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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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Futebol/Inatel | Concavada triunfa num jogo de acção, suspense e mistério (c/fotos e audio)

C. D. R. de CONCAVADA 3 – C. P. C. D. de SENTIEIRAS 2

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InCup / Grupo A / 2ª jornada / 15-09-2018

Campo de Jogos José Santos Ruivo, em Concavada

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Esperava-se um jogo equilibrado o que veio a acontecer.

Numa prova organizada pela Câmara Municipal de Abrantes e que tem como objetivo a preparação das equipas do concelho para o campeonato distrital de Santarém do INATEL, a 2ª jornada do “INCUP 2018” passou este sábado, 15 de setembro, por Concavada onde os locais receberam as Sentieiras, formação com boas recordações deste Troféu que já venceu por diversas vezes.

A Concavada limitou-se a defender (e mal) nos 40 minutos inicias.

Com vitórias registadas na 1ª jornada (Concavada foi jogar e vencer à Água Travessa por 2 a 0 e as Sentieiras alcançaram os três pontos em “casa” diante do Alvega – atual detentor do galardão em disputa – por 2 bolas a 1), estava prometido que ambas as formações iriam lutar pela vitória neste jogo e as expectativas não saíram defraudadas a quem se deslocou ao Campo de Jogos José Santos Ruivo.

Numa tarde de futebol de alguma qualidade, apesar do muito calor que se fez sentir, principalmente no primeiro tempo da partida e da virilidade colocada em campo por todos os protagonistas, nem o próprio Alfred Hitchcock desdenharia escrever um argumento como o que se assistiu.

Sem grandes dificuldades, as Sentieiras chegaram ao intervalo a vencer por 2-0.

Descrever uma partida de futebol como a que acompanhamos não é tarefa fácil. Comecemos pela primeira parte onde apenas uma equipa esteve dentro de campo: as Sentieiras. A formação da “casa” raramente teve bola, entrou a “dormir” e com alguns jogadores que pareciam ter ficado no balneário sem se terem equipado, sequer. É um facto real. Com isso, os visitantes “passearam-se” pelo pelado de Concavada, fazendo o que queriam do seu adversário tanto que aos 13 minutos já venciam (justamente, diga-se) por 0 a 2.

Raras foram as investidas da Concavada no primeiro tempo.

As Sentieiras chegaram facilmente ao primeiro tento por intermédio de Tiago Pombo, decorriam apenas 8 minutos, respondendo positivamente a um cruzamento de David que foi causando o pânico através do flanco direito do seu ataque. Do primeiro ao segundo foi um ápice, com a toada a manter-se e, à passagem do minuto 13, é Mário Rodrigues que desenha e constrói uma jogada individual em que, na sobra, Roldão atira a contar dando (ainda) mais tranquilidade aos amarelos de Sentieiras. Equipa que só não aumentou a vantagem até final da primeira parte por mera infelicidade pois a esta hora a trave da baliza de Valegas ainda deve estar a tremer produto de um potente remate de David aos 36 minutos.

O tempo de intervalo fez bem à Concavada que regressou transfigurada.

O técnico local Bruno Alves, sentiu que tinha que mudar algo para dar a volta à contenda e o intervalo fez bem à Concavada. Mudando algumas peças no xadrez da equipa e fazendo algumas alterações cirúrgicas, os locais reagiram e foram tomando conta do jogo tornando-o mais esclarecido e determinado.

Com isso, talvez até surpreendidos, os jogadores de Sentieiras foram perdendo o fulgor da primeira parte adivinhando-se o golo da Concavada que viria a ocorrer ao minuto 16 do segundo tempo por intermédio de Paulo Edgar. Através de um bom lance de futebol, tal “fénix” renascida das cinzas, os donos da casa tornaram-se também os donos da bola tomando as rédeas do jogo até final.

Jogo mudou por completo o segundo tempo.

Algo “viril”, a partida foi decorrendo com a Concavada a crescer minuto a minuto e a chegar (com naturalidade) ao tão procurado empate decorriam 21 minutos da segunda metade do jogo. Miguel Rente (com a ajuda do guardião das Sentieiras) atira a contar e faz acreditar na reviravolta que viria a consumar-se apenas cinco minutos depois pelo “capitão” Cláudio Rodrigues. Um lance que suscitou algumas dúvidas quanto à sua legalidade (reclamou-se que o tento terá sido obtido com a mão mas o árbitro Rui Oliveira apontou para o centro do terreno, validando o tento), mas de grande felicidade para os adeptos locais que ocorreram em razoável número. Estava consumado o inesperado volte face no marcador, se tal pensássemos ao intervalo.

Muita disputa de bola num jogo nem sempre bem jogado.

Com a obtenção do seu terceiro golo, a Concavada passou a gerir a posse de bola e a “jogar” com o relógio com as Sentieiras a darem o tudo por tudo, apostando as “fichas” todas no ataque, mas sem dar frutos até final.

Numa “remontada” já vista em outros “filmes”, este foi mesmo um jogo de acção, suspense e mistério com diversos protagonistas em destaque pela positiva e pela negativa. A 3ª jornada do “Troféu INCUP 2018” terá lugar já este domingo, 16 de setembro, com a Concavada a jogar novamente no seu pelado com as Mouriscas, e as Sentieiras a receberem os seus vizinhos de Casais de Revelhos, jogos agendados para as 16:30.

No final a festa foi dos homens da “casa”.

FICHA DO JOGO:

CLUBE DESPORTIVO E RECREATIVO DA CONCAVADA:
Valegas, David Mata, Luís Santos, Anderson, Luís Carlos, João Cartaxo, Cláudio Rodrigues (cap.), Paulo Edgar, Pedro Alves, Daniel Vieira e Fábio Gomes.
Suplentes: Douglas, Tiago Branco, Miguel Rente e Paulo Lopes
Treinador: Bruno Alves.

Equipa de Concavada.

C. P. C. D. de SENTIEIRAS:

Pardal, João, Filipe Rodrigues, Vasco, Hélder Carboila, Roldão, Tereso, Tiago Pombo, Mário Rodrigues, Navalho e David

Suplentes: Telmo, André, Filipe Pombo, Diogo, Bernardo e Martelo.

Treinador: Carlos Rodrigues.

Equipa de Sentieiras.

GOLOS:
Paulo Edgar, Miguel Rento e Cláudio Rodrigues (Concavada); Tiago Pombo e Roldão (Sentieiras).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Rui Oliveira, Victor Custódio e Jorge Branco.

Trio de Arbitragem e Capitães das Equipas.

No final do encontro ouvimos ambos os treinadores:

Bruno Alves-Treinador da Concavada.

 

Carlos Rodrigues-Treinador de Sentieiras

 

A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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