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Futebol | Ineficácia atacante ditou um nulo entre o Sertanense e o Alcains (c/ÁUDIO E FOTOS)

SERTANENSE FUTEBOL CLUBE 0 – CLUBE DESPORTIVO DE ALCAINS 0
Campeonato de Portugal – Série E – 7ªjornada
Campo de Jogos Dr. Marques dos Santos na Sertã
29-11-2020

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No bem cuidado relvado do Campo do Sertanense encontraram-se ao final da manhã de domingo, 20 de novembro, três equipas do distrito de Castelo Branco: os donos da casa, o Alcains e a equipa de arbitragem, que também pertence a esta Associação de Futebol.

No Campo Dr. Marques dos Santos cumpriu-se um minuto de silêncio em homenagem a Homens do Futebol.

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Com a presença no relvado de três equipas do distrito, é de destacar também a presença do presidente da Associação de Futebol de Castelo Branco, Manuel Candeias, na Tribuna do Campo de Jogos Dr Marques dos Santos, na companhia do presidente do clube da Sertã, Paulo Farinha.

Bom jogo entre equipas da Associação de Futebol de Castelo Branco.

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Com a posição na tabela a denunciar percursos diferentes até aqui no campeonato verificava-se que os donos da casa, vencedores em duas partidas, ocupavam os lugares do topo, enquanto a equipa de Ricardo António, ainda sem ganhar, estava em lugar de despromoção. O favoritismo pendia claramente para a equipa de Natan Costa, até porque jogava em casa.

Equipa do Sertanense a beneficiar do fator casa.

O jogo começou com os sertaginenses a procurarem a linha de fundo, preferencialmente pelo lado direito, para daí cruzarem para as referências na área. As bolas paradas faziam parte dos planos de ambos os conjuntos que trabalham bem esses lances.

A atitude guerreira dos visitantes, tentando ter maior posse de bola para a fazer circular, era uma das formas de tentarem penetrar na bem escalonada defesa da equipa da casa.

Bem escalonada a defesa da casa era difícil de transpor.

O primeiro lance de perigo, para a equipa da casa, surgiu ao minuto três com um cruzamento do lado esquerdo que permitiu a Bruno Torres um remate na passada. Gonçalo estava atento na baliza e defendeu.

A resposta do Alcains veio na forma de livre direto, batido por Coulibaly aos sete minutos, para lá da linha de fundo mas perto da baliza de Leo Turossi. À passagem dos dez minutos, um cruzamento do lado direito do ataque do Sertanense criou a total confusão na área dos visitantes, com ressaltos entre cabeças, acabando por ser Cyrille o último a cabecear para defesa de Gonçalo.

Cyrille foi um “quebra cabeças” para os visitantes.

No contra golpe, Leo apanhou mal a bola e rematou muito longe da baliza da equipa da casa. Após um período de intensa luta a meio campo, com algumas entradas duras que o árbitro resolveu não sancionar com cartões, as equipas iam-se equivalendo, fazendo alguns acertos táticos.

Aos 25 minutos, um lance de grande dureza deixou prostrados no solo um atleta de cada equipa. O árbitro decidiu-se por um livre a favor do Alcains que Fábio Brito cobrou para defesa atenta de Turossi.

Bolas paradas foram argumento de ambas as equipas.

O Sertanense procurava as linhas para daí cruzar com muito perigo. Aos 28 minutos um cruzamento da direita permitiu boa cabeçada de Victor Hugo. A defensiva forasteira aliviou pela linha lateral.

No minuto seguinte pediu-se grande penalidade por mão na área dos visitantes. O árbitro Luís Máximo, bem colocado, decidiu-se pela marcação dum pontapé do quarto de circulo para o Sertanense. Na conversão Luís Martins provocou falta atacante, inviabilizando a jogada.

Os cantos levaram perigo à baliza de Gonçalo, claramente o “Homem do Jogo”.

Aos 32 minutos Cyrille ganhou novamente a linha de fundo e cruzou rasteiro e tenso. A defesa contrária aliviou para sítio “proibido” onde surgiu Miguel Pineu a rematar forte para boa defesa de Gonçalo.

Em jeito de resposta, do outro lado do campo, João Vitor acorreu a um canto de cabeça, “penteou” para Coulibaly rematar por cima, à boca da baliza. Pouco depois Léo invadiu a área sertaginense e armou o remate. Na sua viagem a bola acertou no rosto de Sunday, gorando-se uma bela ocasião de golo.

Alcains atacava pela certa e sempre de forma perigosa.

Aos 37 minutos, sem que a toada de parada e resposta desse sinal de abrandar, o Sertanense dispôs dum livre direto do seu lado direito. Respondeu Doukouré com uma cabeçada para defesa de Gonçalo.

Minutos depois, Cyrille encetou um “raid” de belo efeito, driblando quem lhe surgiu pela frente. Quando preparava o remate foi desarmado “in-extremis”.

Aos 41 minutos, já com o descanso no horizonte, um canto favorável ao Sertanense criou uma enorme confusão na área dos “amarelos”. O último remate pertenceu a Ibouka, parado pelas luvas de Gonçalo.

Ibouka integrou-se amiúde no ataque da sua equipa.

Em cima do tempo regulamentar a equipa da casa beneficiou dum pontapé de canto.
Com os visitantes a revelarem dificuldade em afastar o esférico surgiu de novo Ibouka de cabeça, a rematar para fora.

Luís Máximo apitou para o intervalo ficando a pairar no ar a ideia que o nulo penalizava a ineficácia ofensiva de ambos os conjuntos, com o Sertanense a desperdiçar um número maior de oportunidades e o adversário à espreita para tentar ser feliz. Boas perspectivas para o segundo tempo.

Segundo tempo prometia aquilo que faltara até aí: golos.

Com as equipas, principalmente a de Natan Costa, a produzirem muitas oportunidades, os técnicos ao intervalo deverão ter falado de eficácia aos seus atletas.

Logo no segundo minuto Jorge Teixeira podia ter elevado a satisfação dos sertaginenses ao enviar o esférico à trave. Na emenda, a cabeçada de Matheus foi defendida facilmente por Gonçalo.

A entrada a todo o gás valeu ao capitão Bruno Torres um cartão amarelo numa falta a meio campo igual a tantas outras. O juiz da partida a querer segurar o jogo…

Bruno Torres sfreu várias faltas mas foi o primeiro “amarelado” do dia!!!

Aos 52 minutos Cyrille foi pela “enésima” vez à linha de fundo cruzar para a defensiva contrária resolver.

Logo a seguir Pineu cruzou da ala direita e Victor Hugo saltou com o guarda redes Gonçalo sendo atingido na cabeça e ficando a necessitar de ajuda. Rapidamente se recompôs.

Aos 58 minutos o pânico instalou-se no Campo Dr. Marques dos Santos. O lateral do Alcains, João Vitor, em disputa acesa pela bola com Cyrille caiu fora do relvado e embateu com a nuca na vedação.

João Vitor (à dtª) sofreu forte impacto com a vedação.

Foram momentos muito difíceis, o jogador ficou momentaneamente inconsciente e a sangrar, mas assim que recuperou a consciência estava orientado, apesar de muito combalido e ferido.

Foi estabilizado pelos Bombeiros e feito o levante padrão de traumatismos crâneo cervicais para maca própria, sendo conduzido ao hospital. Esperando que não existam traumatismos graves endereçamos daqui um abraço solidário a João Vitor, desejando o rápido regresso aos relvados.

Viveram-se momentos de aflição atá o lateral de Alcains recuperar a consciência.

Serenados os ânimos e com Bruno Rafael no lugar do infortunado número dois dos “amarelos”, o jogo recomeçou com o seu colega Fábio Brito a rematar à meia volta para defesa de Leo Turossi.

Melo, acabado de entrar na equipa de Alcains, tentou surpreender Leo mas o remate saiu fraco e fácil para o guarda redes.

Jogo muito disputado acabaria empatado

Era o melhor período da equipa de Ricardo António e uma bola a “pingar” entre o guarda redes da equipa da casa e Sunday que se desentenderam foi determinante para o nulo final.

Nasro apoderou-se da bola e apenas com Turossi pela frente, mal posicionado e fora da baliza, atirou ao lado, rente à base do poste. Jogava-se o 73º minuto.

Nasro ficou muito perto de fazer o golo para o Alcains.

Respiraram de alívio os da casa e sacudiram a pressão passando a ter de novo o comando do jogo, empurrando a equipa de Alcains para perto da sua área.

Aos 81 minutos um livre batido por Bruno Torres para o eixo da defesa originou um canto.
Um remate em arco de César levou muito perigo à baliza de Gonçalo quando já faltava pouco para o final. O árbitro mandou subir a placa assinalando os cinco minutos de compensação que havia para jogar.

Grande pressão do Sertanense nos descontos.

Foram minutos bem disputados. Num último fôlego, a equipa da casa tudo fez para inverter a expressão do marcador mas não conseguiu o golo que tanto procurou. Ibouka, Katty e Doukouré desperdiçaram ocasiões para marcar nos minutos até ao apito final.

Resultado que se ajusta à incapacidade demonstrada pelas equipas para fazerem golo. E a sorte foi madrasta para ambas…
Arbitragem que tecnicamente esteve bem, contemporizou na amostragem dos cartões.
Os jogadores não complicaram senão ia ser difícil de gerir a disciplina.

Luís Máximo arriscou muito ao poupar os amarelos.

Ficha do Jogo:

SERTANENSE FUTEBOL CLUBE:

Leo Turossi, Luís Martins, Bruno Torres, Cyrille (César), Doukouré, Matheus (Bruno Eduardo), Sunday, Miguel Pineu, Victor Hugo (Katty), Kevin Ibouka e Jorge Teixeira.
Suplentes não utilizados: Pedro Farinha, Tiago Santos, Alex e Faria.
Treinador: Natan Costa.

Sertanense Futebol Clube.

CLUBE DESPORTIVO DE ALCAINS:

Gonçalo, João Vitor (Bruno Rafael), João Lourenço, Coulibaly, Rúben Nogueira, Kaba, Léo (Mário Gassamá), Dani Matos, Fábio Sousa, Nasro e Fábio Brito (Melo).
Suplentes não utilizados: Diogo Sá, Miguel Rebelo e Pedro Almeida.
Treinador: Ricardo António.

Clube Desportivo de Alcains.

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Luís Máximo, Pedro Ribeiro e Ângelo Correia (AF Castelo Branco).

Equipa de Arbitragem: Luís Máximo, Pedro Ribeiro e Ângelo Correia (AFCastelo Branco) com os capitães.

DISCIPLINA:
Cartão amarelo: Luís Martins e Bruno Torres (Sertanense), Fábio Sousa e Mário Gassamá (Alcains)

No final fomos ouvir ambos os treinadores:

Natan Costa-Treinador do Sertanense.

 

Ricardo António, treinador do Alcains.

*Com David Belém Pereira (multimédia).

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Jorge Santiago
Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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