Futebol | Jogo de equilíbrios entre Mação e Peniche só podia “dar” empate (C/fotos e audio)

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA DE MAÇÃO 0 – GRUPO DESPORTIVO DE PENICHE 0
Campeonato de Portugal – Série C – 8ªjornada
Campo Agostinho Pereira Carreira
Mação
14-10-2018

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Patrick em ajuda defensiva.

Com a tempestade Leslie ainda a fazer sentir os seus efeitos, a chuva ainda fez uma breve aparição no melhorado sintético de Mação, onde se encontraram duas equipas a precisar de pontos como de “pão para a boca”. Ambas sofreram recentemente mudanças no comando técnico e continuam sem encontrar o caminho das vitórias…
Quer o jovem Rui Pedro Gaivoto, quer o consagrado José Rachão sentiram que era importante não sofrer golos para estar mais perto de vencer ou de, pelo menos, pontuar. E foi o que conseguiram…

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Tavares deu muito trabalho à defensiva da casa.

As equipas entraram cautelosas, em estudo mútuo. Com o regresso do Mação ao desenho a que nos foi habituando em 4x3x3, com Sérgio como ponta de um tridente ofensivo, a comportar nas alas Patrick e Lucas, a novidade foi a inclusão de Tenta Maeda a defesa esquerdo em detrimento do habitual Araújo.
Saúda-se o regresso de Faia, que se sentou no banco após arreliadora lesão que o afastou nas últimas semanas das convocatórias.

Simão Moreno tenta ganhar posição.

Cedo se percebeu que o equilíbrio iria ser a nota dominante apesar da equipa da casa ter um arranque a “todo o gás”. Logo no minuto inicial uma arrancada de Lucas pela esquerda do seu ataque obrigou a intervenção decidida do guarda redes Soares a desfazer perigoso cruzamento.

À passagem dos cinco minutos foi a vez de Patrick cruzar da direita para Sérgio que surgiu um tudo nada atrasado, ganhando, ainda assim, um canto. No minuto seguinte um livre batido por Bruno Lemos encontrou Glady no coração da área. O central francês do Mação viu ser-lhe assinalada falta sobre o guarda redes.

Lucas tenta lançar o ataque da sua equipa.

Daqui para a frente o jogo passou a ser jogado muito a meio campo, com as defesas a superiorizarem-se aos ataques, apesar da velocidade dos alas de ambos os conjuntos e as tentativas de servirem as referências dos seus ataques: Sérgio na equipa da Catedral do Presunto e Tavares nos penicheiros.

O contacto físico passou a ser constante e o jogo, com muitas faltas, passou a ter pouca fluidez. Os cartões começaram a sair cedo do bolso do árbitro setubalense Pedro Afonso.
Jogava-se longe das áreas, não tendo os guarda redes oportunidade para brilhar. Assim se atingiu o intervalo sem grandes motivos de emoção e sem golo. Resultado que se aceita com naturalidade.

Sérgio luta nas alturas com o lituano Rukas.

No recomeço ficou a ideia de que a segunda parte não iria ser muito diferente da primeira.
O jogo continuava pouco incisivo. Ninguém queria perder…

Aos 52 minutos João Silva, dono de um bom pé esquerdo, rematou para defesa atenta de Chico Sousa. Dois minutos depois, de livre direto, o mesmo João Silva voltou a testar o guarda redes.

Lutou-se ombro a ombro.

A primeira oportunidade maçaense no segundo tempo surgiu à passagem do quarto de hora num cruzamento bem medido de Bruno Lemos que Lucas penteou de cabeça para remate de Patrick. O guarda redes Soares defendeu com classe.

Passados três minutos foi a vez do central Lélé subir no terreno e cabecear, na sequência de um canto. A defesa de Peniche foi mais lesta e afastou. Aos 65 minutos Patrick executou um traiçoeiro centro remate que criou muitos problemas ao guarda redes Soares.

Patrick rodeado de adversários.

Jogava-se mais perto das balizas mas as defesas, guarda redes incluídos, iam chegando para as encomendas. Aos 66 minutos Patrick, ainda fora da área meteu a cabeça à bola e obrigou Soares a difícil defesa para canto. Sérgio tentou a meia distância, aos 69 minutos, mas o esférico saiu ao lado.

A aposta de ambos os conjuntos passou a ser as ocasiões de bola parada. Aos 73 minutos João Silva voltou a bater mais um livre descaído pelo lado direito. O forte remate foi travado por Chico Sousa para canto.

No outro lado do campo, aos 76 minutos, Bruno Lemos bateu novo livre por cima do travessão. Dez minutos depois, já com o final do jogo muito perto, João Silva voltou a tentar desfeitear Chico Sousa, obrigando-o a ceder canto. Já em tempo de compensação Marchão, entrado pouco antes, cruzou para Miguel Luz que cabeceou por cima.

Miguel Luz tenta passar por João Silva.

Pouco depois o árbitro Pedro Afonso deu o tempo como esgotado e mandou toda a gente de volta aos balneários. Foi um jogo bem disputado, muito faltoso, repartido pelas duas equipas. O resultado apesar de penalizador para ambos os conjuntos afigura-se como justo. Arbitragem com poucos casos de difícil análise. Apitou muito no meio campo e “carregou” nos amarelos. Teve o condão de não estragar o jogo…

Muitas faltas a meio campo levou a amostragem de muitos amarelos.

FICHA DE JOGO

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA DE MAÇÃO:
Chico Sousa, Simão Moreno, Gonçalo Lélé, Glady, Tenta Maeda, Esteves, Bruno Lemos, Tiago Vieira, Patrick (Miguel Luz), Sérgio e Lucas Reis (João Marchão).
Suplentes não utilizados: Renan, Bernardo Bento, Bruno Araújo, Faia e Rodrigo Ribeiro.
Trinador: Rui Pedro Gaivoto.

Associação Desportiva de Mação. Foto de arquivo mediotejo.net.

GRUPO DESPORTIVO DE PENICHE:

Soares, Brites (Luís Pinto), Rukas, Samiro, Meira, Bissula (Tiago Ferreira), Cosme, Zílio, João Silva, Luís Gonçalves e Tavares (Chaves).
Suplentes não utilizados: Ferreira, Bento, Amar e Motinha
Treinador: José Rachão.

Grupo Desportivo de Peniche. Foto de arquivo mediotejo.net

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Pedro Afonso, Miguel Neto e Manuel Salvador (AFSetúbal)

Equipa de arbitragem: Pedro Afonso, Miguel Neto e Manuel Salvador com os capitães.

DISCIPLINA
Cartão amarelo:
Glady e Patrick (Mação); Rukas, Samiro, Meira, Bissula, Tavares e Cosme (Peniche).

No final fomos ouvir os técnicos de ambas as equipas:

Rui Gaivoto, treinador do Mação. Foto: mediotejo.net

José Rachão-Treinador do Peniche.

*Com David Belém Pereira (fotos).

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Jorge Santiago
Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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