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Domingo, Junho 13, 2021

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Futebol | Golo madrugador em Tomar dá vitória ao Coruchense e vale subida aos nacionais

UNIÃO FUTEBOL COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE TOMAR 0 – GRUPO DESPORTIVO “O CORUCHENSE” 1
Campeonato Distrital da AFS – 1ª Divisão – 13ªjornada
Estádio Municipal António Fortes (Totói) em Tomar
23-05-2021

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Jogo grande na cidade de Tomar entre equipas do topo da tabela onde o Coruchense, averbando um ponto que fosse, estaria desde logo, a duas jornadas do final, apurado para disputar o Campeonato de Portugal na próxima época desportiva. Com o campeonato amputado duma volta pelas razões que todos conhecemos não podemos falar de “campeão” mas dum vencedor do distrital maior da Associação de Futebol de Santarém.

Estádio Municipal António Fortes (Totói) em Tomar

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O União de Tomar estava na luta pelo segundo lugar que dará acesso à primeira eliminatória da Taça de Portugal e lutou com as armas que tinha perante o líder do campeonato da 1ª divisão distrital de Santarém.

Perante um provável vencedor do Distrital o U.Tomar assumiu-se candidato ao segundo posto.

Com um União de Tomar a apresentar um figurino fora do habitual com as ausências de Siaka Bamba e do capitão Nuno Rodrigues e com Chrystian Pedroso a começar no banco, cedo se percebeu que a estratégia de Filipe Pinto para contrariar Mário Nelson seria a pressão alta nas zonas de construção, a toda a largura do terreno.

Filipe Pinto queria pressão alta a toda a largura do terreno.

Um cruzamento arrancado do lado direito do ataque coruchense permitiu o corte do jovem Tiago Lourenço e o lançamento em velocidade de Hélio Ocante. O passe largo para Fábio Luzio saiu muito adiantado e o Coruche aproveitou da melhor forma o desposicionamento da equipa da casa.

Pelo lado esquerdo do seu ataque, Rafael Alturas ganhou metros e, aproveitando o forte vento que se fazia sentir, fuzilou o guarda redes nabantino, Nuno Ribeiro. Este ainda defendeu como pôde mas o esférico voltou a Rafael Alturas que à segunda não perdoou. O cronómetro marcava o minuto quatro.

Rafael Alturas bateu Nuno Ribeiro logo aos quatro minutos.

Cedo nas margens do Nabão se começou a sentir que o Coruche dificilmente iria enjeitar o ensejo de subir de divisão já nesta jornada à custa dum desaire do União.

O golo forasteiro, além de provocar um enorme desnorte, deitou por terra a estratégia dos “rubro-negros”.

Os minutos que se seguiram foram de muito pouco futebol com a equipa da casa a tentar reencontrar-se e os visitantes numa atitude expectante. O resultado servia os seus propósitos…

U.Tomar acusou o golo madrugador.

Aos 14 minutos, com o Tomar a serenar, uma boa combinação apanhou Hélio Ocante adiantado, gorando-se a jogada. Três minutos depois foi o mesmo Hélio a procurar Fábio Luzio, também ele em posição irregular.

Invariavelmente os lances ofensivos de ambos os conjuntos acabavam com os auxiliares de bandeira no ar, assinalando impedimento dos avançados.

Aos 18 minutos o nigeriano Michael Segum resolveu testar a meia distância e Nuno Ribeiro apenas conseguiu segurar à segunda tentativa o perigoso remate.

Defesa atenta de Nuno Ribeiro.

Após mais dez longos minutos de apatia e falta de ideias, um livre para os da casa veio trazer alguma animação ao jogo. Batida do lado direito, a bola sofreu um corte da defensiva sobrando para Hélio Ocante mas o guarda redes iraniano do Coruchense, Alireza Alipour, chegou primeiro.

À passagem da meia hora dum jogo pouco interessante, com as equipas com pouca objetividade, grande parte dos lances de ambas as equipas resultavam em foras de jogo que iam cortando o ritmo, adormecendo o jogo.

As combinações entre os homens mais adiantados do Tomar não resultavam. Hélio tentou devolver o passe a Luzio com o esférico a perder-se para lá da linha de fundo.

Muitos lances inviabilizados por fora de jogo.

Responderam os homens que vieram das margens do Sorraia através dum cruzamento bem medido do lado direito, de Marco Véstea para o sueco Kevin Roxenborg que, com um toque subtil, tentou enganar Nuno Ribeiro. Este, muito experiente, não foi em cantigas e recolheu o esférico.

Lançado o contra golpe Tiago Vieira caiu na área e reclamou-se grande penalidade que, João Veríssimo, árbitro da partida, bem posicionado, não atendeu.

Aos 35 minutos o União de Tomar dispôs de soberana ocasião para marcar quando o guarda redes Alipour ao repor a bola em jogo fê-lo de forma displicente para Leandro que, com a baliza à mercê, rematou para fora.

Tomarenses não aproveitaram erro de Alipour.

Com o Tomar em fase de maior acerto, Fábio Luzio rematou para defesa apertada de Ali e na resposta o Coruchense ensaiou um bom cruzamento para a área, ficando o lance anulado por mão de Marco Véstea.

À passagem do minuto 40 Luzio voltou a cruzar largo mas com boa conta para remate de primeira de Hélio Ocante. Ali opôs-se com classe. Aos 43 minutos, em lance semelhante, o forte remate de Tiago Vieira esbarrou na barreira defensiva do Coruchense.

Pouco depois João Veríssimo apitou para o descanso com vantagem dos visitantes justificada com o pouco acerto dos homens mais adiantados da equipa da casa. O técnico do União de Tomar, Filipe Pinto, teria de fazer algo para inverter a tendência do marcador.

Prestação do Tomar teria de melhorar no segundo tempo.

Como se previa, Filipe Pinto mexeu no xadrez da sua equipa e no recomeço surgiram Chrystian Pedroso e Tiago Luzio nos lugares de David Vieira e de Hélio Ocante. O técnico local tentava assim que a sua equipa fosse capaz de inverter o resultado obtendo preciosos golos.

Logo no recomeço, aos 47 minutos, Cláudio Major foi derrubado à entrada da área, estatelando-se bem dentro da área de rigor, com toda a gente afeta ao União a pedir penalidade máxima. João Veríssimo voltou a decidir bem, porquanto o derrube é antes da entrada na área de Major. Do livre resultou um canto.

Com a entrada de Chrystian Pedroso o Tomar melhorou no ataque.

Na equipa da casa reconhecia-se uma enorme melhoria em relação ao primeiro tempo e o jogo passou estar mais dividido quer na posse de bola quer nas escassas ocasiões de golo.

Aos 52 minutos começou a perceber-se algum nervosismo por parte dos intervenientes da partida. Michael Segum é duramente carregado e tem uma atitude desnecessária, tentando tirar satisfações ao seu adversário. O destempero emocional podia tê-lo afastado do encontro mas João Veríssimo não quis estragar a festa e ficou-se pelo “amarelo”.

Mário Nelson observa a prestação dos seus pupilos.

Aos 55 minutos Kevin introduziu o esférico na baliza da equipa da casa mas o lance estava inviabilizado por posição irregular do médio sueco do Coruchense.

Com uma hora de jogo, Tiago luzio quis tentar de longe o remate colocado e forte mas Ali disse “presente” e defendeu com segurança.

Minutos depois, após nova jogada anulada aos visitantes por posição irregular, Leandro ensaiou um bom remate a que correspondeu Ali com nova defesa segura.

No segundo tempo os nabantinos estiveram muito perto do empate.

Leandro viria a tentar de novo aos 66 minutos mas o esférico não encontrou o alvo e perdeu-se para lá da linha de fundo. Com o jogo a entrar de novo num estranho adormecimento, foi preciso esperar onze longos minutos para se ver no relvado do estádio municipal António Fortes (Totói), saudoso nome grado do emblema unionista, um pouco de animação com algum futebol à mistura.

Um cruzamento muito perigoso de Riscas obrigou Ali a afastar com uma palmada para a trave, resultando num canto. O União esteve muito perto do empate…

Na conversão do canto Chrys rematou forte e o esférico embateu no braço dum defensor tendo o árbitro assinalado falta atacante ao um tomarense. Novamente esteve bem o árbitro da partida.

Em transições rápidas criaram-se bons momentos.

Aos 79 minutos um livre muito bem cobrado obrigou o guarda redes Ali a defesa de recurso para “onde dorme o mocho” ou seja a intercessão da trave com o poste. O União já ia justificando outro resultado…

Aos 86 minutos Chrystian Pedroso cabeceou para fora e no minuto seguinte um cruzamento do lado esquerdo do ataque coruchense permitiu o remate cruzado de Gabriel Costa acabado de entrar. Passou perto da baliza de Nuno Ribeiro.

Guarda redes iraniano, Ali, soube tapar os caminhos da sua baliza.

Com o árbitro do encontro a acrescentar quatro minutos de compensação foi no último desses minutos que Tiago Luzio dispôs da última oportunidade na partida. O remate forte não achou o caminho da baliza de Ali.

Golo madrugador deu a vitória ao Coruchense.

Com o apito final começou a festa dos tricolores numa partida onde a “estrelinha” esteve presente e que o União de Tomar, principalmente com uma segunda parte de bom nível, merecia ter empatado.

Arbitragem com acerto nas decisões difíceis não influenciou o resultado final.

Encontrado o vencedor do Distrital maior da AFS fica por disputar o importante segundo lugar para além do único troféu que será atribuído este ano: a Taça do Ribatejo.

Coruche venceu em Tomar e fez a festa da subida aos Nacionais.

Ficha do jogo:

UNIÃO FUTEBOL COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE TOMAR:
Nuno Ribeiro, Tiago Lourenço (Gui Nunes), David Vieira (Tiago Luzio), Filipe Cotovio, Tiago Vieira, Hélio Ocante (Chrystian Pedroso), Luís Alves, Cláudio Major (Rafael Leite), Riscas, Fábio Luzio e Leandro.
Suplentes não utilizados: João Ribeiro, André Silva e Gui Santos.
Treinador: Filipe Pinto.

União Futebol Comércio e Indústria de Tomar. Foto: Arquivo mediotejo.net

GRUPO DESPORTIVO “O CORUCHENSE”:
Alireza Alipour, Ivan Buha (Tiago Capeto), Igor Marques, Bernardo Oliveira, Rivaldo, Michael Segun, Tomás Cardoso (João Oliveira), Bruno Conduto, Marco Véstea (Gabriel Costa), Rafael Alturas e Kevin Roxenborg.
Suplentes não utilizados: David Lourenço, Domingos Martins, Rafael Carvalho e Rafael Costa.
Treinador: Mário Nelson.

Grupo Desportivo “O Coruchense”.

GOLO: Rafael Alturas (Coruchense).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
João Veríssimo, Vasco Pinho e Nuno Martins.

Equipa de Arbitragem: João Veríssimo, Vasco Pinho e Nuno Martins com os capitães.

No final, como habitualmente, fomos ouvir os técnicos de ambas as equipas:

FILIPE PINTO (U.Tomar):

Filipe Pinto, treinador do União de Tomar. Foto: mediotejo.net

MÁRIO NELSON (Coruchense):

Mário Nelson, treinador do Coruchense. Foto: Arquivo mediotejo.net.

 

FOTOGALERIA:

*Com David Belém Pereira (multimédia).

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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