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Sábado, Outubro 23, 2021

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Futebol | Riachense vence em Tramagal pela margem mínima num “festival” de golos perdidos (c/fotos e áudio)

TRAMAGAL SPORT UNIÃO 0 – ATLÉTICO CLUBE RIACHENSE 1
Séria A – 10ª Jornada
Campo Comendador Eduardo Duarte Ferreira – Tramagal
16-12-2018

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Jogo pautado pela entrega e disponibilidade dos jogadores e onde a nota dominante foi o autêntico recital de oportunidades perdidas de parte a parte. Um desafio que merecia ter tido mais golos, mas o desacerto na hora da finalização acabou por penalizar os dois conjuntos. Venceu quem marcou e o TSU só se pode queixar de si mesmo.

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O primeiro quarto de hora da partida foi disputado de forma frenética. Entrou melhor o Tramagal com um esquema táctico que permitiu surpreender o adversário nos instantes iniciais, mas depressa o Riachense se adaptou e, sem grandes riscos, começou a adiantar-se no terreno e a ocupar espaços cruciais para desenvolver o seu jogo.

O experiente dianteiro Leandro começava a dar nas vistas e foi um verdadeiro quebra-cabeças para a defensiva local. Dez 10 minutos após o apito inicial de Pedro Ferreira, o camisola nove de Riachos, aproveitando uma sobra após a marcação de um pontapé de canto, remata de longe e cruzado com o esférico a não passar muito longe do poste direito da baliza à guarda de Félix.

Leandro continuava a fazer “maldades” junto da defensiva dos da borboleta ao peito e aos 22 minutos cai na área de rigor, com jogadores e técnicos do Riachense a reclamarem grande penalidade. O trio de arbitragem que teve outro entendimento (ficou a dúvida).

Todavia, quatro minutos depois, o mesmo Leandro introduz mesmo a bola na baliza tramagalense e inaugura o marcador. Pontapé de canto cedido inadvertidamente e, em sequência, o “atrevido” avançado foi feliz e – finalmente – fez o gosto ao pé numa altura em que ele e a sua equipa já o mereciam.

Mas a formação de casa não baixou os braços, vindo para cima do adversário na busca do empate que poderia ter acontecido logo depois. O relógio apontava o minuto 35 quando Singéis perdeu um golo “cantado”: a defensiva forasteira parou a reclamar fora-de-jogo inexistente, mas na cara do veterano Rui Galrinho, o atleta dos azuis não fez melhor senão atirar desenquadrado com a baliza. O mesmo jogador voltaria a repetir a “proeza” apenas dois minutos depois com nova chance para empatar a partida.

O TSU carregava e, já muito perto do intervalo, foi Dani que esteve perto de facturar. Uma vez mais, as chuteiras dos tramagalenses estavam desalinhadas e gorou-se mais uma oportunidade de irem para descanso com outro resultado. A ser justos, esse seria o melhor resultado ao intervalo, mas era dia não para os atacantes de ambas as formações que, nesta primeira metade do jogo perderam imensas oportunidades de festejar mais golos.

A tarde ia caindo e o frio começa a baixar sobre o campo do “Comendador” e, na segunda parte o jogo também foi mais “fresco”, mas com uns bons minutos iniciais. Primeiro o TSU com outra clara oportunidade de empatar a partida logo no reatamento e o Riachense com contra-ataques rápidos a darem “água pela barba” à defensiva local.

Chegados a certa altura, viu-se que os visitantes estavam satisfeitos com o resultado (apesar de escasso e com risco de o poder ver fugir a qualquer instante), mas a formação local também ia perdendo força, concentrando o seu jogo a meio-campo tentando apenas através de alguns lances de bola parada.

A meio do segundo tempo começou a “dança dos bancos” e – lá dentro – algumas jogadas mais ríspidas traziam outro impacto ao jogo com imensos lances de livre a poderem-nos projectar para outro resultado. Facto é que nem mesmo assim o marcador se alterou até final com o Riachense a levar os três pontos no “cabaz de natal” o que os faz subir à terceira posição da tabela.

O Tramagal Sport União também fez um bom jogo e um ponto na sua classificação também não lhe assentaria mal, mas a ineficácia na hora de “matar” foi tanta que acabaram por ficar com o “castigo” da derrota.

O Atlético de Riachos – após mudança de técnico há poucas semanas – vai somando pontos e já está no terceiro posto da Série A, o que lhe daria acesso à próxima fase caso o campeonato terminasse agora. Mas ainda há muito para jogar e conquistar com o campeonato a ser reatado só no ano que vem, a 6 de janeiro.

FICHA DO JOGO:

TRAMAGAL SPORT UNIÃO:

Félix, Tonicha (cap), Variado, Costa, Alfaro, Freitas, Pisco, Singéis, Dani, Calado e Daniel Jesus.

Suplentes: Valente, Monteirinho, Diogo Tomás, Rui Leal, José Garcia e André Lente.

Treinador: Rui Horta.

O “12º jogador” do TSU, sempre muito interventivo.

ATLÉTICO CLUBE RIACHENSE:

Rui Galrinho (cap.), João Sá, David Martins, Faneca, Sérgio Sousa, Diogo Madeira, Nélson Vicente, João Rui, Ivo, Daniel Pires e Leandro.

Suplentes: João, Pedro Abreu, Márcio Rito, João Lopes, Paulito, Rodrigo e Paulo ponte.

Treinador: Paulo Costa.

O Riachense vai somando pontos e já está no terceiro posto da Série A.

GOLO: Leandro (A. C. Riachense).

Pelo que fez – e pelo golo apontado – o camisola 9 do Riachos (Leandro) foi o “homem do jogo”.

EQUIPA DE ARBITRAGEM:

Pedro Ferreira, Inês Marques e Tiago Miguel.

Momento da escolha de campo com àrbitros e capitães de equipa.

No final da partida e em declarações à Comunicação Social, ambos os técnicos fizeram uma abordagem ao jogo e ao momento das suas equipas que passaram recentemente por momentos de alguma conturbação:

Rui Horta, treinador do Tramagal, sente que o resultado podia ter sido outro.

 

Paulo Costa rendeu mais três pontos aos Riachense e ascendeu ao 3º posto da Série A.

 

A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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