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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Futebol | Rio Maior vence em Abrantes e mantém perseguição ao líder (c/fotos e áudio)

SPORT ABRANTES E BENFICA 0 – RIO MAIOR SPORT CLUBE 2
Campeonato Distrital da AFS – 1ª Divisão – 27ª jornada (jogo antecipado)
Estádio Municipal de Abrantes
12-01-2022

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O Estádio abrantino recebeu na noite de quarta feira o jogo relativo à 27ª jornada entre Rio Maior e Abrantes e Benfica, em jornada antecipada, O jogo da primeira volta, relativo à 12ª jornada, será disputado em Rio Maior no dia 08 de maio. 

Equipas com muitos jogadores debilitados.

Pela hora tardia, o frio que se fazia sentir e a pouca publicidade à partida foram dois motivos para a assistência escassa que se dignou estar presente.

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O Rio Maior é tão somente o segundo classificado, apesar dos jogos em atraso, e o o único emblema a poder fazer sombra ao líder União de Tomar. Apresenta o impressionante registo de dez vitórias e três empates nos jogos que disputou até ao momento. Vinha duma expressiva vitória de 4-0 na Glória do Ribatejo.

Abrantes lançou miúdos da “cantera”.

Um pouco mais abaixo na tabela está o Benfica abrantino que tem tido uma época bastante irregular, alternando insucessos com bons resultados e exibições convincentes. Contra um adversário com várias ausências, tinha no seu reduto uma boa oportunidade de somar mais alguns pontos, apesar de também ter alguns jogadores com limitações físicas.

Rio Maior é segundo a “morder” os calcanhares ao líder.
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Cedo se percebeu que as equipas encaixaram de imediato, privilegiando a segurança defensiva tentando transições seguras, nomeadamente pelas alas, procurando o cruzamento para as referências no ataque. Aos três minutos João Mendes cruzou obrigando a defensiva da casa a ceder o primeiro canto do qual nada resultou.

Passados mais três minutos João Marchão dispôs de soberana ocasião para abrir a contagem. Entrou em velocidade na área, descaído pelo lado direito, e rematou forte na passada. O guarda redes José Vieira, com uma enorme defesa, negou o golo a Marchão que ainda conseguiu a recarga. De novo o guarda redes manteve a inviolabilidade da sua baliza.

Numa segunda vaga Zé Pedro tentou progredir mas a defensiva riomaiorense voltou a estar em bom nível, mantendo o nulo na partida.

Marchão e Zé Pedro foram referencias no ataque da casa.

A jogar-se muito a meio campo, longe das balizas, os lances de golo escassearam.
Ao minuto 13 Miguel Séninho ganhou a linha de fundo pelo lado direito e cruzou para João Marchão. Os centrais do Rio Maior não facilitaram e afastaram o esférico.

Já passava do quarto de hora quando o Abrantes beneficiou dum livre, descaído pela esquerda do ataque, por carga a Zé Pedro. Rui Sousa levantou para a área e Marchão “penteou” para o capitão Toni encher o pé. Não passou longe…

As equipas continuavam a preferir o futebol vertical e com processos simples iam-se chegando à frente. Aos 22 minutos, um cruzamento bem medido do lado esquerdo da forma como atacavam os visitantes permitiu assistir João Mendes que rematou por cima.

Rio Maior perigoso no contra golpe.

No minuto seguinte o Rio Maior beneficiou dum livre junto à linha lateral esquerda. Alex Diliberto obrigou a defensiva das “águias” a ceder canto. Na cobrança João Rosa saiu a punhos e afastou o perigo.

Aos 25 minutos Zé Pedro tenta ganhar a linha de fundo, dentro da área e apareceu estatelado no relvado. Pediu-se grande penalidade que o juiz da partida não atendeu. Terá ajuizado bem…

Zé Pedro apareceu caído na área.

Pouco depois uma nova incursão de Miguel Séninho pela ala direita resultou num cruzamento a que ninguém deu seguimento, perdendo-se pela lateral contrária.

À passagem da meia hora uma reposição lateral para a equipa visitante permitiu o remate que ficou na muralha defensiva de Abrantes. Numa segunda vaga Koné rematou forte mas desenquadrado com a baliza de João Rosa.

Jogou-se muito pelas alas.

Os comandados de Gonçalo Carvalho pareciam estar melhor nesta fase do jogo e as ameaças à baliza abrantina sucediam-se. Uma bola longa levou João Rosa a um duro despique com Aroldo. O esférico sobrou para Alex Diliberto mas o jogo estava interrompido por falta atacante.

Aos 35 minutos um livre para os visitantes do lado direito foi cobrado por João Mendes. A violência do remate obrigou João Rosa a defesa incompleta. A defensiva completou o alívio.

A cinco minutos do tempo regulamentar para o descanso o Benfica de Abrantes beneficiou dum canto que a defensiva visitante transformou em contra golpe rápido. À saída de João Rosa, Arnaldo, que se isolara, executou um chapéu perfeito, colocando o Rio Maior na frente do marcador. Golão…

Bonito chapéu de Arnaldo colocou o Rio Maior na frente.

A perder a partir dos 40 minutos a equipa de Paulo Séninho baixou os índices de confiança e permitiu ao adversário boas iniciativas. Aos 44 minutos, num livre batido da direita, Geraldino subiu mais que toda a gente e cabeceou ao lado.

Já em tempo de desconto um canto para os visitantes permitiu a cabeçada a Koné. Passou ao lado do poste e o árbitro César Soares mandou os protagonistas para o descanso.

Abrantes dispôs da primeira oportunidade do jogo.

O intervalo foi benéfico para a equipa da casa. Os pupilos de Paulo Séninho regressaram dispostos a vender cara a derrota e desde o apito inicial adotaram uma postura atacante.

Aos 48 minutos um canto favorável aos “encarnados” permitiu uma sucessão de remates todos eles sacudidos pelo extremo reduto dos visitantes. Mateus, de fora da área, encheu o pé mas o esférico ganhou altura e sobrevoou a baliza de José Vieira.

Pouco depois foi a vez do guarda redes parar um livre batido de forma pouco eficaz e João Reis, que havia entrado no recomeço para o lugar de Salgueiro, viu a cartolina amarela por falta a meio campo.

João Reis entrou no recomeço.

Aos 53 minutos, Miguel Séninho foi até ao “fim da linha” e na cara do guarda redes enviou o esférico às malhas laterais. Com uma hora de jogo e com o sinal mais a pertencer à equipa da casa, um cruzamento da direita permitiu a cabeçada de Marchão para defesa atenta de João Vieira.

Um minuto depois reeditou-se o duelo com Marchão a entrar na área pelo lado esquerdo, a rematar para nova defesa do guarda redes riomaiorense.

Aos 64 minutos o Rio Maior, até aí na expectativa, deu um ar da sua graça através dum livre que a defensiva abrantina resolveu, lançando o contra golpe, sem sucesso.

Luta ombro a ombro.

Pouco depois foi a vez da equipa da casa beneficiar dum livre que a defensiva contrária resolveu sem problemas. Aos 68 minutos João Reis perdeu na luta com Alex Diliberto e este assistiu Arnaldo na área. A cabeçada não levou a melhor direção mas estava dado o aviso.

Dois minutos depois uma jogada conduzida pela ala esquerda dos visitantes obrigou João rosa a ceder canto. Na conversão de novo canto, aos 74 minutos, Alex Diliberto furtou-se à marcação e ao segundo poste encostou para o 0-2, deixando pouco espaço ao Abrantes para sonhar…

Alex Diliberto aumentou a vantagem.

Na verdade, apesar das inúmeras alterações nas equipas, os índices físicos e anímicos caíram a pique e o que restava do jogo antevia-se penoso. Os pupilos de Paulo Séninho ainda tentaram de bola parada mas o marcador, teimosamente, mantinha-se favorável aos riomaiorenses.

Já com a cabeça a pensar no banho quentinho o Rio Maior roubou uma bola e criou uma situação de embaraço no extremo reduto abrantino. O remate esbarrou na cortina defensiva e o lance gorou-se.

Final do jogo penoso para ambas as equipas.

Os seis minutos de compensação só vieram contribuir para o “arrastar” do jogo sem muito mais para ver. Koné ainda cabeceou ao lado na sequência dum livre e Rodrigo Oliveira, fresco, rematou na passada numa rápida transição. Passou perto dos ferros e o árbitro César Soares deu o encontro por terminado.

Vencedor justo da equipa que melhor soube colmatar as deficiências e ausências. O Rio Maior, somando estes três pontos e com um jogo ainda em atraso, poderá no acerto de calendário ficar a apenas um ponto do Tomar, sendo as equipas candidatas à subida ao Campeonato de Portugal. Joga domingo em Mação, atual terceiro classificado, no jogo grande da jornada.

A equipa de arbitragem saiu-se a contento deste duro teste. Com muita pressão a chegar dos bancos soube gerir os níveis emocionais, errando pouco e não tendo qualquer influência no resultado. Um pouco “macio” disciplinarmente tem espaço para crescer.
Positivo.

Arbitragem não influenciou o resultado.

Ficha do Jogo:

SPORT ABRANTES E BENFICA:
João Rosa, Miguel Catarino (Bruno Gonçalves), Toni (Henrique Gonçalves), Manuel Vítor (Afonso Parreira), Rui Sousa, Salgueiro (João Reis), Mateus, Barrocas (João Nogueira), Miguel Séninho, Zé Pedro (Hugo Costa) e João Marchão.
Suplente não utilizado: Canais.
Treinador: Paulo Séninho.

Sport Abrantes e Benfica.

RIO MAIOR SPORT CLUBE:
José Vieira, João Lopes, Rodrigo Martins, Geraldino, Koné, Ricardo Lamy, Ricardo Carloto, Nicolas (André Silva), Arnaldo (Rodrigo Oliveira), Alex Diliberto e João Mendes (Pedro Guedes).
Suplente não utilizado: Manuel Monteiro.
Treinador: Gonçalo Carvalho.

Rio Maior Sport Clube.

GOLOS: Arnaldo Ferreira e Alex Diliberto (Rio Maior).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
César Soares, Leonardo Dias e Vítor Gomes.

Equipa de Arbitragem: César Soares, Leonardo Dias e Vítor Gomes com os capitães.

No final fomos ouvir os treinadores:

PAULO SÉNINHO (Abrantes)

Paulo Séninho, treinador do Sport Abrantes e Benfica. Foto: mediotejo.net

GONÇALO CARVALHO (Rio Maior)

Gonçalo Carvalho, treinador do Rio Maior. Foto: mediotejo.net

*Com David Belém Pereira (multimédia).

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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