Futebol | Riachense vence em Tramagal pela margem mínima num “festival” de golos perdidos (c/fotos e áudio)

Jogo bem disputado, com muitas oportunidades de golo, mas só o Riachense faturou, somando três importantes pontos no campo do TSU. Foto: mediotejo.net

TRAMAGAL SPORT UNIÃO 0 – ATLÉTICO CLUBE RIACHENSE 1
Séria A – 10ª Jornada
Campo Comendador Eduardo Duarte Ferreira – Tramagal
16-12-2018

Jogo pautado pela entrega e disponibilidade dos jogadores e onde a nota dominante foi o autêntico recital de oportunidades perdidas de parte a parte. Um desafio que merecia ter tido mais golos, mas o desacerto na hora da finalização acabou por penalizar os dois conjuntos. Venceu quem marcou e o TSU só se pode queixar de si mesmo.

O primeiro quarto de hora da partida foi disputado de forma frenética. Entrou melhor o Tramagal com um esquema táctico que permitiu surpreender o adversário nos instantes iniciais, mas depressa o Riachense se adaptou e, sem grandes riscos, começou a adiantar-se no terreno e a ocupar espaços cruciais para desenvolver o seu jogo.

O experiente dianteiro Leandro começava a dar nas vistas e foi um verdadeiro quebra-cabeças para a defensiva local. Dez 10 minutos após o apito inicial de Pedro Ferreira, o camisola nove de Riachos, aproveitando uma sobra após a marcação de um pontapé de canto, remata de longe e cruzado com o esférico a não passar muito longe do poste direito da baliza à guarda de Félix.

Leandro continuava a fazer “maldades” junto da defensiva dos da borboleta ao peito e aos 22 minutos cai na área de rigor, com jogadores e técnicos do Riachense a reclamarem grande penalidade. O trio de arbitragem que teve outro entendimento (ficou a dúvida).

Todavia, quatro minutos depois, o mesmo Leandro introduz mesmo a bola na baliza tramagalense e inaugura o marcador. Pontapé de canto cedido inadvertidamente e, em sequência, o “atrevido” avançado foi feliz e – finalmente – fez o gosto ao pé numa altura em que ele e a sua equipa já o mereciam.

Mas a formação de casa não baixou os braços, vindo para cima do adversário na busca do empate que poderia ter acontecido logo depois. O relógio apontava o minuto 35 quando Singéis perdeu um golo “cantado”: a defensiva forasteira parou a reclamar fora-de-jogo inexistente, mas na cara do veterano Rui Galrinho, o atleta dos azuis não fez melhor senão atirar desenquadrado com a baliza. O mesmo jogador voltaria a repetir a “proeza” apenas dois minutos depois com nova chance para empatar a partida.

O TSU carregava e, já muito perto do intervalo, foi Dani que esteve perto de facturar. Uma vez mais, as chuteiras dos tramagalenses estavam desalinhadas e gorou-se mais uma oportunidade de irem para descanso com outro resultado. A ser justos, esse seria o melhor resultado ao intervalo, mas era dia não para os atacantes de ambas as formações que, nesta primeira metade do jogo perderam imensas oportunidades de festejar mais golos.

A tarde ia caindo e o frio começa a baixar sobre o campo do “Comendador” e, na segunda parte o jogo também foi mais “fresco”, mas com uns bons minutos iniciais. Primeiro o TSU com outra clara oportunidade de empatar a partida logo no reatamento e o Riachense com contra-ataques rápidos a darem “água pela barba” à defensiva local.

Chegados a certa altura, viu-se que os visitantes estavam satisfeitos com o resultado (apesar de escasso e com risco de o poder ver fugir a qualquer instante), mas a formação local também ia perdendo força, concentrando o seu jogo a meio-campo tentando apenas através de alguns lances de bola parada.

A meio do segundo tempo começou a “dança dos bancos” e – lá dentro – algumas jogadas mais ríspidas traziam outro impacto ao jogo com imensos lances de livre a poderem-nos projectar para outro resultado. Facto é que nem mesmo assim o marcador se alterou até final com o Riachense a levar os três pontos no “cabaz de natal” o que os faz subir à terceira posição da tabela.

O Tramagal Sport União também fez um bom jogo e um ponto na sua classificação também não lhe assentaria mal, mas a ineficácia na hora de “matar” foi tanta que acabaram por ficar com o “castigo” da derrota.

O Atlético de Riachos – após mudança de técnico há poucas semanas – vai somando pontos e já está no terceiro posto da Série A, o que lhe daria acesso à próxima fase caso o campeonato terminasse agora. Mas ainda há muito para jogar e conquistar com o campeonato a ser reatado só no ano que vem, a 6 de janeiro.

FICHA DO JOGO:

TRAMAGAL SPORT UNIÃO:

Félix, Tonicha (cap), Variado, Costa, Alfaro, Freitas, Pisco, Singéis, Dani, Calado e Daniel Jesus.

Suplentes: Valente, Monteirinho, Diogo Tomás, Rui Leal, José Garcia e André Lente.

Treinador: Rui Horta.

O “12º jogador” do TSU, sempre muito interventivo.

ATLÉTICO CLUBE RIACHENSE:

Rui Galrinho (cap.), João Sá, David Martins, Faneca, Sérgio Sousa, Diogo Madeira, Nélson Vicente, João Rui, Ivo, Daniel Pires e Leandro.

Suplentes: João, Pedro Abreu, Márcio Rito, João Lopes, Paulito, Rodrigo e Paulo ponte.

Treinador: Paulo Costa.

O Riachense vai somando pontos e já está no terceiro posto da Série A.

GOLO: Leandro (A. C. Riachense).

Pelo que fez – e pelo golo apontado – o camisola 9 do Riachos (Leandro) foi o “homem do jogo”.

EQUIPA DE ARBITRAGEM:

Pedro Ferreira, Inês Marques e Tiago Miguel.

Momento da escolha de campo com àrbitros e capitães de equipa.

No final da partida e em declarações à Comunicação Social, ambos os técnicos fizeram uma abordagem ao jogo e ao momento das suas equipas que passaram recentemente por momentos de alguma conturbação:

Rui Horta, treinador do Tramagal, sente que o resultado podia ter sido outro.

 

Paulo Costa rendeu mais três pontos aos Riachense e ascendeu ao 3º posto da Série A.

 

PUB
Artigo anteriorMação | Ana Rita, de Aboboreira, reconhecida pela melhor tese de doutoramento em óptica e fotónica
Próximo artigoFutebol | Grande resposta do Mação perante o Santa Iria só “deu” para o empate (Com fotos e audio)
A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here