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Terça-feira, Outubro 26, 2021

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Futebol | Pego vence “Dragões” de Alferrarede e conquista Troféu Vítor Falcão (c/fotos e áudio)

CLUBE DESPORTIVO E RECREATIVO DE ALFERRAREDE “OS DRAGÕES” 0 – CASA DO POVO DE PEGO 2
Troféu Vítor Falcão (particular)
Campo CUF em Alferrarede
18-09-2021

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Com o público a acorrer ao Campo CUF em grande número, a Direção do Clube Desportivo e Recreativo de Alferrarede – “Os Dragões” -, entendeu por bem homenagear uma figura grada do clube desaparecida em 2019, colocando em disputa um troféu com o seu nome.

Vitor Falcão foi recordado pelo seu clube de coração. Arquivo mediotejo.net

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Vítor Falcão era sócio honorário do clube e um conhecido radialista desportivo. Exercia a profissão de farmacêutico e fisioterapeuta e à data do seu falecimento elencava a Comissão Administrativa dos “Dragões” Faleceu no Hospital de Abrantes, vítima de doença oncológica, aos 73 anos, no dia 24 de maio de 2019.

Familiares de Vítor Falcão deram o “pontapé de saída”.

Com os familiares do homenageado a darem o simbólico “pontapé de saída”, logo se percebeu que ambos os conjuntos apresentavam fragilidades que irão sendo corrigidas ao longo da época em busca da melhor forma.

As equipas, ambas lideradas por jovens técnicos, ambicionam realizar um campeonato distrital da 2ª divisão tranquilo e em que o apuramento para os “play off” está na mira.

A equipa pegacha cedo “pegou” no jogo, marcando o ritmo que lhe convinha, evitando ser surpreendida no seu último reduto. Com perdas de bola não forçadas de ambos os conjuntos, foi o Pego a primeira equipa a ameaçar marcar. Um cruzamento largo, aos dois minutos, “morreu” nas luvas do guarda redes Horta.

Com público os jogadores foram duma entrega notável.

A equipa da “aldeia das casas baixas” tinha mais bola e pertenceram-lhe as melhores iniciativas atacantes no início da partida enquanto o seu adversário parecia algo nervoso e atemorizado. Aos oito minutos o Pego insistiu no ataque à profundidade, pelas alas, mas Horta, muito atento, sempre se antecipou.

No minutos seguinte os pegachos conduziram uma ação de ataque organizado com muitas unidades acabando pelo portador da bola surgir no chão a reclamar grande penalidade. A bola sobrou para Tiago Gaspar que, de fora da área, encheu o pé e colocou o esférico no ângulo superior da baliza de Horta, no seu lado esquerdo, de forma indefensável. Com um grande golo a equipa do Pego adiantava-se cedo no marcador.

Golo madrugador de Tiago Gaspar colocou o Pego na frente.

A equipa da casa reagiu de imediato e aos 12 minutos um cruzamento da direita permitiu a simulação ao experiente Luís Vieira, que permitiu o forte remate de Ricky. A bola apanhou um defensor na viagem. Com as equipas a encaixarem, seguiu-se um período de maior equilíbrio, jogado mais a meio campo, longe das balizas.

À passagem do vigésimo minuto um livre a meio campo, favorável ao Alferrarede, levou a defensiva visitante a ceder canto. Na conversão Mário Lopes tentou afastar com o punho sobrando o esférico para Diogo Maia, que com a baliza à mercê, não encontrou o rumo certo, perdendo-se para lá da linha de fundo, muito perto dos ferros.

Veterano Mário Lopes esteve bem quando solicitado.

Quatro minutos depois Diogo Maia voltou a estar perto de marcar no melhor período do Alferrarede. João Rodrigues cruzou da lateral direita. Edgar não conseguiu rematar com sucesso, sobrando para Maia que rematou por cima.

Responderam os pegachos e no minuto seguinte o cruzamento de Edgar encontrou Miguel Jesus em boa posição mas o remate saiu fraco, à figura do guarda redes Horta.
Voltaram a insistir e aos 28 minutos Leandro Morais tentou surpreender usando a meia distância. O esférico passou muito perto do travessão da baliza da equipa “verde-branca”.

Horta foi um guarda redes posto à prova.

A resposta da equipa “fabril” não demorou e no minuto seguinte um cruzamento do lado direito obrigou Mário Lopes a esticar-se para intercetar o esférico. Caminhava-se para o merecido descanso e aos 34 minutos um “venenoso” centro remate de Edgar acabou por obrigar o guarda redes da casa a defesa atenta.

Minutos depois, depois de vários cruzamentos dos “amarelos” a criarem dificuldades aos da casa, Luís Mateus surgiu por terra dentro da área. Pediu-se penalti que o árbitro da partida, o consagrado Henrique Santos, não atendeu. Pouco depois apitou para o descanso.
Resultado aceitável ao intervalo.

Ao intervalo aceitava-se a vantagem dos pegachos.

Se o técnico da equipa da casa, Bruno Duarte, não gostava do que viu e queria encontrar forma de contrariar o rumo dos acontecimentos, do lado oposto Bruno Alves queria “matar o jogo o mais cedo possível.

Logo aos 49 minutos Edgar encheu o pé e rematou contra um defensor da equipa da casa, ganhando um canto. Na conversão a bola, batida para o segundo poste, encontrou Luís Mateus solto de marcação. Com toque de primeira elevou a contagem para a equipa do Pego, colocando o marcador em 0-2.

Pego aumentou na conversão dum canto.

A perder desde muito cedo no segundo tempo, à equipa dos “Dragões” restava reagir de forma positiva e tentar diminuir a diferença no “score”. Aos 54 minutos Fábio Rodrigues surgiu a disputar uma bola nas alturas com o guarda redes pegacho. Mário Lopes foi tocado na sua área de proteção e o lance inviabilizado.

Dois minutos depois o Alferrarede beneficiou dum livre ainda muito longe da área contrária.
Batido para o segundo poste levou perigo mas Rodrigo Antunes não conseguiu dar o melhor destino à bola.

Boa reação do Alferrarede não rendeu golos.

Na resposta o Pego beneficiou dum canto mas uma falta atacante gorou os intentos.
À passagem da hora de jogo a equipa “fabril” esteve perto de reduzir. Marta trabalhou bem no interior da área, superando vários adversários e servindo “de bandeja” Tiago Matos que não descobriu forma de bater Mário Lopes.

O jogo estava morno, com a produção a baixar com a diminuição dos índices físicos e o tempo ia-se esgotando lentamente. Uma situação que deixava os visitantes cada vez mais cómodos no jogo. Aos 66 minutos Diogo Lopes alvejou a baliza da equipa de Alferrarede e o esférico não passou longe.

Entrega superou dificuldades de pré-época.

Aos 76 minutos os donos da casa tentaram, de livre direto, cobrado por Tózé, mas o esférico ganhou altura e perdeu-se pela linha de fundo. Já nos últimos dez minutos do jogo de preparação, Diogo Lopes entrou em “slalom” na área dos “Dragões” espalhando o pânico. Um defensor “verde e branco” cortou para canto.

Este vistoso lance foi mesmo o culminar duma partida que se arrastou até final, apesar da entrega dos intervenientes. A vitória do Pego não sofre contestação e as equipas deixaram indicações de poderem fazer um bom campeonato. Arbitragem sem problemas da equipa de consagrados liderada por Henrique Santos.

Henrique Santos liderou equipa de consagrados com nota positiva.

Ficha do jogo:

CLUBE DESPORTIVO E RECREATIVO DE ALFERRAREDE “OS DRAGÕES”:
Horta, Dante, Filipe Paulo, Rodrigo Antunes, Ulisses, Diogo Maia, Fábio Rodrigues, Ricky, João Rui, João Rodrigues e Luís Vieira.
Suplentes: Tiago Rapazote, Miguel, Miguel Cabaço, Tiago Matos, João Cuco, Luís Santos, TóZé, Edgar, Marta, Rúben, Leitão, Amorim e Manuel Gaio.
Treinador: Bruno Duarte.

Clube Desportivo e Recreativo de Alferrarede “Os Dragões”.

CASA DO POVO DE PEGO:
Mário Lopes, Edgar, João Ruivo, Fábio Gomes, Luís Mateus, Leandro Morais, Tiago Gaspar, Miguel Jesus, João Cartaxo, Miguel Domingues e Luís Afonso.
Suplentes: David Pascoal, Diogo Lopes, Pascoal, Pepê, Rúben Pauleta, Roldão, Duarte Gonçalves e David Fontinhas.
Treinador Bruno Alves.

Casa do Povo de Pego.

GOLOS: Tiago Gaspar e Luís Mateus (Pego)

EQUIPA DE ARBITRAGEM: Henrique Santos, Bandeira Martins e Manuel Marques.

Equipa de Arbitragem: Henrique Santos, Bandeira Martins e Manuel Marques com os capitães.

No final fomos ouvir ambos os técnicos:
BRUNO DUARTE (Alferrarede)

Bruno Duarte, treinador do Alferrarede. Arquivo mediotejo.net

BRUNO ALVES (Pego)

Bruno Alves, treinador do Pego. Arquivo mediotejo.net

FOTOGALERIA:

*Com David Belém Pereira (multimédia).

 

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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