Futebol/Inatel | Sentieiras com mais argumentos “derruba” Azervadinha e segue em frente na Taça (c/fotos e áudio)

Sentieiras vence Azervadinha e segue em frente na Taça Fundação Inatel de Santarém.

C. P. C. D. de SENTIEIRAS 4 – U. S. AZERVADINHA 2

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Taça Fundação Inatel – 1/8 de Final

Campo de Jogos de Sentieiras

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30-12-2018

A formação de Sentieiras cedo mostrou o que queria do jogo assediando a baliza contrária.

A formação de Sentieiras, ainda a viver momentos difíceis após a perda de um dos seus, termina o ano de 2018 com uma boa vitória, carimbando a passagem aos quartos de final da Taça Fundação Inatel perante o conjunto de Azervadinha que acabou por ser surpreendido com um factor inesperado: a dimensão do terreno. A equipa da casa explorou muito bem esse factor e foi uma questão de tempo para concretizar um dos objectivos da temporada, a par do campeonato.

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Cedo, a dupla lateral dianteira de Sentieiras formada por Gonçalo Santos e Mário Rodrigues definiu ao que vinha e, com incursões, transições e desmarcações rápidas, fizeram da defensiva do “Unidos do Sorraia” de Azervadinha uma teia em “pânico” com a ajuda importante de seu guardião Flávio Costa.

Rápidos na recuperação de bolas a meio campo, esta dupla foi criando algumas oportunidades que só não deram resultado mais cedo porque a eficácia deixava a desejar. O Azervadinha, apenas aos 11 minutos conseguiu chegar-se à frente, mas sem perigo de maior para os locais.

Flávio Costa no segundo poste a ser feliz e a fazer o primeiro da partida para a equipa da casa.

Se, em ataques e jogadas continuadas o golo para as Sentieiras não aparecia, havia sempre a alternativa das chamadas “bolas paradas”. E foi mesmo num desses lances que a equipa da casa inaugurou o marcador à passagem do minuto 16 do primeiro tempo. Livre apontado por Tiago Pombo na zona intermédia direita do seu ataque com a bola a encontrar Flávio Costa no segundo poste a ser feliz e a fazer o primeiro da partida. Festa comedida neste primeiro tento dos locais que sabiam do valor do adversário e que ainda havia muito jogo para disputar.

A luta no centro do terreno pela posse da bola era intensa.

A luta no centro do terreno pela posse da bola era intensa e o trio de arbitragem teve alguma dificuldade em avaliar alguns lances o que deixava intranquilos jogadores, técnicos e adeptos de ambas as equipas. O caso mais   flagrante aconteceu quando o cronómetro assinalava o minuto 36.

André Coelho atira à trave com a bola a descer sobre a linha de baliza. Reclamou-se golo do lado dos forasteiros alegando que o esférico terá ultrapassado a marca, pedido não assistido pela equipa de arbitragem que ainda conferenciou, mas o jogo acabou por prosseguir e atingir o intervalo com a equipa de Sentieiras a vencer por uma bola tangencial e com a partida a prometer muito para a segunda parte.

Golo madrugador das Sentieiras no segundo tempo não deixou sossegado o guardião Pardal que teve muito trabalho.

Segunda parte que não poderia começar melhor para os locais num lance muito idêntico ao do adversário só que, desta vez, Tiago Leitão estava no sítio certo para confirmar aquele que seria o segundo das Sentieiras.

Vida facilitada para o técnico Carlos Rodrigues que, mesmo assim, continuava a pedir atitude aos seus jogadores, pois sentia que a qualidade do adversário poderia, a qualquer momento, fazer mudar o rumo dos acontecimentos.

E a equipa correspondeu pese embora o Azervadinha esboçasse alguma reacção. A esperada “tranquilidade” surgiu aos 10 minutos do segundo tempo com um golo que só o génio de Mário Rodrigues pode fazer acontecer. Com a bola dominada nos pés, consegue-se desmarcar de toda a defensiva forasteira e, à entrada da área, descaído para o seu lado direito, aplica um potente remate, deixando Flávio Costa cravado ao chão e, dessa forma, celebrou efusivamente o terceiro da sua equipa com dedicatória geral apontada ao céu.

Após o primeiro tento do Azervadinha, o jogo partiu-se e passou-se a jogar à base de lances em “chuveirinho” para cima de ambas as áreas.

Sem tirar o pé do acelerador, os amarelos do concelho de Abrantes iam criando várias oportunidades para aumentar o score só que, numa das poucas ocasiões em que abriram brechas na defesa, o Azervadinha reduz por intermédio do “inconsolável” João Peseiro após marcação de livre indirecto.

Dois minutos depois, Luís Capricho quase faz o segundo para os visitantes com a bola a beijar a base do poste direito de Pardal, que estava batido. Momento de sorte para os locais que, aproveitando a maior abertura ofensiva do Azervadinha, atingem o quarto tento, novamente pelo “irreverente” Mário Rodrigues que assinou o melhor golo da tarde mais uma vez celebrado com dedicatória.

A partida rumava em direcção ao seu final e, com 4 a 1, estava encontrado o vencedor da eliminatória mas os forasteiros nunca atiraram a “toalha ao chão”.

A partida rumava em direcção ao seu final e, com 4 a 1, estava encontrado o vencedor da eliminatória. Só que os homens de Azervadinha pretendiam deixar outra imagem e nunca deitaram a toalha ao chão mesmo sabendo que só um milagre poderia reverter a história do jogo. Como “prémio”, a seis minutos dos oitenta regulamentares, João Peseiro bisa e define o resultado final da partida. Vitória justa da equipa de Sentieiras, com boa oposição da equipa de Azervadinha, conjunto que o ano passado foi finalista vencido nesta competição.

A vitória da equipa de Sentieiras não sofre qualquer contestação.

FICHA DO JOGO:

C. P. C. D. de SENTIEIRAS:

Pardal, Diogo Batista, Filipe Rodrigues (cap.), Vasco Lopes, João Henriques, Roldão, Tiago Pombo, Gonçalo Santos, Tiago Leitão, Daniel Coelho e Mário Rodrigues.

Suplentes: Telmo, Fábio Navalho, Frederico Coelho, Bernardo Ferreira e Hélder Carboila.

Treinador: Carlos Rodrigues.

Equipa de Sentieiras (foto Filipe Pombinho)

U. S. AZERVADINHA:
Flávio Costa, Orlando, Pedro Neves, João Peseiro, Pedro Cardoso, André Forca, João Sousa, Luís Capricho, Miguel Lucas, André Coelho e Carlos Mesquita (cap.).
Suplentes: João Rosinha, Miguel Nunes, Luís Nobre e Pedro Mateus
Treinador: João Rosinha.

Equipa de Azervadinha (foto Filipe Pombinho)

GOLOS:
Daniel Coelho, Tiago Leitão e Mário Rodrigues (2) (Sentieiras); João Peseiro (2) (Azervadinha).

Trio de Arbitragem e capitães na habitual escolha de campo.

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Júlio Paixão, Paulo Marques e José Tavares.

De cabeça erguida o Azervadinha sai da Taça (não conseguindo o objectivo de chegar à final como na época transacta), mas a vitória das Sentieiras não sofre qualquer contestação ao ponto de ambos os técnicos estarem de acordo quando ao justo vencedor da partida, mesmo com mais golos ou menos golos:

Carlos Rodrigues – Treinador das Sentieiras.

 

João Rosinha – Treinador do “Unidos do Sorraia” de Azervadinha

 

O jogo terminou em festa numa antecipação aos votos de um melhor ano para todos.

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A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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