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Futebol | Ouriense venceu Damaiense com “golão” de Flávia Fartaria

CLUBE ATLÉTICO OURIENSE 1 – SPORT FUTEBOL DAMAIENSE 0
Liga BPI – Apuramento Manutenção – 1ª jornada
Campo da Caridade em Ourém
17-01-2021

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Depois de a meio da semana, com a vitória do Damaiense no Estoril, o Torreense ascender ao grupo que vai disputar o título, arrancou este fim de semana a disputa pelos lugares de manutenção na Liga BPI e despromoção ao escalão secundário.

Bom jogo no Campo da Caridade em Ourém.

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Com os pontos reduzidos a metade e com seis equipas na zona sul, o Ouriense, com quatro pontos, recebeu e bateu o Damaiense que conservou os seis pontos arrecadados na primeira fase.

Damaiense com equipa muito jovem mas valorosa.

O clube do concelho da Amadora, que havia vencido o Ouriense por 2-1 na primeira fase, andou sempre a lutar por ficar nos lugares cimeiros de modo a não ter de disputar a manutenção e constituia um adversário de respeito.

A equipa da casa, com uma época incaracterística, cedo quis resolver o jogo a seu favor pois agora luta-se pela permanência no escalão maior do futebol feminino: a Liga BPI.

Atlético Ouriense apresentou argumentos de “primeira”.

Entrou melhor e logo no terceiro minuto um excelente cruzamento para Joana Magalhães, na área, levou muito perigo às redes adversárias. A impetuosidade da jogadora ouriense levou-a a cometer falta atacante. Passados dois minutos, na transformação dum livre, Joana voltou a ser solicitada e a cabeçada passou muito perto da baliza do Damaiense.

A equipa da Damaia só aos nove minutos chegou à área da equipa da casa, também de livre. Pretona afastou o perigo. Novo livre para as visitantes, aos onze minutos, levou o esférico, batido pela capitã Ana Assucena, a embater com estrondo na trave da baliza à guarda de Quézia Proença. Na recarga Inês Matos cabeceou para defesa fácil da guardiã brasileira do Ouriense. Grande perdida para o Damaiense…

Damaiense podia ter marcados aos onze minutos.

A equipa comandada por João Gonçalves, estava mais forte e impunha o físico das suas atletas, tendo sempre maior posse de bola e criando as melhores oportunidades. Maria Baleia, perto do quarto de hora de jogo, correu toda a ala direita e foi à linha cruzar com perigo. A guarda redes forasteira, com uma “sapatada” afastou para canto. Na conversão Laura Spenazzatto, com forte cabeçada, obrigou Margarida Costa a ceder novo canto.

O Damaiense tentava responder mas a sua referência no ataque, Aryana Harvey, estava sempre muito desapoiada. A atleta norte americana de elevada estatura, ou não fosse filha duma estrela da NBA, ia lutando com a defensiva ouriense que invariavelmente ganhava os duelos.

Norte-americana Aryana Harvey foi “presa” fácil da defensiva da casa.

Aos 20 minutos Pretona subiu à área adversária para discutir uma bola na sequência dum livre. Derrubou duas adversárias e viu ser-lhe averbada uma falta atacante. Com o jogo a acalmar o ritmo, entrou-se numa fase de menor esclarecimento, com o esférico a ser disputado longe das balizas.

Aos 25 minutos o Ouriense tentou acelerar o jogo com boas combinações entre várias jogadoras. A rápida transição terminou com um forte remate de Laura Spenazzatto por cima da baliza adversária.

Ouriense tenta acelerar o jogo.

Foi sol de pouca dura…
O jogo voltou à toada morna dos últimos minutos, muito jogado a meio campo, onde a paraguaia Rosa Miño ia desenvolvendo um trabalho muito bem conseguido de “box-to-box”, roubando e transportando o esférico, servindo depois as jogadoras mais adiantadas. Notável…

Aos 38 minutos a capitã da equipa de Ourém, Flávia Fartaria, teve uma entrada “de sola” sobre Ana Assucena, deixando-a prostrada no relvado. O gesto, com tanto de dureza como de desnecessário, valeu à número 17 a amostragem da cartolina amarela.

Entrada dura valeu o “amarelo” a Flávia Fartaria.

Com dificuldades óbvias de progressão as equipas apostavam nas bolas paradas ou na meia distância. Aos 39 minutos, Laura Spenazzatto tentou de muito longe transformar um livre em golo mas a atenta guarda redes Margarida Costa não o permitiu.

Pouco depois, aos 42 minutos, Patrícia Barreiros tentou o pontapé de surpresa, de muito longe para defesa fácil de Quézia Proença. A faltar pouco para o descanso um cruzamento bem medido do lado esquerdo do ataque ouriense permitiu a Maria Baleia a cabeçada que só foi travada pela guardiã visitante.

Esteve bem a guarda redes Margarida Costa.

A juíza da partida, Ana Amorim, mandou as equipas para o intervalo e ficou a pairar um sabor a justiça no resultado no meio tempo. Pela produção e oportunidades criadas o empate ajustava-se, podendo qualquer das equipas ter marcado, o que não se verificou e o nulo deixava as expectativas altas para a segunda parte.

Empate aceitável ao intervalo.

João Gonçalves, técnico do Atlético Ouriense, não estava satisfeito com a apatia da sua equipa e quis “mexer” com o jogo. Deixou Joana Magalhães no “banho” e lançou a mais recente aquisição da sua equipa: Farida Machia.

A camaronesa esteve duas épocas no Sporting de Braga, onde marcou golos decisivos, e havia regressado à sua Yaoundé natal onde o emblema de Ourém a foi “resgatar” para a Liga BPI.

Joana Magalhães cedeu o lugar a Farida Machida.

E realmente o jogo da sua equipa passou a ser mais acutilante. Depois do Damaiense beneficiar dum livre, cobrado por Ana Assucena por alto, Farida Machia tentou furar pela direita do seu ataque, serviu Maria Baleia na área mas a defensiva afastou para onde estava Flávia Fartaria, ainda longe da baliza.

A capitã encheu o pé e conseguiu um golo de belo efeito, daqueles para “mais tarde recordar”. Que golaço de Flávia aos 51 minutos!!!

Flávia Fartaria (17) deu a vitória à sua equipa com um golão.

No reatamento o Ouriense ganhou o esférico e, já dentro da área, Laura Spenazzatto apareceu no chão. Pediu-se grande penalidade mas a árbitro do encontro não teve dúvidas. Assinalou a marca do quarto de círculo e na conversão do canto o esférico percorreu toda a área sem que fosse jogado, perdendo-se pela linha lateral.

Pouco depois, aos 55 minutos, Flávia Fartaria entrou com a bola dominada na área damaiense e foi desarmada acabando no chão. Voltou a pedir-se, sem razão, novo penalti não atendido por Ana Amorim.

Aryana Harvey (ao centro) lutou muito com a defensiva da casa.

Na resposta Aryana Harvey “apareceu” finalmente no jogo. Entrou com muito perigo na área do Atlético e valeu, na circunstância, o corte precioso de Carol Pretona, cedendo canto que foi batido para as luvas de Quézia Proença.

Logo a seguir, aos 52 minutos, Aryana Harvey voltou a ameaçar o extremo reduto ouriense mas Pretona voltou a resolver, cedendo canto. No minuto seguinte Carol Pretona, impetuosa, cometeu uma falta mesmo em cima do risco da grande área que Assucena cobrou por cima da barreira…e da trave.

Livre de Assucena por cima da trave.

O jogo voltou a uma fase de adormecimento, um pouco à semelhança da primeira parte e foi Farida Machia a dar um “abanão” aos 67 minutos. Entrou em velocidade na área e valeu a atenção e disponibilidade de Inês Matos que a desarmou, cedendo canto.

Dois minutos depois Lúcia Leila subiu pelo corredor esquerdo e cruzou para Machia. O corte da defensiva lisboeta deu canto e na conversão pediu-se mão da mexicana Paulina Solis. A árbitro do encontro assinalou novo canto que na conversão Maria Baleia cabeceou por cima da baliza de Margarida Costa.

Maria Baleia muito interventiva no jogo.

No minuto seguinte o Damaiense, num excelente roubo de bola, encetou uma rápida transição ofensiva, culminada com um remate forte da capitã Daniela Santos para defesa atenta de Quézia.

Aos 73 minutos um livre, favorável ao Ouriense, descaído pela esquerda, levou perigo à baliza do Damaiense. Laura Spenazzatto, a “dona da bola” nos livres, bateu forte para defesa de Margarida Costa.

Ana Assucena (16) fez um bom jogo.

Minutos depois, um enorme “balão” de Ana Assucena quase traia a guarda redes da equipa da casa. A bola a cair junto à trave testou a atenção e perícia de Quézia Proença mas o esférico já ultrapassara o espaço aéreo, à vertical da linha de fundo.

Aos 81 minutos um livre levou perigo à outra baliza. A bola cobrada por Maria Baleia tocou na barreira e quase traia a guarda redes damaiense Margarida Costa que agarrou.

Três minutos depois, uma combinação perfeita na cobrança dum livre quase dava para as anfitriãs chegarem ao segundo golo. Machia recebeu, rodou e serviu Rosa Minõ que vinha na passada. A paraguaia rematou forte para boa defesa de Margarida.

Muita entrega das duas equipas.

Apesar da equipa da casa estar melhor no jogo as pupilas de João Videira não davam o encontro por perdido e a faltarem cinco minutos para o tempo regulamentar Bárbara Marques, no coração da área, rematou forte para a defesa da tarde de Quézia para canto.

Na conversão, Inês Matos cabeceou para a guarda redes da equipa de Ourém. A equipa da Damaia intensificou a pressão mas a impaciência levou-a a cometer faltas atacantes que anularam os esforços.

Damaeiense acreditou até ao fim num bom resultado.

Aos 89 minutos Ana Assucena teve nos pés uma soberana oportunidade para repartir os pontos. Entrou na área ouriense mas permitiu a intervenção valorosa de Quézia Proença que se arrojou aos pés da sua adversária, tirando-lhe o “pão da boca”.

Com o tempo esgotado o Damaiense beneficiou dum livre, batido para fora e a placa com os três minutos de compensação fez a sua aparição.

No segundo minuto de compensação o Damaiense desperdiçõu um pontapé de canto permitindo ao Ouriense o contra golpe. Valeu a posição irregular de Farida Machia que ainda rematou, achando a juíza da partida que esse gesto se enquadrava no comportamento incorreto e “amarelou” a camaronesa.

Quézia Proença soube fechar as redes da sua baliza.

Pouco depois apitou pela última vez neste encontro, dando-o por terminado. Bom jogo entre equipas que querem continuar a frequentar a elite do futebol feminino. Dominou o Atlético Ouriense e o golaço da sua capitã Flávia Fartaria deu justiça ao resultado.

Boa réplica da jovem equipa de João Videira, com muitas jovens emprestadas pelo Sport Lisboa e Benfica, o anterior clube do técnico.

Vitória ouriense em jogo muito disputado.

Com este resultado o Ouriense sobe ao segundo posto com sete pontos, atrás do Estoril-Praia com 10. O Damaiense caiu para terceiro com os seis pontos da primeira fase, à frente do Amora, que não jogou. Os dois últimos lugares, os da descida direta, são ocupados pelo popular Fofó e A-dos-Francos.

O Atlético Ouriense desloca-se à casa do “lanterna vermelha” na próxima jornada.
Arbitragem sem problemas de maior, conduziu bem o jogo acertando a grande maioria das decisões. com critério disciplinar aceitável. Positivo.

Boa arbitragem de Ana Amorim.

Ficha do jogo:

CLUBE ATLÉTICO OURIENSE:

Quezia Proença, Rosa Miño, Juliana Domingues, Laura Spenazzatto, Ana Beja, Flávia Fartaria, Maria Baleia (Ana Ferreira), Sofia Silva, Carol Pretona, Lúcia Leila (Jeka) e Joana Magalhães (Farida Machia).
Suplentes não utilizadas: Barbex, Catarina Rodrigues, Beatriz Pereira e Laura Pires.
Treinador: João Gonçalves.

Clube Atlético Ouriense.

SPORT FUTEBOL DAMAIENSE:

Margarida Costa, Inês Matos, Carolina Correia, Paulina Solis, Ana Assucena, Madalena Marau (Bárbara Marques), Patrícia Barreiros, Daniela Santos, Nicole Araújo (Lara Pintassilgo), Aryana Harvey e Carolina Santana (Carolina Ferreira).
Suplentes não utilizadas: Daniela Santos, Matilde Fernandes e Bruna Figueredo.
Treinador: João Videira.

Sport Futebol Damaiense.

GOLO:
Flávia Fartaria (Ouriense).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Ana Amorim, Daniel Costa e Francisco Silva (AFPorto).
4º Árbitro: Catarina Amorim (AFAveiro).

Equipa de arbitragem chefiada por Ana Amorim com as capitãs.

DISCIPLINA
Cartão amarelo: Flávia Fartaria, Carol Pretona e Farida Machia (Ouriense); Inês Matos e Ana Assucena (Damaiense).

No final ouvimos ambos os treinadores:
JOÃO GONÇALVES (Ouriense):

João Gonçalves, treinador do Ouriense.

JOÃO VIDEIRA (Damaiense):

João Videira, treinador do Damaiense.

*Com David Belém Pereira (multimédia).

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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