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Segunda-feira, Julho 26, 2021

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Futebol | INATEL: Ortiga 2 vs Bemposta 2, um empate que lhes assenta bem

Equipas 

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Ortiga vs Bemposta

Parque de Jogos Alfredo Daniel “Smith”

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Grupo G – 5ª jornada (última da 1ª volta)

Árbitro Principal –  Joaquim Martins

Árbitros Auxiliares – Luís Martins e João Ribeiro

Equipa de arbitragem mais os dois capitães de ambas as equipas. Foto José Belém
Equipa de arbitragem mais os dois capitães de ambas as equipas.
Foto José Belém

Onze Iniciais 

Ortiga

Nuno António, Miguel Lourenço, Nando Lopes, João Aleixo, Filipe Falua (cap.), Ricardo Conde, Jorge Dias, Karoxa, Duarte Marques, Jorge Mansinho  e Edgar Esteves

Suplentes 

João Eduardo, Rui Dias, Artur Conde, Joel Marcão, Nuno Mariquitos, Rodrigo Brízida e Ricardo Veiga

Treinador – José Carlos

Treinador da Ortiga, José Carlos . Foto: José Belém
Treinador da Ortiga, José Carlos .
Foto: José Belém

Substituições 

Kasa por Nuno Mariquitos, Jorge Mansinho por Rodrigo Brízida, Nando Lopes por Rui Dias e João Aleixo por Joel Marcão

Bemposta 

Fresquinho, Pedro Pequeno, Paulito (cap.), Badocha, Camões, Carlitos, João Oliveira, Eduardo, Caroucha, Gala e Menotty

Suplentes 

Cunha, Fernando Pires, Luís Espadinha, Rodrigo e André Silva

Treinador – Nelson Calor

Treinador da Bemposta, Nelson Calor. Foto José Belém
Treinador da Bemposta, Nelson Calor.
Foto José Belém

Substituições 

Eduardo por André Silva, Carlistos por Espadinha e Camões por Rodrigo

Cartões 

Amarelos

Edgar Esteves (16´) pela Ortiga; Eduardo (27’), Camões (30´) e Menotty (32´)

Ordem de exclusão

62´Nelson Calor ( Treinador da Bemposta)

Golos 

Ortiga –   50´ João Aleixo (1), 70´Rodrigo Brízida (1)

Bemposta – 45´Menotty (1), 80+ 4´Espadinha (1)

Crónica de José Belém 

A formação da Bemposta chegava à Ortiga na condição de líder isolado, com três pontos de vantagem sobre o seu opositor desta jornada e o objectivo era – se possível – ampliar ainda mais essa vantagem de modo a encarar a segunda volta desta 1ª fase do Campeonato com maior serenidade e com uma boa “almofada” de conforto precavendo-se de qualquer imprevisto nas últimas jornadas.

Naturalmente que, para a Ortiga, a situação era a inversa: perder os três pontos em disputa nesta altura, significaria deixar fugir um directo adversário e complicaria as suas contas para o que resta jogar, não esquecendo que ainda existe o Rossiense a intrometer-se nesta interessante “luta de galos” com que se está a tornar este Grupo G.

Até a forte e incomodativa chuva que caiu até então acabou por dar algumas tréguas assim que foi dado o apito inicial dando o mote para que a partida se pudesse desenrolar normalmente e sem grandes sobressaltos. De referir que o campo bem cuidado do Parque de Jogos Alfredo Daniel “Smith”, em Ortiga, Mação, nunca foi grande obstáculo pese embora nos primeiros minutos, em alguns lances, se percebesse que o esférico, quando em passes longos à flor do pelado, perdia velocidade e mudava de direcção dificultando algumas acções ofensivas. Mas as dificuldades estavam idênticas para ambos os conjuntos e haveria que se encontrar uma forma de contornar esse constrangimento circunstâncial.

Momento de lance de ataque da equipa de Ortiga. Foto José Belém
Momento de lance de ataque da equipa de Ortiga.
Foto José Belém

Os primeiros minutos de jogo foram de estudo mútuo e disputados com alguma virilidade, tendo sido o árbitro chamado a intervir inúmeras vezes a avisar alguns atletas de ambas as formações, com alguns deles a usarem (e abusarem) de entradas à margem das leis tendo mesmo Joaquim Martins recorrido à amostragem da cartolina amarela por quatro ocasiões num espaço de apenas vinte minutos.

Toda a primeira parte foi assim disputada com o jogo a concentrar-se basicamente a meio-campo, tirando uma ou outra investida às áreas contrárias, mas sem grandes ocasiões de perigo eminente.

Ao intervalo, o nulo era justo e, se por um lado castigava a inércia dos atacantes, por outro premiava as defesas que estiveram em bom plano nos primeiros 40 minutos.

Mas, com o regresso das equipas ao pelado da Ortiga, tudo se alterou.

A Bemposta entrou determinada e decidida a resolver o encontro a seu favor o mais rápido possível e após alguns raides à àrea contrária, encontra o caminho do golo por autoria de Menotty, iam apenas decorridos 5 minutos da etapa complementar. Era o prémio pelo reinício de jogo mais determinado e explosivo dos comandados de Nelson Calor.

Todavia a equipa da casa não se intimidou e não acusou o golo sofrido (ao contrário do que se podia esperar). Rapidamente, aos gritos de ordem de José Carlos, o grupo veio para a frente em busca da igualdade que os recolocasse na disputa do resultado e bastaram cinco minutos para que João Aleixo balançasse as redes de Fresquinho explorando o seu flanco direito um pouco desprotegido de adversários.

Reposta que estava a igualdade, voltávamos ao inicio com a excepção de que, agora, apenas faltava meia hora para se jogar e a frescura física já não era a mesma. Além disso, por esta altura, a equipa de Bemposta já não tinha no bando o seu timoneiro, Nelson Calor que, aos 62 minutos recebera de Joaquim Martins ordem para abandonar o campo (toda gente falou mais do que jogou nesta tarde, é uma verdade – aconteceu ao técnico como podia ter acontecido com alguns outros).

Mas, ao contrário do que acontecera com a Ortiga, a Bemposta acusou o tento sofrido e demorou a reagir mesmo com algumas alterações que o seu técnico fez assim que fora reposta a igualdade, minutos antes de sair de campo. E a reacção demorou tanto que os homens da casa aproveitaram para dar a “cambalota” no resultado aos 70 minutos por intermédio de Rodrigo Brízida, atleta que havia entrado apenas dois minutos antes. José Carlos foi feliz na substituição tirando daí os seus dividendos positivos. Pouco tempo depois, uma bola enviada à trave podia ter aumentado ainda mais a vantagem para os da casa.

Momento de um lance de ataque da equipa da Bemposta. Foto José Belém
Momento de um lance de ataque da equipa da Bemposta.
Foto José Belém

A Ortiga vivia o seu melhor período e parecia embalada para uma saborosa vitória após ter feito o mais difícil que foi dar a volta ao resultado… só que o jogo apenas termina quando soa o último apito do árbitro.

Quando, a apenas três minutos do fim, Rodrigo é chamado a entrar para ajudar os seus companheiros da Bemposta nestes derradeiros momentos, juntando-se a André Silva e Espadinha (também eles saltaram do banco já no segundo tempo) a formação galvanizou-se e partiu com tudo para cima da Ortiga que defendia com todos e já quase não conseguia sair do seu último reduto.

Numa derradeira tentativa de fechar definitivamente as portas da sua baliza, aos 83 minutos, o técnico ortiguense coloca em campo Joel Marcão mas este só tem tempo para assistir ao tento da igualdade da equipa do concelho de Abrantes que tanto insistiu que conseguiu: livre apontado para o coração da pequena área e, no meio de uma autêntica “selva” de jogadores de ambas as formações, o desafortunado guardião Nuno António, após uma saída “fora de tempo”, só tem tempo de ver o esférico a entrar na sua baliza para desespero dos locais e para enorme festim dos forasteiros. Estavam decorridos 84 minutos de jogo total e a partida teve o seu final poucos segundos depois.

Infelicidade de uns, felicidade de outros, mas o que é certo é que pelo que se passou dentro das quatro linhas ao longo de toda a partida pode considerar-se um resultado justo. A Bemposta teve momentos de supremacia e aproveitou-os para se adiantar no marcador. A equipa de Ortiga, inconformada, não baixou os braços e com vinte minutos de bom nível foi coroada com dois tentos que lhe permitiram fazer a reviravolta do marcador. Mas ainda faltavam dez minutos e aí a Bemposta fez tudo o que podia para sair de Ortiga com outro resultado que não a derrota e consegui-o mesmo ao soar do gongo (foi feliz mas fez por merecer essa fortuna).

No final, e em relação à equipa de arbitragem que viajou do vizinho concelho de Sardoal, ambos os técnicos apontaram alguns erros, mas do que assistimos, apesar de um ou outro desacerto, conseguiram realizar um trabalho suficientemente positivo e sem qualquer influência no desfecho da partida. Aliás, o facto de Joaquim Martins, chefe da equipa, ter admoestado alguns atletas logo no inicio da partida terá apaziguado os ânimos mais exaltados de alguns e, dessa forma, conseguiu segurar o resto do jogo sem grandes intervenções mais exigentes (excepção feita à expulsão do técnico de Bemposta por insistência no diálogo com o trio de arbitragem após diversos avisos para se moderar).

Uma última palavra para o atleta Duarte Marques, de Ortiga, que por motivos profissionais (irá emigrar para Holanda) deixará de dar o seu contributo à equipa tendo realizado a sua última partida de branco e verde. Mais um jovem que se vê “obrigado” a deixar a sua terra e procurar o seu futuro noutras paragens… não podemos (naturalmente) deixar de lhe desejar a maior das sortes e que encontre o que tanto procura.

Resultado Final

Ortiga 2 vs Bemposta 2

 

O gosto pela comunicação desportiva despertou numa rádio local, de Tramagal. De anotador, consultor de resultados e locutor, entrou também em campo para uma colaboração para os jornais nacionais "A Bola" e "Record", no âmbito da divulgação dos resultados da Associação Futebol de Santarém. O cheiro da bola, da relva e dos pelados atrai-o ao terreno, para acompanhar os jogos ao vivo, com os respetivos comentários. Entre bolas ao ferro e golos de antologia, considera-se amante do futebol e um apaixonado pelo desporto.

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