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Terça-feira, Maio 11, 2021

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Futebol | “Humildade e trabalho”, a receita de Paulo Seninho, treinador do Sport Abrantes e Benfica (C/VIDEO)

Paulo Fernando, conhecido por ‘Séninho’ no mundo do futebol, é o treinador da equipa sénior do Sport Abrantes e Benfica (SAB), conjunto que lidera a série A do campeonato da II divisão distrital de Santarém e que conta por vitórias todos os jogos oficiais disputados esta época sob a esfera da Federação Portuguesa de Futebol. Com a vitória deste domingo perante o TSU e com o empate entre Belenenses Clube e o CD Amadora,da 1ª divisão distrital da AF Lisboa, a equipa abrantina passa a ser a única equipa portuguesa 100% vitoriosa esta temporada.

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Com 41 anos, e admirador confesso de Diego Simeoni, o técnico abrantino concedeu uma entrevista ao mediotejo.net no dia 26 de dezembro último, onde elegeu a humildade, o trabalho e o espírito de grupo para explicar as 14 vitórias em 14 jogos disputados no ano 2018. Com a vitória deste domingo, dia 6 de janeiro, e o empate do Belenenses Clube, o SAB  passa a ser a única equipa de futebol sénior masculino 100% vitoriosa em Portugal.

Paulo Séninho é o treinador do Sport Abrantes e Benfica, equipa 100% vitoirosa nos jogo disputados em 2018. Foto: mediotejo.net

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Nome: Paulo Alexandre Esteves Fernando (Séninho)

Data de nascimento: 20/09/1978

Naturalidade – Abrantes

Percurso enquanto jogador – Sport Abrantes Benfica, Sporting Clube Abrantes (Formação), Tramagal SU, Abrantes Futebol Clube, Ferroviários Entroncamento, Tramagal SU, Elétrico Ponte Sor, AD Mação.

Conquistas – Campeão distrital iniciados, Campeão 2 distrital, campeão distrital, vencedor taça do ribatejo.

Percurso enquanto treinador – União Desportiva Abrantina, Sport Abrantes Benfica.

Conquistas – Subida de divisão

Paulo Seninho foi diretor Desportivo União Desportiva Abrantina (campeão distrital)

Plantel do SAB, época desportiva 2018/2019. Foto: DR

mediotejo.net – Quando é que descobriu a sua paixão pelo futebol?

A minha paixão pelo futebol surgiu porque desde pequeno acompanhava o meu pai, ele jogava e eu ia aos jogos todos, mas acima de tudo acho que esta paixão nasce já connosco, sempre andei no futebol com enorme prazer e não se podemos esquecer que dantes não havia as condições que hoje há, chego ao dia de hoje com orgulho de ter tido a paixão por este desporto formidável que move tantas emoções, o futebol deu me muita coisa deu me grandes amigos, e ensinou-me muito a perceber certas coisas que podemos achar que não tem grande importância mas tem no nosso desenvolvimento como homens e seres humanos.

Quais as razões para querer seguir uma carreira de treinador?

Quando deixei de jogar, no momento difícil porque tinha passado 28 anos a jogar futebol e adorava jogar e ainda por cima acabar como ia acabar (lesão grave), não ambicionava ser treinador, mas sim ficar ligado ao futebol e se fosse na minha terra melhor, quando surgiu o convite da União Abrantina e disse que só aceitava se fosse diretor do futebol e assim foi.

Passado um ano e meio em que o clube estava numa situação complicada, quem comandava os destinos da União Abrantina pediu-me para ficar como treinador e grande parte dos atletas que estavam também influenciaram a minha decisão.

A partir dai comecei a ter outra opinião, voltei a sentir aquela alegria do jogo, a adrenalina do jogo, e praticamente foi assim que as coisas aconteceram.

Quais as principais diferenças entre ser treinador e jogador?

São muitas as diferenças, quando és jogador tens só a preocupação de ires treinar, de jogar. Como treinador temos que preparar o treino, preparar o jogo e, claro, motivar e unir sempre um plantel.

Mas também nos últimos anos como jogador, em que era capitão de equipa, aprendi muitas coisas com grandes treinadores que tive, e que me ajudam, e muito, a gerir um grupo de trabalho. Mas também, felizmente, tenho tido um grande grupo trabalho (jogadores que tem estado comigo desde o inicio da minha etapa como treinador) que me têm ajudado, e muito, a evoluir como treinador e como pessoa. E quando assim é tudo é mais fácil.

Paulo Séninho, treinador do SAB. Foto: mediotejo.net

Qual a sua opinião sobre o futebol atual nos campeonatos distritais de Santarém?

O futebol mudou muito nos últimos anos, dantes não havia grandes condições de treino mas financeiramente era melhor, hoje em dia temos grandes condições de treino mas no aspeto financeiro já não há tantas ajudas o que na minha opinião, em termos competitivos, piorou. Não pela falta de qualidade, porque essa existe, mas o grau de exigência não é o mesmo. Hoje em dia, por exemplo, não podemos obrigar um atleta que está na universidade a vir treinar não dando nada em contrapartida. Sobre o resto não vou comentar.

Que comentário lhe merece chegar ao final do ano 2018 contando por vitórias todos os jogos disputados?

Para mim é um grande motivo de orgulho, para os meus atletas é um grande prémio pela grande dedicação que têm e acima de tudo pelo grande esforço que fazem em entregarem se ao treino. Que digo muitas das vezes, não basta ter qualidade mas sim o grande trabalho que desenvolvem para ser uma equipa.

Estes atletas merecem e muito este feito que conseguiram, o mérito é todo deles. Eu como mais velho do grupo sinto um enorme orgulho em pertencer a este grande grupo, trabalharam muito para conseguir este feito.

Mas tão importante quanto o trabalho é a grande humildade que eles têm, que respeitam todos os adversários só assim estamos mais perto de atingir o que queremos.

Que mensagem procura transmitir aos seus jogadores para os manter sempre motivados, mesmo aqueles que não jogam regularmente?

A mensagem que tento sempre transmitir é que temos que ser sempre ambiciosos em tudo na vida, o querer sempre evoluir e querer mais não faz mal a ninguém desde que na seja atropelar ninguém para atingir os objetivos e aí vem a nossa humildade. O futebol por vezes é um complemento das nossas vidas, em que, sem ambição, motivação e trabalho, nada se consegue. E custa muito chegar cá acima e não podemos dormir à sombra de nada porque cair cá em baixo é o mais fácil. Quanto aqueles que não jogam regularmente, digo muitas das vezes que o grande sucesso das equipas está nesses atletas que por vezes não jogam muito, mas são eles que motivam, e muito, aqueles que jogam, são eles que os põem em forma, obrigando-os a trabalhar mais.

Digo também muitas das vezes que quem faz as equipas campeãs são os grupos e não os 11 que jogam de início. Felizmente tenho um grupo fácil porque estamos todos imbuídos no mesmo espírito.

*Fotografia: Jorge Santiago

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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