que interessa neste caso, não é o resultado final. Como lhes digo sempre, vamos ligar àquilo que é o nosso caminho, trilhar um caminho bom, para depois, no final, se o resultado for bom, as pessoas possam dizer que mereceram aquilo que alcançaram.

Árbitro do encontro e Rui Horta inteiram-se do estado físico de um jogador do TSU. Foto: mediotejo.net

Tens alguma máxima ou lema de vida?

Não tenho assim um lema de vida que costume usar. Eu tento ser sempre sério em tudo o que faço, tento dar o meu melhor em tudo o que faço. Acho que esse é o grande ideal de vida que tenho. Em tudo o que faço eu gosto de fazer bem, fazer da melhor forma possível e entrego-me sempre a 200%. E acho que devemo-nos preocupar exactamente com isso: nós não controlamos muitas coisas. No jogo de futebol não controlamos o adversário, ou o jogo. Nós controlamos aquilo que nós fazemos, que nós damos. Para isso temos que dar o melhor para depois aprendermos mais e depois uma das coisas que ao longo de 27 anos tive na cabeça é todos os dias querer aprender mais. É o conselho que posso dar e que eu tento seguir o meu dia-a-dia.

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