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Sábado, Outubro 23, 2021

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Futebol | Pego entrou de “chapéu” mas acabou derrotado pelo União de Tomar que segue para a meia-final da Taça do Ribatejo (C/fotos e áudio)

CASA DO POVO DO PEGO 1 – UNIÃO FUTEBOL COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE TOMAR 3
Taça do Ribatejo – Quartos de Final
Campo de Jogos do Pego
02-02-2020

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Numa tarde anormalmente quente para os primeiros dias de fevereiro com o sol a brilhar com roupagem de primavera encontraram-se no Parque Desportivo da “Aldeia das Casas Baixas” a equipa da casa, a Casa do Povo do Pego, e o vencedor da edição de 2017/18 da Taça do Ribatejo, o União de Tomar.

Campo de Jogo do Pego.

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A centenária coletividade da cidade nabantina assumia o favoritismo quer pela posição que ocupa na tabela quer pela reconhecida valia dos jogadores que constituem o seu plantel. Ao Pego competia inverter o espírito reinante e mostrar que este tipo de competições são ricos em “tomba-gigantes”. Com boa assistência e ótimas condições este jogo que iria definir um dos semifinalistas da Taça do Ribatejo começou com o propósito das equipas em darem espetáculo.

Boa réplica do Pego valorizou vitória tomarense.

Começou mais ofensiva a equipa das margens do Nabão e logo no minuto inicial Tiago Vieira, respondendo a cruzamento da direita, cabeceou por cima. Responderam os pegachos no minuto seguinte, através do seu capitão e referência atacante, Fábio Santos que com um forte remate de muito longe fez o esférico passar ao lado.

Para o quarto minuto de jogo estava guardado o seu melhor momento. O brasileiro Kleber, médio dos “amarelos”, ainda no seu meio campo, verificou o adiantamento do guarda redes unionista, Nuno Ribeiro, e executou um “chapéu” perfeito que sobrevoou o “keeper” e anichou-se nas malhas inaugurando o marcador para a equipa da casa. Um momento de rara beleza.

o jogador brasileiro do Pego, Kleber, foi o autor dum chapéu a mais de 50 metros!!!

Surpreendidos, os pupilos de Lino Freitas demoraram a recompor-se. O treinador foi obrigado a redefinir a estratégia dispondo os jogadores em campo de forma diferente daquela que iniciou a contenda. Assim, na frente de ataque, Wemerson descaiu para a direita, Chrystian Pedroso assumiu o corredor central enquanto Pedro Pires encostava na esquerda num tridente ofensivo municiado por uma linha média sempre muito em jogo.

O treinador do Pego, Renato Dias, mostrou ter a lição bem estudada e o seu esquema defensivo ia resolvendo o maior volume atacante da equipa “negro-rubra”.

O minuto treze ia sendo fatal para as aspirações dos pegachos. O remate cruzado de Bruno Araújo não passou longe do poste mais distante da baliza de João Rosa que estava batido.

Bruno Araújo ainda ameaçou a baliza de João Rosa.

Aos 18 minutos os tomarenses beneficiaram dum livre em posição frontal já perto da área da equipa da casa. Wemerson rematou contra a barreira e quando o esférico se dirigia para a linha de fundo surgiu Luís Pedro Alves a rematar ao lado. Esforço inglório porquanto já lhe havia sido assinalada posição irregular.

Estavam mais atacantes os visitantes com pressa em inverter o andamento das coisas. A equipa da casa remetia-se a porfiada defesa e dava-se bem com o sistema pois ia aguentando a diferença mínima com o tempo a correr em seu favor. Os unionistas quando os lances corridos não resolviam usavam as bolas paradas com mestria em lances bem desenhados e treinados.

Foi num desses lances, num canto, que o capitão Nuno Rodrigues apareceu a cabecear, com débil oposição de João Ruivo, para o golo do empate, nesta altura completamente merecido.

Capitão nabantino Nuno Rodrigues empatou a partida.

Abanaram os pupilos de Renato Dias mas rapidamente se percebeu que iriam discutir a eliminatória até ao fim. Começaram a ter mais bola e a chegar mais perto da área onde estava Nuno Ribeiro.

Aos 34 minutos Wesley, em excelente iniciativa individual, foi pelo lado esquerdo até à área contrária e quando teve oportunidade rematou na passada. Saiu perto do poste gorando-se a iniciativa.

Dois minutos depois o Pego beneficiou dum livre, ainda longe da baliza tomarense. Willyam colocou na cabeça de Fábio Santos que “penteou” para uma zona onde não tinha ninguém com as suas cores.

Central Willyam foi o municiador do ataque da sua equipa.

O União de Tomar quando subia era na procura das fragilidades defensivas da equipa da casa. As variações de flanco e as trocas de posição dos homens mais adiantados davam trabalho suplementar à equipa do concelho de Abrantes.

Numa dessas investidas Faustino cruzou do lado direito do seu ataque para o coração da área onde apareceu Luís Pedro Alves a cabecear livre de marcação para o segundo da sua equipa. Antes do intervalo a equipa de Lino Freitas adiantava-se no marcador.

Maior pendor atacante do Tomar valeu a “cambalhota” no marcador ainda antes do descanso.

Tempo ainda para Tiago Vieira rematar contra o guarda redes João Rosa, ganhando um canto aos 43 minutos A última oportunidade de golo surgiu já no segundo minuto de compensação e para a equipa da casa. O livre, batido como habitualmente, à procura da referência Fábio Santos, encontrou a cabeça deste mas a cabeçada passou ao lado mas muito perto.

Pouco depois o árbitro da partida, João Veríssimo, apitou para o descanso. Resultado aceitável ao intervalo premiando o maior labor ofensivo dos unionistas. O Pego pela coragem e determinação mereceria mais mas… ganha quem marca. Expectativa alta para a segunda parte num jogo que nunca pareceu resolvido.

Boa réplica pegacha manteve o jogo “vivo” até final.

Lino Freitas deixou o “amarelado” Bruno Araújo no balneário e lançou para o complemento Leandro. O União de Tomar sabia que o Pego em qualquer momento podia “inventar” um golo, como de resto já o fizera e com isso relançar o jogo e a eliminatória. O antídoto só podia ser um. Pegar no jogo e tentar fazer o golo que lhe trouxesse alguma tranquilidade o mais rápido possível.

Equipa de Lino Freitas controlou o jogo.

Aos 47 minutos o recém entrado Leandro rematou forte à entrada da área mas contra um contrário e a bola perdeu-se pela linha de fundo. Pouco depois, aos 50 minutos, Leandro, desta feita de livre direto rematou muito por alto sem consequências para a baliza de João Rosa.

No minuto seguinte Chrystian Pedroso assistiu Wemerson que, nada egoísta, deixou para Tiago Vieira que permitiu o corte para canto, numa boa combinação dos dianteiros tomarenses.

Boas combinações atacantes dos tomarenses. Na foto Wemerson.

Surpreendidos com a forte entrada dos adversários os pegachos tardaram a reagir. Fizeram-no aos 57 minutos com Diogo Rosado, na conversão dum livre, a enviar o esférico um tudo nada ao lado.

À passagem do quarto de hora do segundo tempo o União converteu um canto à maneira curta endossando a bola a Wemerson, colocado à entrada da área e que rematou contra um defesa contrário ganhando novo canto.

Chrystian Pedroso foi seta apontada à baliza da casa.

Era o melhor período do União de Tomar e os lances de ataque sucediam-se com a resposta adequada por parte da equipa da casa. Aos 68 minutos Wemerson rematou forte à entrada da área, João Rosa largou e Chrystian Pedroso emendou de forma deficiente, para fora.
João Rosa voltaria a estar em foco quando, aos 73 minutos, esconjurou o perigo afastando o esférico com uma palmada, na conversão dum livre.

João Rosa em tarde de muito trabalho.

Aos 79 minutos o Pego ensaiou uma jogada bem gizada com Kleber a entrar na área e a ser tocado, ficando caído no solo. Gerou-se uma enorme onda de protestos dentro e fora do retângulo de jogo. O árbitro nada assinalou, mandou seguir, mostrando o cartão amarelo a Fábio Santos, no banco, já que fora substituído pouco antes.

Aos 83 minutos Leandro testou a sua meia distância e a bola passou perto dos ferros da baliza à guarda de João Rosa.

Lance curioso junto dos bancos.

Tiago Vieira isolou-se em cima dos 85 minutos, Pedro Alves cortou, Tiago Vieira caiu e foi a vez dos nabantinos reclamarem uma grande penalidade. Com pouca convicção, diga-se.
Reclamações à parte os tomarense recuperaram o esférico e ensaiaram o contra ataque em superioridade numérica que desperdiçaram com Wesley a “limpar” o lance.

Os comandados de Lino Freitas “estavam na mó de cima” e o golo já pecava por tardio. Surgiu aos 86 minutos numa combinação de Pedroso com Tiago Vieira com este último a selar o resultado da partida a fazer balançar as redes à saída do desamparado João Rosa.

Tiago Vieira fechou a contagem.

Pouco depois, aos 88 minutos, Wemerson, cheio de moral, rodeado por três adversários obrigou João Rosa a enorme defesa para canto.

No último minuto do tempo regulamentar Kleber volta a ter uma excelente iniciativa sendo tocado por trás. O árbitro não teve dúvidas, apitou a infração mas fora da área, corroborado pelo seu assistente. Do livre nada resultou e na compensação também não.

Resultado justo. Por aquilo que jogou o União de Tomar merece ser um dos semifinalistas. Grande reação dos pegachos a deixarem promessas dum futuro sorridente. Arbitragem quase perfeita. Os lances onde se reclamou castigo máximo deixaram dúvidas em toda a gente. Bom jogo de Taça numa festa bonita do futebol distrital.

Arbitragem (quase) perfeita…

FICHA DO JOGO:

CASA DO POVO DO PEGO:
João Rosa, João Ruivo (PP), Willyam, Pedro Alves, Wesley, André Batista, Diogo Rosado (Tiago Marchante), Kleber, Miguel Jesus, Fábio Santos (Bernardo Barreiros) e Flávio Calado.
Suplentes não utilizados: Mário Lopes e Nathan.
Treinador: Renato Dias.

Casa do Povo do Pego.

UNIÃO FUTEBOL COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE TOMAR:
Nuno, Filipe, Nuno Rodrigues, Fábio Vieira, Luís Pedro Alves, Tiago Vieira, Faustino (Monteiro), Bruno Araújo (Leandro), Wemerson, Chrystian Pedroso (André) e Pedro Pires (Douglas).
Suplentes não utilizados: Francisco Ferreira, Monteiro e Paulo Silva.
Treinador: Lino Freitas.

União Futebol Comércio e Indústria de Tomar.

GOLOS: Kleber (Pego); Nuno Rodrigues, Luís Pedro Alves e Tiago Vieira (U.Tomar).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
João Veríssimo, Hugo Simões e Fábio Lima.

Equipa de Arbitragem: João Veríssimo, Hugo Simões e Fábio Lima com os capitães.

DISCIPLINA:
Cartão amarelo: André Batista, Diogo Rosado e Fábio Santos (Pego); Nuno Rodrigues, Fábio Vieira, Bruno Araújo, Chrystian Pedroso e Leandro (U.Tomar).

No final fomos ouvir os responsáveis técnicos:

Renato Dias-Treinador do Pego.

 

Lino Freitas-Treinador do U.Tomar.

*Com David Belém Pereira (fotos e áudio).

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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