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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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Futebol/Inatel | Mouriscas vence na Concavada e ambas partilham liderança da série C (c/fotos e áudio)

C. D. R. CONCAVADA 0 – C. P. MOURISCAS 1

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Grupo C – 1ª fase – 6ª Jornada

Campo de Jogos José dos Santos Ruivo

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Concavada – 25-11-2018

Em condições bastante adversas, as três equipas entram no pelado encharcado do Campo de Jogos José dos Santos Ruivo.

A equipa da Casa do Povo de Mouriscas deslocou-se até Concavada para arrecadar três preciosos pontos que a mantém na luta pelos lugares cimeiros e que dão acesso direto à Série 1 da segunda fase desta Liga Inatel 2018/2019. O jogo foi disputado (uma vez mais) em condições atmosféricas adversas e quase impróprias para a prática de bom futebol.

Na realidade não foi um bom jogo aquele que estivemos a acompanhar no Campo de Jogos José dos Santos Ruivo, em Concavada. Um pelado difícil e completamente alagado que dificultou, em muito, o bom desenvolvimento do trabalho dos atletas de ambos os conjuntos. Ainda assim, talvez por melhor se ter adaptado, os homens da Casa do Povo de Mouriscas entraram melhor, a mandar no jogo, e cedo começaram a evidenciar maior poderio, encostando “às cordas” a formação da casa para quem a vitória lhe daria um maior conforto classificativo a quatro jornadas do final desta primeira fase.

Nunca a Concavada conseguiu contrariar a entrega desmedida dos homens de Mouriscas.

Mas os mourisqueses também sabiam que teriam que lutar pelos três pontos para não deixar escapar um adversário direto na corrida e, desse modo, se manter na luta pelo acesso à fase complementar na série principal.

E foi o que fizeram desde o apito inicial do árbitro, empurrando a Concavada para o seu último reduto de onde poucas vezes conseguiam sair com bola controlada. Foi com alguma naturalidade que a Casa do Povo de Mouriscas atingiu aquele que viria a ser o único tento da partida.

Aos 22 minutos, e numa das muitas investidas das Mouriscas em lance bombeado para as costas da defensiva local, o guardião André Valelas viu-se obrigado a sair da área para “aliviar” o esférico de cabeça com esta a ir ter aos pés de André Cadete. Este, aproveitando o adiantamento do “keeper” da Concavada, fez um remate em arco com conta, peso e medida, num “chapéu” bem medido e vistoso. A equipa do norte do Tejo dava expressão ao seu ascendente diante uma Concavada adormecida e completamente transfigurada em relação a jogos anteriores.

Sempre mais esclarecidos no primeiro tempo, os homens da Casa do Povo de Mouriscas justificavam o resultado ao intervalo.

Até final da primeira parte, com o temporal que se abatia no local, poucos foram os lances dignos de registo. Muita “luta”, mas pouco futebol de parte a parte. O intervalo chegou com as Mouriscas na frente e, de certa forma a justificarem, pois “no aproveitar é que está o ganho” que foi o que aconteceu.

Já a segunda metade foi um pouco diferente, iniciando-se com polémica. Um lance mais viril junto à linha lateral onde se condensava mais público fez aquecer a cabeça de jogadores, espectadores (com um adepto local a “invadir” o campo, tentando agredir um jogador forasteiro) e até da própria equipa de arbitragem que, por alguns minutos, chegou mesmo a suspender a partida alegando falta de condições, nomeadamente de segurança.

Da “confusão” gerada resultou um cartão vermelho direto para André Marques, das Mouriscas, por alegada tentativa de agressão a um atleta da casa. O jogo esteve parado mais de cinco minutos com o coletivo de arbitragem a ponderar chamar as autoridades policiais o que – no entanto –não foi necessário, após entendimento entre todos e com os ânimos mais serenos, dentro e fora das quatro linhas.

Aos 5 minutos do segundo tempo, André Marques recebe ordem de expulsão num momento de grade “sururu” dentro e fora das quatro linhas.

A jogar com mais um elemento, a Concavada começou a acercar-se mais da baliza de Anselmo e Edgar Soares teve uma excelente oportunidade para empatar a partida, mas, na hora de concretizar, o remate saiu-lhe mal e longe do alvo. Estava completamente solto e só com o guardião mourisquense pela frente.

Foi – aliás – a ocasião mais flagrante da equipa da casa que ainda se queixou de uma hipotética grande penalidade a seu favor, mas que pareceu não existir. A Concavada foi construindo algumas jogadas de ataque na segunda parte, onde melhorou significativamente, mas (e uma vez mais) com os seus atletas mais interventivos a falharem na hora da concretização.

Dessa forma, os três pontos foram para a Casa do Povo de Mouriscas que se junta (precisamente) à Concavada na liderança do grupo C da Liga Inatel. Um resultado que se aceita, mas onde o empate também não ficaria mal. Arbitragem bastante contestada mas sem influência direta no resultado final.

Festa dos mourisquenses que levaram os três pontos para casa.

FICHA DO JOGO

C. D. R. CONCAVADA:

André Valelas, Paulo Edgar, Nuno Coxinho, João Cartaxo, Ricardo Falcão, Rúben Batista, Luís Carlos, Pedro Alves, Fábio Gomes, Edgar Soares e Cláudio Rodrigues (cap.).

Suplentes: David Mata, Anderson Santos, Luís Santos, Daniel Vieira, Paulo Lopes e Sérgio Coentro.

Treinador: Bruno Alves.

Equipa inicial da Concavada.

C. P. MOURISCAS:

Anselmo, Costa, David Santos, Bruno Martins (cap.), Diogo Martins, Nando Lopes, André Cadete, Bruno Sanha, Marco Cadete, André Marques e Luís Marques.

Suplente: Nuno Brito, Rafael Rodrigues, Daniel Afonso e Nuno Branco.

Treinador: José Carlos “Parreira”.

Onze inicial de Mouriscas.

GOLOS:
André Cadete (Mouriscas).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:

João Simões, Sérgio Marujo e Rui Conceição.

Árbitros João Simões, Sérgio Marujo e Rui Conceição com Cláudio Rodrigues e Bruno Martins, capitães de Concavada e Mouriscas respetivamente.

Em entrevistas exclusivas ao mediotejo.net, os dois treinadores falaram sobre a sua visão deste jogo:

O técnico Bruno Alves, estava naturalmente insatisfeito com o resultado e exibição da Concavada.

 

José Carlos “Parreira”, técnico da Casa do Povo de Mouriscas mostrou-se satisfeito mas não adiantou o futuro da sua equipa na caminhada na liga Inatel.

 

 

A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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