Futebol Juniores | Lagartos vencem com alma e coração um Rio Maior atordoado

Parque Desportivo Municipal de Sardoal

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Campeonato Distrital de Júniores (2ª Divisão) – 7ª jornada

Equipas 

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Lagartos do Sardoal vs Rio Maior SC

Árbitro Principal – João Pereira

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Árbitros Auxiliares – Vasco Caseiro e Miguel Santos

Equipa de arbitragem liderada por João Pereira
Equipa de arbitragem liderada por João Pereira

Onze Inicial :

Lagartos do Sardoal

Alexandre Jorge, Gonçalo Madeiras, Diogo Baptista, David Louro, João Paulino , Rodrigo Antunes, Tiago Santos, Armando Fernandes , João Pires, Diogo Ventura e Tiago Gaspar (cap.)

Equipa dos Lagartos do Sardoal em foto de arquivo. Foto José Belém
Equipa dos Lagartos do Sardoal em foto de arquivo. Foto José Belém

Suplentes :

Eduardo António, Daniel Coelho, Rui Alexandre, e Alexandre Duarte

Treinador – Miguel Alves

Treinador da equipa dos lagartos do Sardoal
Treinador da equipa dos lagartos do Sardoal Foto: José Belém

Substituições :

Diogo Batista por Daniel Coelho, João Paulino  por Eduardo António, Armando Fernandes por Rui Alexandre

Rio Maior SC

Fábio Giroto, Alexandre Nogueira, Francisco Martins, Joel Batista, Rui Cardoso, Yuri Lima (cap.), Diogo Chibante, ), Bernardo Santos, Lucas Fonseca, David Fonseca e Rafael Reis

Onze Inicial da equipa do Rio Maior SC Foto : José Belém
Onze Inicial da equipa do Rio Maior SC
Foto : José Belém

Suplentes :

Francisco Inácio, Duarte Ferreira, Rafael Fernandes, Luís Colaço, Francisco Pereira, Francisco Clemente e André Adrião

Treinador – Mauro Miguel

Treinador da equipa do Rio Maior SC.
Treinador da equipa do Rio Maior SC. Foto: José Belém

Substituições :

Joel Batista por Francisco Pereira , Diogo Chibante  por André Adrião, Rafael Reis por Luís Colaço

Cartões :

Amarelos – Tiago Santos ( 55´), Alexandre Nogueira ( 88´), David Louro (93´)

Golos : 

Lagartos do Sardoal

9´- Tiago Santos ( 1) e 12´David Louro (1)

Crónica de José Belém 

Num encontro entre primeiros classificados, sem dúvida que o líder Rio Maior chegava ao Sardoal com uma maior dose de favoritismo, até porque a equipa local apresentava algumas ausências devido a lesões e atletas atingidos por gripes habituais da época sazonal que os impossibilitaram de dar o seu contributo.

O técnico sardoalense Miguel Alves teve por força disso mesmo, que recorrer a alguns jovens do escalão inferior para poder apresentar um plantel que lhe ofereçesse garantias de poder superar as dificuldades que o jogo fazia antever.

Mas ser favorito à partida (por si só) não vence jogos e não foi preciso esperar muito tempo para se chegar a essa conclusão.

Usando uma das suas “armas” mais mortíferas que é iniciar os seus jogos a “100 à hora” tentando apertar os seus adversários ao seu último reduto sem os deixar respirar, “Os Lagartos” cedo chegaram ao golo para regozijo das dezenas de adeptos que enchiam as bancadas do Municipal de Sardoal.  A jogada tem inicio a meio do terreno com uma triangulação entre atletas de boas capacidades técnicas com o capitão Tiago Gaspar a encontrar um colega, que mesmo “espartilhado” entre dois defesas contrários, domina muito bem o esférico e, sem dó, remata para o fundo da baliza, fora do alcance do guarda-redes. Estavam passados apenas 9 minutos e Tiago “Saviola” Santos provocou a primeira explosão de alegria dentro do sintético e nas bancadas.

Previa-se a natural reacção dos riomaiorenses, mas sem um segundo de descanço, não conseguiam sair do seu meio reduto e apenas três minutos depois, só cometendo falta é que conseguiram travar mais um dos ataques d”Os Lagartos” que se iam sucedendo a um ritmo impressionate. Mesmo junto à lateral esquerda da linha delimitativa da grande área (mais uns centímetros e era penalty) da forma como atacava o conjunto lagarto, David Louro não perdoou. O guardião do Rio Maior, Fábio Girola, pensando que o atleta de Sardoal iria cruzar para a área em vez de rematar directo nem se fez ao lance; bola bem colocada em arco e a entrar directa ao segundo poste para desespero dos atletas e técnicos do Rio Maior que, aos 12 minutos já estava a perder por duas bolas a zero… nem nos seus piores pesadelos deveriam ter sonhado o que lhes estava a acontecer.

Mas faltava ainda muito tempo para jogar e seria necessário apelar ao espírito de sacrifício (de uns e de outros) para que os índices de concentração não se alterassem e o que vimos, a partir de então, foi duas equipas com reacções diferentes dentro de campo. Se, por um lado, “Os Lagartos” sabiam que o seu poder de explosão inicial estaria a esgotar-se e seria necessário recorrer a outras soluções, o Rio Maior, consciente da sua qualidade, veio para cima do adversário correndo atrás do prejuízo, mas nem sempre o fizeram da melhor maneira e, sem grande discernimento, os locais lá iam (de uma forma ou de outra) dando conta das ocorrências.

Até ao apito de João Pereira indicando o tempo para intervalo, o jogo foi-se repartindo com jogadas perto de ambas as balizas, mas sem grandes oportunidades para nenhum dos conjuntos.

No segundo tempo, Miguel Alves teve que “meter o comprimido debaixo da língua” porque sabia que o adversário viria para o relvado com tudo o que tinha na tentativa de dar a volta ao resultado (que só era surpreendente para quem não vira os primeiros 45 minutos) e, no fundo, foi o que aconteceu; após diversas investidas, aos 14 minutos, Rui Alexandre (acabado de entrar por troca com o lesionado Armando Fernandes), arrisca um corte in-extremis já dentro da sua pequena área, evitando o primeiro tento dos visitantes quando o atacante riomaiorense David Fonseca já se preparava para festejar o seu golo.

A formação forasteira continuava a tentar e os locais a fazerem de tudo para travar as acções ofensivas do adversário. Aos 19 minutos, o técnico Mauro Miguel, faz uma dupla alteração, colocando em campo Francisco Pereira e André Adrião, retirando Joel Batista e Diogo Chibante. Era chegada a hora do tudo por tudo do Rio Maior.

No minuto seguinte foi a vez do guardião local Alexandre Jorge ser chamado à “prova” negando um golo cantado a potente remate do “gigante” André Adrião, acabado de entrar.

Por essa altura, “toca a campainha” de alerta d”Os Lagartos” a avisar que está na hora de fechar portas, cerrar os dentes e apelar ao espírito guerreiro dos atletas. Era necessário colocar em campo toda a “alma e coração” para segurar esta preciosa conquista.

O técnico local, aos 22 minutos do segundo tempo, refresca a equipa e chama a jogo Eduardo António e Daniel Coelho por troca com João Paulino e Diogo Baptista que já tinham dado tudo o que tinham.

Nas bancadas o “12º jogador” ia fazendo a festa e moralizando os jovens atletas que sabiam estar quase no limite das suas forças e que, esse apoio, era o bálsamo necessário.

Apesar de atacar bastante mais neste segundo tempo, o curioso é que foram mesmo os locais que poderiam, por diversas vezes e sempre por intermédio de Tiago Santos, ter feito o seu terceiro tento, mas as forças e descernimento já iam faltando numa partida muita exigente física e emocionalmente. “Os Lagartos” chegaram mesmo a introduzir a bola no fundo da baliza contrária, mas não valendo uma vez que Tiago Santos partira de posição irregular. Alguns protestos, mas esteve bem a equipa de arbitragem.

Foto : José Belém
Foto : José Belém

Para o último quarto de hora de jogo, o técnico riomaiorense retirou de jogo o atleta Rafael Reis dando lugar à sua última aposta, o jovem Luís Colaço, mas nem assim os (até então) líderes isolados do campeonato, conseguiram qualquer objectivo.

Chegado o período de 5 minutos de compensação os sardoalenses já só sabiam defender ao invés do Rio Maior que lutou com tudo o que tinha até ao último apito. Em três minutos seguidos (46’, 47’ e 48’), os riomaiorenses poderiam ter feito o seu tento (diga-se que teria sido mais que merecido e justo), mas não era o dia deles. No primeiro, novamente André Adrião apenas, e com o guarda-redes contrário pela frente, falha escandalosamente; de seguida, é novamente Alexandre Jorge que segura bem, um remate desferido no batimento de um livre directo; por fim – e literalmente, no fim – é Francisco Pereira (também de livre) a falhar o alvo.

Assim terminava um jogo épico para os locais que, mesmo sem algumas das suas peças habituais, conseguiram concretizar duas oportunidades logo nos minutos iniciais para depois apelar ao seu espírito de grupo e aguentar as investidas do adversário que não merecia sair de Sardoal com uma derrota por dois golos de diferença: a margem mínima era o resultado justo, mas acabou por ser uma vitória do colectivo que se vai mostrando cada vez mais unido e sabedor das suas capacidades transformando as fraquezas em forças, fazendo delas a sua maior arma e, dessa forma, lá continuam no topo da tabela ao cabo de sete jornadas.

Apesar de alguns protestos finais de dirigentes e técnicos do Rio Maior esteve em campo uma equipa de arbitragem composta por três jovens que realizaram um trabalho bastante positivo, sem comprometer o resultado da partida.

Resultado Final :

Lagartos do Sardoal 2 vs Rio Maior SC 0

 

 

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