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Futebol | Golão de Seninho deu a vitória ao Benfica de Abrantes perante um Rio Maior de qualidade (C/ÁUDIO e FOTOS)

SPORT ABRANTES E BENFICA 2 – RIO MAIOR SPORT CLUBE 1
Campeonato Distrital da AFS – 1ª Divisão – 8ª jornada
Campo nº 2 do Estádio Municipal de Abrantes
22-11-2020

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Líder, com menos um jogo disputado, contando por vitórias todos os jogos disputados o Sport Abrantes e Benfica detinha uma larga fatia de favoritismo para o jogo deste domingo com o Rio Maior.

Campo número 2 do Estádio Municipal de Abrantes.

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Os riomaiorenses, com um início de campeonato algo irregular e com uma equipa muito jovem, chegaram a Abrantes com duas vitórias, dois empates e duas derrotas nos jogos disputados e dispostos a contrariar o favoritismo da equipa de Paulo Seninho.

Equipa de Rio Maior veio a Abrantes para contrariar o favoritismo do Benfica local.

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Demonstrando ter feito o trabalho de casa, o Rio Maior entrou bem no jogo e apresentou-se a toda a largura do terreno. Pressionante nas alas, de modo a impedir as subidas dos laterais da casa, pertenceu-lhe a primeira ocasião para marcar.

Com quatro minutos jogados Helton ensaiou a meia distância e a bola não passou longe da baliza de Joel. Estava dado o aviso…
O jogo não ia ser um passeio para os abrantinos.

Cedo se perceber que não ia ser fácil para os abrantinos.

Aos oito minutos Zé Pedro ganhou a linha de fundo e cruzou para o remate de Diogo Barrocas que saiu muito ao lado. Foi necessário esperar mais quatro minutos para haver alguma emoção no Estádio. Depois de muito jogo repartido no meio campo, Quaresma conseguiu “invadir” o extremo reduto das “águias” e rematou ao lado mas muito perto dos ferros.

Pouco depois Miguel Catarino viu ser-lhe assinalada uma infração por mão na bola e o respetivo livre acabou nas luvas de Joel.

Bolas paradas levaram perigo à baliza de Joel.

À passagem do quarto de hora Pedro Damas testou a sua meia distância mas o remate saiu muito longe da baliza dos homens da terra das salinas. Nenhuma das equipas conseguia conduzir o jogo para seus objetivos e o futebol aos repelões, com muitos contactos físicos ia decorrendo longe das balizas.

Só aos 25 minutos Zé Pedro deu um pontapé na mediocridade. Dentro da área recebeu de costas, rodou sobre si mesmo e executou um vistoso mas ineficaz pontapé de bicicleta.
O esférico perdeu-se pela linha lateral.

Zé Pedro foi dos mais inconformados na equipa das “águias”.

Zé Pedro era, nesta fase do jogo, o abrantino mais inconformado. Ceifado em cima da linha de grande área viu ser assinalado um livre em posição central, muito perigoso.

Chamado à conversão, Rui Sousa fê-lo com a mestria habitual, de pé esquerdo. O guarda redes do Rio Maior foi impotente para travar a marcha do esférico e o Abrantes e Benfica passou para a liderança do marcador aos 28 minutos.

Rui Sousa tira as medidas à baliza de Hélio e colocou a sua equipa a vencer.

Reagiu o Rio Maior e na marcação dum pontapé de canto Helton ensaiou uma boa cabeçada mas já lhe havia sido assinalada uma falta atacante. Pouco depois Alex derrubou Zé Pedro atingindo-o nas costas já no chão de forma deliberada. Viu o cartão amarelo.

Aos 36 minutos, um livre, a favorecer os visitantes, criou embaraço na área dos da casa. Joel calculou mal o tempo de saída e valeu Barrocas a tirar pela linha lateral.

No minuto seguinte Quaresma entrou na área abrantina, a defesa ficou a reclamar posição irregular que o árbitro não atendeu e o jovem riomaioriense armou forte disparo que passou pertíssimo da baliza de Joel.

Rio Maior não baixou os braços e complicou a vida dos “encarnados”.

Após a obtenção do golo o Abrantes “desapareceu” do jogo e o Rio Maior tudo fez para chegar ao empate. Aos 42 minutos Alex rematou de longe mas fraco e sem direção.

Em cima do apito para o descanso os visitantes beneficiaram dum livre em boa posição para alvejar a baliza de Joel. O guarda redes resolveu com segurança. O resultado ao intervalo aceitava-se mas um empate não escandalizaria.

Resultado aceitável ao intervalo.

Com a diferença mínima no “placard” e o jogo indefinido em termos de controle, a sensação de que tudo podia acontecer reinava no recomeço após o descanso.

Logo no segundo minuto do segundo tempo Joel foi chamado à ação. Na marcação dum livre o Rio Maior solicitou os bons ofícios do guarda redes abrantino.

Pouco depois, aos 51 minutos, Alex cometeu falta dura junto à lateral e o árbitro da partida, César Soares, deu-lhe ordem de expulsão com a amostragem do segundo cartão amarelo. Cedo o Rio Maior ficava a jogar em desvantagem numérica.

Expilsão de Alex por acumulação de amarelos obrigou o Rio Maior a jogar largos minutos com dez.

Pensou-se que a equipa de Paulo Seninho tinha tudo para chegar a um resultado robusto.
Puro engano…

Com muitos equívocos táticos, com muita gente amontoada no meio campo, dificultando a manobra, a equipa da casa ia desenvolvendo um futebol sofrível, diferente do que já víramos noutras partidas.

Miguel Seninho tentou dar um pontapé na má exibição da equipa e o remate, desferido de muito longe não passou muito fora da baliza à guarda do veterano Hélio, um quarentão a apoiar, a partir da retaguarda, os seus jovens companheiros.

Abrantinos com a baliza de Hélio sempre na mira.

Aos 57 minutos Henrique Graça caiu na área abrantina em disputa com Joel. Os riomaiorenses pediram grande penalidade que o árbitro, bem posicionado, não atendeu.

Estava mais atacante a equipa visitante apesar de jogar com menos uma unidade e pouco depois o recém entrado João Sousa cabeceou no “coração” da área sem oposição abrantina levando a bola a passar muito perto da baliza à guarda de Joel.

Riomaiorenses em busca do empate.

Com uma hora de jogo, a tendência do desafio não se alterava e os jovens da equipa que viajou de Rio Maior não davam sinal de abrandar, limitando-se o Benfica abrantino a controlar o jogo.

Na sequência da marcação dum pontapé do quarto de circulo o guarda redes Joel teve de subir bem alto e, com uma “sapatada” desviou o esférico, esconjurando o perigo.

Na jogada seguinte um cruzamento bem medido, vindo do lado esquerdo do ataque do Rio Maior, encontrou Helton em boa posição para marcar. Foi o que fez. Encostou para o empate que colocava alguma justiça no marcador. O cronómetro marcava 62 minutos.

Helton empatou a partida e colocou Seninho à beira dum ataque de nervos.

Este golo, além de galvanizar os visitantes, teve o condão de acordar os abrantinos da letargia em que caíram após a obtenção do seu golo. Começaram ter maior posse de bola e a controlar as operações.

Aos 76 minutos um cruzamento de Zé Pedro para Rafa, entrado já na segunda parte, deixou o aviso que algo se alterara. Rafa “pegou” mal na bola e esta saiu muito longe da baliza de Hélio.

Golo “acordou” os abrantinos.

Com apenas dez minutos, mais compensações, para jogar, um cruzamento de João Martins foi afastado pela defensiva visitante para uma zona onde estava Rui Sousa que desferiu forte remate que embateu num defensor e saiu pela linha de fundo, originando um pontapé de canto.

No minuto seguinte o mesmo Rui Sousa tentou de muito longe mas o esférico não levou a direção desejada.

Numa altura em que o Abrantes e Benfica procurava a vitória de todas as formas apareceu Miguel Seninho, de muito longe, a executar um pontapé perfeito levando-a a anichar-se na baliza de Hélio sem que o guarda redes esboçasse o mínimo gesto. Grande golo…

Golão de Miguel Seninho muito festejado valeu a vitória dos da casa.

Com pouco tempo para jogar e com as “tropas” visitantes a acusarem duramente o golo, o jogo ficou com poucas hipóteses de sofrer alguma “cambalhota”. As melhores ocasiões até final pertenceram-lhes e o Rio Maior não mais criou perigo. A equipa de arbitragem concedeu seis minutos de compensação e o jogo terminou com um vencedor justo.

Vitória suada do Sport Abrantes e Benfica perante um Rio Maior de raça.

A equipa de Seninho terá feito uma das mais sofríveis exibições da época mas tem a “estrelinha de campeão” e foi um vencedor justo. A equipa de Rio Maior deu valorosa réplica e deixou uma boa imagem. Tem jovens com futuro na modalidade.

A equipa de arbitragem, chefiada por César Soares, esteve em bom plano no aspeto técnico mas exagerou nos cartões. Dez amarelos e um vermelho deixam antever uma batalha campal e nada disso se passou. Foi um jogo correto. A rever. Tal como a cronometragem. Jogaram-se 98 minutos sem razão justificativa.
Apesar de tudo tem margem de progressão…

Exagero de cartões manchou a boa exibição de César Soares.

Ficha de Jogo:

SPORT ABRANTES E BENFICA:

Joel, Diogo Rocha (João Martins), Manuel Vitor, Diogo Mateus, Miguel Catarino, Rui Sousa, Pedro Damas (Rafa), Diogo Barrocas, Miguel Seninho, Zé Pedro e Elísio Menezes (Gustavo).
Suplentes não utilizados: Ricardo Rodrigues, Carraceno, Will e Diogo Miguel.
Treinador: Paulo Seninho.

Sport Abrantes e Benfica.

RIO MAIOR SPORT CLUBE:

Hélio, João Lopes, Carloto, Quaresma (Bernardo), Alex. Afonso Silva (João Sousa), André Justino (João Leite), Helton, Rúben Faustino (Geraldino), Henrique Graça e Luís Cruz.
Suplentes não utilizados: João Sardinha, Francisco Pereira e Rudy.
Treinador: Pedro Cordeiro.

Rio Maior Sport Clube.

GOLOS:
Rui Sousa e Miguel Seninho (Abrantes) e Helton (Rio Maior).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
César Soares, Leonardo Dias e Vitor Gomes.

Equipa de Arbitragem: César Soares, Leonardo Dias e Vitor Gomes com os capitães.

No final fomos ouvir os dois técnicos que, de forma sintética, deixaram as suas opiniões:

Paulo “Seninho”, treinador do Sport Abrantes e Benfica.

 

Pedro Cordeiro, treinador do Rio Maior.

*Com David Belém Pereira (multimédia).

 

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Jorge Santiago
Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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